17/3/17 20:50
Atualizado em 17/3/17 às 20:50

Inflação em Brasília cai 0,75% em fevereiro

Índice em comparação a janeiro foi divulgado pela Codeplan nesta sexta (17). Queda foi maior do que a do mesmo período de 2016, de 0,24%

A inflação no Distrito Federal registrou baixa de 0,75% em fevereiro em relação a janeiro de 2017, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A queda foi maior do que a do mesmo período do ano passado, quando houve decréscimo de 0,24%. Os números levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 13 capitais e analisados pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) foram divulgados nesta sexta-feira (17), na sede da empresa pública.

O gerente de Contas e Estudos Setoriais da Codeplan, Jusçanio Umbelino de Souza; o presidente da Codeplan, Lucio Rennó; e o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno de Oliveira Cruz.
O gerente de Contas e Estudos Setoriais da Codeplan, Jusçanio Umbelino de Souza; o presidente da Codeplan, Lucio Rennó; e o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno de Oliveira Cruz. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Segundo o balanço, fevereiro teve uma variação negativa de -0,03%. A taxa é menor do que a média nacional (0,33%). Os setores que apresentaram deflação foram artigos de residência (- 1,13%), transporte (- 0,66%), alimentação e bebidas (- 0,61%) e vestuário (- 0,5%).

O gerente de Contas e Estudos Setoriais da Codeplan, Jusçanio Umbelino de Souza, explica que, mesmo com o aumento das tarifas nos transportes urbanos, a diminuição das passagens aéreas interferiu para que o setor ficasse em baixa nesse início de ano.

Em contrapartida, seguido por saúde e cuidados pessoais (0,61%), comunicação (0,43%) e despesas pessoais (0,31%), o setor de educação apresentou a maior alta em fevereiro (3,56%). Souza diz que a aquisição de material escolar e os reajustes anuais de colégios particulares contribuem para a alta nesse segmento.

Idecon-DF mostra retração da economia em Brasília

A Codeplan também publicou o Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF), que acompanha o comércio e a economia brasilienses. O documento mostra que a capital federal teve retração de 2,2% no quarto trimestre de 2016, em relação ao mesmo período de 2015. Essa foi a oitava taxa negativa consecutiva registrada na série histórica do indicador, desde seu início em 2012.

Os setores da indústria (- 2,6%) e de serviços (- 2,3%) tiveram queda na produção, contra a agropecuária, que cresceu 9%. De acordo com o levantamento, o número de desempregados tem efeitos negativos sobre o desempenho do setor produtivo. Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego do DF (PED-DF), a taxa de desemprego total aumentou de 13,6%, em 2015, para 17,8% em 2016.

Os pontos positivos para a economia, no ano passado, traz a pesquisa, foram as reduções da taxa básica de juros — de 14,25%, em 2015, para 13,75% — e da inflação. Esta, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulou alta de 5,62% ao longo do ano, inferior aos 9,67% registrados em 2015. O IPCA nacional caiu de 10,67%, em 2015, para 6,29% em 2016.

Ceasa aponta queda nos preços de frutas, ovos e grãos

Em fevereiro, os preços das frutas caíram 0,79% em relação a janeiro. A variação negativa de – 1,41% favoreceu o comércio do maracujá, que ficou 20% mais barato. O mesmo foi registrado com o abacate, que apresentou baixa de 39,9%. No entanto, o período de entressafra deixou a manga 32% mais cara. Os dados são do Índice Ceasa-DF (ICDF), divulgado nesta sexta-feira (17).

A queda no custo dos insumos e o mercado desaquecido também baratearam ovos e grãos em 0,5%. Para o economista João Bosco, da Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa), o comportamento nos preços no início de 2017 foi diferenciado de anos anteriores. “Tivemos um início de ano atípico no mercado de hortifrútis. Houve a junção de um mercado desaquecido, em que alguns produtos tiveram queda de demanda, e a melhora na produção de alguns itens, como tomate, batata e cebola, que reduziu preços normalmente altos nos primeiros meses.”

Entretanto, as verduras tiveram o maior porcentual de alta em fevereiro, com um aumento de 15,3% em relação a janeiro. Esse índice elevado é resultado da incidência de chuvas, que prejudicou a produção, impactando diretamente no mercado das folhosas, como a alface, que ficou 50% mais cara.

No segmento de legumes, em média, houve alta de 7,5%. O chuchu e a abóbora italiana tiveram a produção reduzida, o que resultou no aumento de 113% e de 85%, respectivamente. Já a produção fora do DF reforçou o mercado local, reduzindo os preços, nos casos da cebola (- 12,3%) e da batata lisa (- 2,74%).

Acesse a íntegra do IPCA e do Idecon-DF.

Edição: Raquel Flores

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