24/3/13 13:00
Atualizado em 17/5/16 às 14:03

Crescimento econômico com foco em parcerias internacionais

Em entrevista à AGÊNCIA BRASÍLIA, novo secretário de Desenvolvimento Econômico, Gutemberg Uchôa, apresenta estratégias para atrair investimento estrangeiro


. Foto: Mary Leal

O paraibano Gutemberg Uchôa tomou posse oficialmente na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal na última quinta-feira (21). Com experiência internacional, ele já acompanhou o governador na viagem à Washington na semana passada. “Vou promover inovações, atrair investimentos e fortalecer empresas locais”, destacou ele durante seu discurso de posse.
 

O novo secretário possui extensa experiência em consultorias para diversas entidades de renome mundial, como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Também organizou inúmeros projetos para atrair investimentos estrangeiros, com destaque para empresas de petróleo e gás, tecnologia da informação, energias renováveis e logística.
 

Como surgiu o convite para assumir a pasta?

Foi a partir da percepção que governador Agnelo Queiroz teve do trabalho que foi desenvolvido em esfera nacional. Durante os últimos sete anos eu dirigi a área de investimentos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) com um time muito bom. Lá, eu tive a oportunidade de desenvolver uma estratégia vencedora para atrair investimentos estrangeiros para o Brasil. Conseguimos modelar a melhor forma para atrair esses investimentos externos, considerados prioritários pelo governo. Eu considero o governador Agnelo Queiroz uma pessoa com visão de planejamento em busca de geração de empregos, inovação e benefícios para o Distrito Federal.
 

Por causa dessa habilidade com o mercado internacional, houve o convite para acompanhar o governador na viagem à Washington, na última semana. Como foi esse primeiro contato?
 

Foi extremamente promissor. A partir do acordo de cidades-irmãs assinado com Washington, tivemos interlocução com o Departamento Americano e com o Conselho das Américas para abrir oportunidades de cooperação mútua. Esse acordo traz benefícios bilaterais. Dos outros encontros, surgiram oportunidades para realizar uma rodada de negócios, um tipo de fórum, nos Estados Unidos, ainda sem data definida, para fazer a interlocução com o setor de Tecnologia.
 

Além do acordo assinado e da proposta sobre a rodada de negócios, o que mais foi aproveitado desses encontros?
 

Eu tive a oportunidade de me reunir com o Rogério Studart, doBanco Mundial. Discutimos estratégias que podem ajudar o DF no âmbito das cidades-inteligentes. Também tivemos instruções com o fundo de investimentos em várias áreas,como captação de energia solar e empresas que trabalham com tecnologia. Essa aproximação sinaliza o interesse do Brasil em se projetar como uma cidade global e competitiva.
 

Hoje, quais são os maiores desafios da secretaria?
 

São inúmeros. Temos que selecionar as prioridades para focar soluções em curto, médio e longo prazo. Na última quinta-feira (21), tive a oportunidade de apontar, no discurso de posse, os desafios de atrair investimentos para o Parque Tecnológico e para a construção do novo aeroporto de cargas. Para isso, precisamos atrair empresas de tecnologia para que gerem postos de trabalho, pesquisa e desenvolvimento. Isso tudo é grande desafio porque o ciclo de decisão para investimentos de qualquer empresa não é rápido. Então temos que ganhar tempo para alcançar nossos objetivos o mais rápido possível. Queremos projetar Brasília no cenário internacional para que a cidade possa ser vista como competidora global. Isso criará um clima constante de negociação e qualidade de vida, como retorno para a população.
 

Quais são os projetos estratégicos para alcançar todos esses objetivos?
 

Em termos de direcionamento estratégico, já sabemos como conduzir alguns projetos. Mas na verdade, cada um deles exige uma formulação específica. No caso de buscar investimentos para o Parque Tecnológico, por exemplo, é preciso observar as melhores empresas internacionais. Também temos que estudar se as empresas locais desejam se associar às estrangeiras e,a partir dessa pesquisa, desenhar um mapa de estratégias para obter sucesso na captação de investimento exterior.