Cidade-sede da Copa do Mundo, Brasília investiu R$ 663 milhões no setor em quatro anos
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04/06/2014 às 17:28, atualizado em 12/05/2016 às 17:53
Cidade-sede da Copa do Mundo, Brasília investiu R$ 663 milhões no setor em quatro anos
BRASÍLIA (13/5/14) – Parte integrante de uma transformação na infraestrutura da capital, o setor energético ganhou reforço e minimizou os riscos de apagões no Distrito Federal. Com a construção de subestações, linhas de distribuição e troca de postes, Brasília se preparou para oferecer aos moradores e turistas mais segurança energética durante a Copa do Mundo, melhorias que ficarão como legado após o mundial.
Os investimentos neste setor, que é essencial para o desenvolvimento da cidade, foram ampliados. Em 2010 houve a destinação de R$ 77 milhões para melhorias da rede. Em 2013, esse montante passou para R$ 221 milhões. De 2011 a 2014, o DF recebeu R$ 663 milhões destinados à energia, quantitativo que, segundo o diretor de Operação da CEB, Manoel Clementino, em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (4), dará mais tranquilidade à população.
“O consumidor tem que estar voltado para a festa e de preferência para a vitória do Brasil. A energia elétrica ou qualquer outro fator não pode ser algo que chame a atenção em um evento desses. Essa é a nossa meta: passar completamente despercebido durante essa festa que vai acontecer”, frisou o dirigente.
Para que a CEB chegasse a este estágio de plena segurança energética, conforme destacou Clementino, foi necessário traçar uma nova estratégia de fornecimento de energia, em formato de anel, procedimento que, por ser circular e interligar várias subestações, à medida que uma parte do sistema apresente problema, a rede continua energizada e o fornecimento é garantido pela parte não afetada.
De olho na Copa do Mundo e pensando no legado que ficará para a cidade, o Distrito Federal se tornou uma das poucas unidades da federação a cumprir todas as exigências da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o Mundial. Por aqui, foram elencadas 10 obras prioritárias, ao custo de R$ 137,4 milhões, todas elas finalizadas e em pleno funcionamento.
A primeira delas, entregue em 2012, foi a Linha de Distribuição de Alta Tensão Santa Maria Mangueiral. De acordo com a CEB, mais cinco linhas foram implantadas formando um anel de 138 KV.
Já o suprimento de energia para o Estádio Nacional, por duas fontes, conforme exigência da federação organizadora do mundial, foi garantido antes mesmo da realização da Copa das Confederações, em junho de 2013, segundo a CEB. A Subestação Estádio Nacional, além de atender à arena com dois alimentadores, beneficia empresas e residências do Plano Piloto com outros 28 alimentadores.
Com investimento de R$ 23,4 milhões, a subestação foi construída no coração da capital federal com o emprego de tecnologia adquirida na Coreia do Sul. Os equipamentos, que são compactos, ocupam apenas 50 m², metragem que equivale a um quarto do utilizado por uma subestação convencional.
Para dar mais confiabilidade, diversas outras subestações foram reformadas, e outras, criadas. Uma delas foi a Subestação Hípica, última das dez obras de distribuição de energia elétrica projetadas para a Copa do Mundo de 2014.
A inauguração ocorreu no último dia 21 e ela teve investimento de R$ 12,9 milhões. Com isso, a Subestação Brasília Centro passa a ser alimentada por todas as fontes disponíveis no DF, e futuramente, esse mesmo sistema deverá fornecer energia para a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
“O sistema está mais forte e nós estamos preparados para a Copa. Esses investimentos representam uma verdadeira revolução e transformação. Brasília vai voltar a ter a energia que merece”, acrescentou Clementino.
MODERNIZAÇÃO – Outro grande investimento feito na área foi a troca da iluminação do Eixo Monumental. Com esse projeto do Governo do Distrito Federal, as antigas lâmpadas de luz amarela deram lugar à tecnologia LED.
“A iluminação que tínhamos antes nestas vias não atendia à claridade que era necessária para iluminar todas as pistas. Ela era antiquada. Agora, teremos mais economia, já que utilizaremos lâmpadas LED, que não emitem gases tóxicos e que tem maior duração”, destacou o gerente de Projetos e Implantação de Iluminação Pública da CEB, Jean Silva.
Todo esse projeto, de acordo com o representante da CEB, custaria R$ 11 milhões. No entanto, a empresa pública conseguiu reduzir os custos das luminárias e toda a troca dos postes, que contam agora também com uma iluminação exclusiva para a pista e outra para os pedestres, custou R$ 8 milhões –uma redução de R$ 3 milhões no valor inicial.
Para o aposentado Raimundo Alves, 73 anos, morador de Samambaia, a instalação dos novos postes representa um avanço para a capital. Ele destacou o aumento da segurança como principal ponto positivo desse projeto.
“Passo pelo Plano Piloto com frequência e aprovo essa mudança dos postes e da iluminação. Essa claridade, das lâmpadas brancas, dá mais segurança aos pedestres e isso é muito bom”, opinou Alves.
DADOS GERAIS
– Em 42 anos, a CEB adquiriu 23 transformadores para toda a rede do DF. Somente de 2011 a 2014, 18 unidades foram adquiridas e instaladas em diversas regiões administrativas;
– Várias subestações estão em construção no DF para garantir que os desligamentos ocorram com menos frequência. Em Taguatinga Norte, por exemplo, estão sendo investidos R$ 16,5 milhões na criação de uma unidade;
– O Índice de Satisfação da Qualidade Percebida, monitorado pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, apresentou melhoras da CEB. Em 2013 chegou a 66,1%. Em 2014 o percentual é de 72,4% em tempo de chuva, e de 79% em tempo de seca.
(F.M./M.D.)