23/9/15 15:59
Atualizado em 23/9/15 às 15:59

Iniciadas as obras de drenagem na Gleba 3 de Vicente Pires

Conclusão da benfeitoria está prevista para ocorrer em dois anos a um custo de R$ 30,6 milhões para o Lote 6


. Foto:Tony Winston/Agência Brasília

Atualizado em 23 de setembro, às 15h59

As empresas contratadas para concretizar a obra de drenagem em Vicente Pires iniciaram, na terça-feira (22), o trabalho no Lote 6 da Gleba 3. De acordo com a equipe que atua na região, a obra tem de começar pelo fim da rede pluvial, pois é onde desemboca a água. Nesta quarta-feira, um muro foi derrubado, e manilhas de 800 milímetros de diâmetro foram descarregadas no local.

Neste primeiro momento, o objetivo é instalar um dissipador de energia — mecanismo que reduz a velocidade de escoamento nas saídas de um sistema de canalização para diminuir os riscos de erosão.

Desde a semana passada, engenheiros e técnicos fizeram o serviço de topografia para determinar a descrição geográfica do local a partir da Chácara 10. Com orçamento de R$ 30,6 milhões, a conclusão da atividade está prevista para ocorrer em dois anos.

“Vicente Pires aguarda por esse processo desde a criação”, enfatiza o vice-governador Renato Santana. “É o início da urbanização de uma região que existe há décadas.”

O investimento de R$ 30,6 milhões para o Lote 6, bem como o de R$ 37,8 milhões para o 7, visam à regularização fundiária da região. A assinatura da ordem de serviço para as obras ocorreu no dia 8, quando o governador Rodrigo Rollemberg também autorizou a construção de três viadutos.

O valor está dentro dos R$ 467 milhões destinados a execução de redes de águas pluviais, pavimentação, pontes e viadutos em mais nove lotes. Quanto à origem da verba, R$ 398 milhões vêm de financiamento da Caixa Econômica Federal, e R$ 69 milhões, do governo local.

Renato Santana aproveitou para fazer uma comparação com o Sol Nascente, em Ceilândia, onde foi necessário começar pela desocupação de áreas públicas para que as melhorias chegassem. “Não é possível garantir o crescimento de um lugar sem pensar na implantação de equipamentos como hospital, escola e demais serviços para o cidadão”, destacou, ao ressaltar as retiradas irregulares de 19 edificações na Chácara 200, em agosto.

Chuvas
A Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos enfatiza que, apesar de as chuvas dificultarem os trabalhos, elas não impedem que eles sejam feitos. Existe a possibilidade de paralisações temporárias, exclusivamente para os momentos chuvosos.

A pasta frisa que nessas ocasiões serão priorizados serviços de drenagem. De acordo com dados da secretaria, 15 empregados diretos e outros 30 indiretos atuam na operação.

Rede de esgotos
A primeira etapa da rede coletora de esgotos de Vicente Pires está pronta e será entregue nos próximos dias. Vai atender a cerca de 3,7 mil moradores de 920 lotes na área central da Colônia Agrícola Samambaia.

A obra perdurava havia alguns anos em virtude de dificuldades encontradas. A Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) ressalta que alguns chacareiros e ocupantes de lotes não permitiam a passagem de redes nos seus terrenos nem o acesso de trabalhadores. Assim, as redes já colocadas apresentavam diversas interrupções, o que impedia o funcionamento do sistema.

A segunda etapa está em processo adiantado e tem conclusão prevista para o fim de outubro, quando mais 800 lotes e uma população de aproximadamente 3,2 mil pessoas terão esgoto sanitário.

De acordo com a Caesb, até o fim de 2016, quase 68 mil pessoas de todos os 17 mil lotes do setor habitacional Vicente Pires receberão a benfeitoria. A companhia afirma que o investimento total é de R$ 50 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento e financiamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Grupo de trabalho
Na segunda-feira (21), o grupo de trabalho que acompanha os projetos de infraestrutura e regularização de Vicente Pires voltou a se reunir. Sob a coordenação do vice-governador Renato Santana, os integrantes estabeleceram cronograma de atuação para a Colônia Agrícola Samambaia, no Trecho 3. O relatório precisa, porém, de análise e aprovação do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal.

Criado por decreto em 7 de julho, o grupo se reúne uma vez por semana e conta ainda com a participação das Secretarias de Infraestrutura e Serviços Públicos e de Gestão do Território e Habitação, da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), da Companhia de Saneamento (Caesb), da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

 

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