27/11/2015 às 11:12

Casos de suspeita de dengue caem 34,3% no DF em relação ao ano passado

Brasília é uma das unidades da Federação onde o índice de focos do mosquito é apontado como satisfatório pelo Ministério da Saúde

Por Mariana Damaceno, da Agência Brasília


. Ilustração: Ico Oliveira/Agência Brasília

Desde janeiro, a Secretaria de Saúde registrou 11.826 suspeitas de dengue em moradores do Distrito Federal até segunda-feira (23), 34,3% a menos que no mesmo período do ano passado, quando foram notificados 18 mil. Quanto a casos confirmados, houve 9.409 em 2015 contra 11.962 em 2014, uma redução de 21,34%. Os números corroboram o que diz o Levantamento Rápido Amostral de Índice de Infestação do Aedes aegypti, lançado nesta semana pelo Ministério da Saúde, segundo o qual Brasília é uma das dez capitais brasileiras onde o resultado é satisfatório.

O levantamento foi feito em outubro e novembro de 2015 e mostra dados de até o dia 16. No País, o número de casos prováveis quase triplicou: de 555.462 no ano passado para 1.534.932 neste ano. Brasília fica bem atrás de estados onde o aumento da incidência da doença é considerável. Em Pernambuco, registraram-se 901,1 casos para cada 100 mil habitantes em 2015, face a 99,9 em 2014. Em Goiânia: 2.314,8 contra 1.341,8. A incidência na capital federal baixou de 404 para 323,3.

Plano de ação
Os números são positivos, mas podem ser melhorados, segundo o chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção à Dengue, da Secretaria de Saúde, Ailton Domicio. As diretorias da Subsecretaria de Vigilância à Saúde da pasta trabalham na conclusão do plano de ação de enfrentamento à doença que será adotado até meados de 2016. A ideia é diminuir ainda mais os focos do mosquito transmissor desse e de outros dois males — a febre chikungunya e a zika.

O objetivo do documento é organizar as formas de assistência aos possíveis casos e planejar ações de combate ao vetor, além de definir metas de mobilização social. “Temos um plano construído em janeiro com a ajuda do Corpo de Bombeiros e estamos trabalhando para aprimorar o conteúdo”, explica. “A gente avalia e corrige o que for necessário. Ele é dinâmico.”

Parte do que está descrito no material preparado pela subsecretaria — que deve ser concluído até o fim da semana que vem, mas ainda não tem data para ser apresentado — foi colocada em prática. Exemplos são reuniões específicas com a população. Equipes da secretaria se encontrarão ainda nesta semana com síndicos de condomínios de Sobradinho para instruí-los sobre cuidados que devem ser tomados. Escoteiros e estudantes do DF também são vistos como parceiros e multiplicadores de ações de combate à dengue.

Avaliação
As regiões prioritárias nas ações de mobilização e combate são escolhidas com base no trabalho de um grupo técnico. “Toda terça-feira, a equipe analisa áreas de risco e define o itinerário das atuações”, resume Domicio. Segundo ele, são levados em conta dados como casos notificados e até rumores de cada local.

O trabalho do grupo também foi de grande valia para definir os locais visitados pelos militares do Corpo de Bombeiros na segunda etapa da força-tarefa de combate ao Aedes aegypti. Desde o dia 16, cerca de 30 militares vistoriam casas no Itapoã. Depois, eles seguirão para outras regiões administrativas.

Baseada nas notificações, a equipe da Subsecretaria de Vigilância à Saúde ainda faz o bloqueio de transmissão, que consiste em descobrir onde houve a transmissão e avaliar as medidas que precisam ser adotadas a partir do diagnóstico. É possível que haja bloqueio do lugar e uso de larvicida e fumacê ou manejo ambiental, por exemplo.

Veja a íntegra do levantamento publicado pelo Ministério da Saúde.

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