10/2/16 18:21
Atualizado em 10/2/16 às 18:21

Carnaval em Brasília reuniu quase 900 mil foliões

Houve redução de 25,8% no número de ocorrências policiais em relação a 2015. Balanço dos eventos foi divulgado nesta quarta-feira (10) por diversos órgãos do governo


Diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; secretário de Cultura, Guilherme Reis; secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira; e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Esteves Junior
Diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; secretário de Cultura, Guilherme Reis; secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira; e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Esteves Junior. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Atualizado em 10 de fevereiro de 2016, às 20h41

Pelo menos 893 mil foliões saíram às ruas de Brasília das 19 horas de sexta-feira (5) às 3 horas desta quarta-feira (10). Nas festas pré-carnaval, o público estimado foi de 200 mil. Os dados fazem parte do balanço divulgado hoje por representantes de diversos órgãos do governo, em entrevista coletiva na sede da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. “O povo brasiliense está mostrando que gosta de ir para a rua, tivemos um carnaval democrático”, afirmou o secretário de Cultura, Guilherme Reis.

Com recursos da Cultura, 63 dos 81 eventos ocorridos na cidade receberam apoio estrutural e/ou financeiro. O investimento total foi de R$ 1.076.622,98 — desse valor, R$ 280 mil foram destinados a contratações artísticas por parte dos oito grupos da Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília.

Quanto à infraestrutura, R$ 796.622,98 arcaram com 1.351 banheiros químicos, 9 trios elétricos de médio porte, 4 carretas de palco, 32 unidades de terapia intensiva móveis, 520 seguranças, 81 socorristas e 187 lixeiras, além de palco, iluminação e som.

Lixo e fiscalização
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) contou com 2.976 garis. Divididos em três turnos, durante e após os blocos, eles recolheram 176,5 toneladas de lixo durante os dias de celebração, incluindo os eventos de prévia. No ano passado, a autarquia recolheu 110 toneladas de resíduos, mas o número refere-se apenas aos quatro dias do feriadão.

O diretor-adjunto do SLU, Silvano Silvério da Costa, avaliou que a campanha Bloco Brasília Limpa — que certificará os grupos que mais colaboraram com a limpeza — e a distribuição de sacos de lixo contribuíram com o trabalho dos garis. “Só ontem, no Raparigueiros, foram entregues 6 mil sacos de lixo para os vendedores. Os próprios organizadores disponibilizaram lixeiras.” A Agência de Fiscalização (Agefis) atuou com 289 servidores, que fiscalizaram o trabalho dos ambulantes, como a venda proibida de bebidas em garrafas de vidro e de churrasquinhos em espeto.

Segurança
A Polícia Militar atuou com 4.022 policiais e 333 viaturas. “O grande efetivo foi importante para propiciar tranquilidade aos foliões e para que o carnaval tenha sido de paz”, afirmou o comandante-geral da corporação, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira.

Durante o período festivo, houve apreensão de 18 armas de fogo, 14 brancas e 2 de brinquedo. Além disso, 324 pessoas foram detidas, 38 menores de idade apreendidos e 68 infratores autuados em flagrante. Os dados são referentes a todo o DF.

Com 464 profissionais, o Corpo de Bombeiros contou com o apoio de 87 viaturas e fez 261 atendimentos. De acordo com o comandante-geral da corporação, Hamilton Santos Esteves Junior, a maioria das ocorrências foi por problemas pela ingestão de bebida alcoólica.

Nos locais de evento, registraram-se 285 ocorrências, uma redução de 25,8% em comparação com o carnaval de 2015, quando o número foi 384. Furto a pedestre, por exemplo, caiu de 233 para 170. Roubo a pedestre repetiu o índice do ano passado, com 38 casos, enquanto lesão corporal dolosa sofreu redução de oito para seis. Das ocorrências deste ano, 76,5% correspondem a crimes contra patrimônio, especialmente roubo e furto de celulares.

A secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo, destacou que o planejamento antecipado e integrado foi responsável pelos índices positivos. “Tivemos reduções de criminalidade expressivas em todos os blocos”, resumiu.

A Polícia Civil atuou com 470 policiais por dia, distribuídos nos plantões das 31 delegacias circunscricionais do DF, das delegacias da Criança e do Adolescente, de Atendimento à Mulher e do Departamento de Polícia Especializada. O diretor-geral, Eric Seba, afirmou que o único homicídio ocorrido em locais de festa, em 30 de janeiro, em frente à Funarte, tem investigações avançadas. “Não eram foliões. Tanto a vítima quanto o criminoso não estavam no local para curtir a festa popular”, adiantou. No período carnavalesco, houve três homicídios e duas mortes por atropelamento, todos sem relação com os eventos, de acordo com os órgãos.

Trânsito e transporte
Neste ano, 438 mil pessoas foram transportadas pelo metrô de Brasília durante os quatro dias de folia, 17,7% a mais que no mesmo período de 2015, quando houve 372 mil passageiros. Foi mobilizado um efetivo de 261 profissionais. Duas ocorrências dentro do metrô nesses dias — um esfaqueamento e vandalismo a quatro trens — estão sob investigação.

Em 15 operações de trânsito, isoladas ou em conjunto com a PM, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) autuou 145 condutores por dirigirem alcoolizados durante o feriadão deste ano. O número é menor do que o registrado em 2015, quando 222 foram autuados pela mesma infração. Com 492 agentes e 178 viaturas, a autarquia fez 23 atividades educativas de trânsito.

Onze pessoas foram presas por dirigirem embriagadas, duas a mais que em 2015. Autuações por estacionamento irregular, falta de documento e de equipamentos obrigatórios e outras infrações somaram 1.680 — no mesmo período do ano passado, o número foi de 1,3 mil. Além disso, 301 veículos foram apreendidos e levados para o depósito do Detran — quantia menor em relação ao último carnaval, de 392.

Também participaram da coletiva o diretor-geral do Detran, Jayme Amorim de Sousa, a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, e o diretor-presidente da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), Marcelo Dourado.

Acesse a apresentação do balanço do carnaval 2016 divulgado nesta quarta-feira.

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