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Atualizado em 16/11/17 às 22:14

Rede de proteção a mulheres faz quase 9 mil atendimentos em menos de um ano

Vítimas de violência doméstica contam com assistência psicológica e para inserção ou reinserção no mercado de trabalho. Serviços também são direcionados a homens agressores e público feminino afetado indiretamente por conflitos

De outubro de 2015 a junho de 2016, a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos fez 8.951 atendimentos nas unidades da rede de proteção à mulher do Distrito Federal. O auxílio vai além das políticas de assistência jurídica e psicológica às vítimas de violência doméstica — desde março, há atividades pedagógicas para inserir e reinserir o público feminino no mercado de trabalho.

Na Casa da Mulher Brasileira, na 601 Norte, espaço fruto de parceria entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do governo federal, e a Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, do governo de Brasília, 75 mulheres participam dos cursos de cuidadora de idosos, recepcionista e costura em máquina reta de overloque. Outras 50 pessoas foram atendidas nos cursos em edição anterior.

Neste semestre, serão ofertados cursos profissionalizantes de massagem e de cuidadora de idosos para mulheres atendidas nos Centros Especializados de Atendimento à Mulher (veja os endereços e telefones abaixo). Além das aulas, há atendimento psicossocial àquelas vítimas de violência doméstica. De junho de 2015 a junho de 2016, foram 4.355 atendimentos, o que inclui alojamento temporário, transporte e palestras.

Atendimento a mulheres em unidades especializadas

Os serviços de acolhimento, orientação psicológica, encaminhamento jurídico e resgate da cidadania também são oferecidos nos quatro Centros Especializados de Atendimento à Mulher: na Casa da Mulher Brasileira, na estação de metrô da 102 Sul, em Ceilândia Centro e em Planaltina. Em nove meses, foram, ao todo, 2.251 atendimentos nas unidades.

No mesmo período, 2.522 mulheres que sofrem ameaça dos companheiros ou correm algum risco de vida foram encaminhadas à Casa Abrigo, que acolhe, em sigilo, vítimas de agressão e seus filhos. Além de moradia, também é oferecido apoio psicossocial às famílias. Meninas de todas as idades e meninos de até 12 anos podem permanecer na casa acompanhados da mãe ou do responsável legal.

Além dos atendimentos urbanos, a Subsecretaria de Políticas para as Mulheres presta os serviços itinerários das Unidades Móveis de Atendimento às Mulheres Rurais e do Cerrado. Os locais de orientação psicossocial, saúde e orientações jurídicas são definidos pelo Fórum Distrital Permanente das Mulheres do Campo e do Cerrado, ligado à Secretaria do Trabalho.

Orientações psicológicas a agressores e vítimas indiretas de violência

Os agressores também são alvo das orientações psicológicas na rede de proteção à mulher. Em nove meses, 3.189 homens participaram de serviços de terapias individuais e em grupo com enfoque na igualdade de gênero. A política foi desenvolvida nos nove Núcleos de Atendimento a Famílias e aos Autores de Violência Doméstica.

Esses núcleos prestam atendimento integral às famílias que convivem ou conviveram com situações de violência. São os ambientes que acolhem mulheres atingidas indiretamente pelos conflitos. De outubro de 2015 a junho de 2016, foram 989 atendimentos de assistência psicológica para elas.

Campanha de conscientização sobre a violência contra a mulher

governo de Brasília começou, em 31 de julho, campanha de combate à violência contra a mulher. O objetivo é estimular as pessoas a interferir caso presenciem alguma tentativa de agressão. Com a campanha, pretende-se que a população se posicione sobre o ato de violência e ainda que aumente o número de denúncias.

O público pode participar da ação promovendo a hashtag #eunaotoleroessecrime nas redes sociais. A campanha vai até 19 de agosto.

Dez anos da Lei Maria da Penha

Para celebrar os 10 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006), marco da proteção à mulher no País, a Secretaria do Trabalho promove atividades durante todo o mês. Em 7 de agosto, uma caminhada reuniu 80 pessoas na Avenida Hélio Prates, em Ceilândia.

Centros Especializados de Atendimento à Mulher 

Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas (sem interrupção em horário de almoço), à exceção da Casa da Mulher Brasileira, que fica aberta até as 20 horas

 
102 Sul – Estação de metrô da 102 Sul, Plano Piloto — (61) 3323-8676
Casa da Mulher Brasileira – L2 Norte, Quadra 601, Lote J, Plano Piloto — (61) 3226-9324
Ceilândia – QNM 2, Conjunto F, Lotes 1/3, Ceilândia Centro — (61) 3372-1661
Planaltina – Jardim Roriz, Área Especial, Entrequadras 1 e 2, Centro — (61) 3389-0841

 

Núcleos de Atendimento a Famílias e aos Autores de Violência Doméstica

Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 12 às 19 horas

 

Brazlândia — Edifício Fórum de Brazlândia, Área Especial 4, 1º andar, Setor Tradicional — (61) 3479-6506
Gama — Edifício da Promotoria de Justiça, Quadra 1, Lotes 860/800, Subsolo, Setor Industrial — (61) 3384-7469
Núcleo Bandeirante — Edifício da Promotoria de Justiça, Setor de Indústrias Bernardo Sayão, Quadra 3, Conjunto B, Lote 2/4, Sala 14 — (61) 3552-2064
Paranoá — Edifício da Promotoria de Justiça, Quadra 4, Conjunto B, Sala 111 — (61) 3369-6850
Planaltina — Edifício da Promotoria de Justiça, Área Especial 10/A, Térreo, Setor Administrativo, (61) 3388-1984
Plano Piloto — Setor de Múltiplas Atividades Sul, Trecho 3, Lote 4/6, Térreo, Edifício Fórum Desembargador José Leal Fagundes — (61) 3214-4420
Samambaia
— Edifício Fórum de Samambaia, 1º andar, QR 302, Área Urbana 1 — (61) 3358-7476
Santa Maria — Edifício da Promotoria de Justiça, Quadra 211, Conjunto A, Lote 14 — (61) 3394-3006
Sobradinho — Edifício da Promotoria de Justiça, Quadra Central, Bloco 7, 3º andar, Edifício Sylvia — (61) 3591-3640

Edição: Raquel Flores