9/9/16 12:25
Atualizado em 9/9/16 às 15:02

Barracos em área de preservação ambiental são retirados no Guará

Invasores estão há cerca de oito meses no Parque Ecológico Ezechias Heringer ocupando uma área de 100 mil metros quadrados

Uma operação integrada do governo de Brasília começou, na manhã desta sexta-feira (9), a retirar as edificações de madeirite, lona e telha que fazem parte de uma ocupação ilegal no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. Elas estão no local há oito meses, e, por ser uma área de preservação ambiental, nenhum invasor precisa ser notificado.

Operação do Governo de Brasilia retira ocupação ilegal no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará.
Operação do governo de Brasília retira ocupação ilegal no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Os ocupantes são, na maioria, catadores de materiais recicláveis. De acordo com a Administração Regional do Guará e a Polícia Militar do Distrito Federal, há relatos de tráfico de drogas, por parte de empresários e de moradores de áreas próximas. “A própria população nos procurou, e pedimos ao 4º Batalhão da PM que fizesse um estudo do local”, explica o administrador do Guará, André Brandão, que acompanhou a operação de hoje.

Segundo Brandão, são cerca de 30 barracos espalhados em uma área de cerca de 100 mil metros quadrados. Três deles foram retirados na manhã de hoje (9), e a previsão da Agência de Fiscalização (Agefis) e da Subchefia da Ordem Pública e Social, da Casa Militar — responsáveis pela coordenação das ações —, é que a operação dure até a próxima semana.

Órgãos do governo de Brasília participantes da operação no Ezechias Heringer

Três caminhões da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) seguiram com mudanças para locais indicados pelas pessoas. O entulho foi levado para o aterro controlado do Jóquei, enquanto os pertences deixados para trás foram encaminhados para o depósito da Agefis no Trecho 4 do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

Havia muito lixo onde estavam as construções e, de acordo com fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), além de degradar o meio ambiente, os resíduos reúnem as condições ideais para o aparecimento de mosquitos como o Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus, e de baratas, escorpiões, ratos e cobras, entre outros animais.

Técnicos da Companhia Energética de Brasília (CEB) desfizeram ligações irregulares de energia. Agentes da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos ofereceram encaminhamento para abrigos, mas nenhum dos ocupantes aceitou.

A operação contou com 128 servidores do governo de Brasília. Seis caminhões, um guincho e um trator deram suporte no trabalho desta manhã.

Também integraram a atividade a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), o Conselho Tutelar do Guará, o Corpo de Bombeiros, o Departamento de Trânsito (Detran), a Polícia Militar, a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

Edição: Gisela Sekeff

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