29/6/18 9:07
Atualizado em 29/6/18 às 11:51

Votação para o 1º Prêmio Saúde Cidadã começa nesta sexta (29)

Eleição vai até 5 de julho. Serão distribuídos R$ 825 mil entre os dez projetos concorrentes, conforme a classificação

O projeto da UBS nº 3 (Taguatinga) tem a participação de estudantes de enfermagem, e não de medicina, como informado anteriormente.

Começa nesta sexta-feira (29) a votação popular para decidir o 1º Prêmio Saúde Cidadã. Dez unidades básicas de saúde (UBS) tiveram projetos em parceria com a sociedade selecionados pelo comitê da Secretaria de Saúde.

Edição de arte/Agência Brasília

Agora, as iniciativas serão contempladas de acordo com a quantidade de votos.

Para participar, é preciso preencher um formulário eletrônico.

A eleição vai até 5 de julho, e o resultado deverá ser divulgado em 6 de julho.

Os dez projetos vão ser premiados com dinheiro, que deverá ser investido nas UBS. Serão R$ 825 mil, assim distribuídos:

1° lugar: R$ 200 mil
2° lugar: R$ 150 mil
3° lugar: R$ 100 mil
4° lugar: R$ 75 mil
Do 5° ao 10° lugares: R$ 50 mil para cada um

Os três primeiros colocados também terão as iniciativas incubadas na Rede de Inovação, da Secretaria de Saúde, laboratório que visa disseminar projetos inovadores na pasta. A ideia é que sirvam de modelo para outros pontos da rede.

Foram inscritos 36 projetos. Os dez escolhidos são das seguintes regiões administrativas: Brazlândia, Itapoã, Planaltina (duas), Plano Piloto, Recanto das Emas, Riacho Fundo II (duas), Sobradinho II e Taguatinga.

Conheça os concorrentes da votação popular do 1° Prêmio Saúde Cidadã

O objetivo foi implementar a prevenção de transtornos mentais na atenção primária e estimular a corresponsabilidade dos usuários nos cuidados com a saúde. Uma vez por semana, um grupo se reúne para trabalhar com a técnica corporal chamada TRE (sigla em inglês para Tension and Trauma Releasing Exercises; em tradução livre, Exercícios para Liberar Tensão e Trauma).

O método induz tremores espontâneos no corpo e uma descarga dos níveis de ativação do sistema nervoso, aliviando estresse, ansiedade, depressão, insônia, agressividade, entre outros sintomas. Depois de aprendido, pode ser praticado em casa.

O projeto tem o objetivo de estimular a leitura dentro de consultório por médicos e enfermeiros. É feita mobilização de servidores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) para captação de livros para troca, doação ou empréstimo do material.

Ao sair da consulta, a criança leva o livro e, ao retornar, conta a opinião sobre a história. A prática ainda estimula a responsabilidade com o material de uso coletivo, bem como o hábito da leitura para todo o núcleo familiar e a comunidade.

Trata-se de uma opção para atender a demandas de agravos corriqueiros, passíveis de serem tratados com plantas medicinais, com base no conhecimento do uso correto e das formas de preparações caseiras.

Ao longo do encontro, é servido chá, bebida que simboliza o clima de proximidade e aconchego buscado na proposta educativa. Com demanda livre e uma hora e meia de duração, a iniciativa ocorre quinzenalmente.

Na comunidade rural Jardins Morumbi, agentes da saúde reúnem-se uma vez por semana em espaços dentro da área, como igrejas, escolas e associações de moradores.  Nesses pontos de apoio, são feitos atendimentos médicos e de enfermagem, coletas de material para o exame preventivo do câncer de colo de útero, palestras com temas de saúde, vacinação de crianças, adultos e idosos, agendamentos de consultas, cadastros de novos usuários no SUS e distribuição de medicamentos, preservativos e orientações gerais à população.

O programa tem o alcance de 100% das gestantes em acompanhamento pré-natal regular e diminuiu as doenças diarreicas nos primeiros anos de vida das crianças.

Trata-se de identificar problemas relacionados ao uso-acesso, inadequação do modelo de atenção, depressão, grau de dependência diversos, comorbidades patológicas e polifarmácia em idosos para prevenir condições incapacitantes.

Foram feitos estudos e intervenções no público-alvo com o objetivo de aprimorar a vigilância, a manutenção e a recuperação da saúde dos idosos ao identificar os fatores de risco.

O programa tem o objetivo de reduzir a obesidade com participação de voluntários. O formato é predominantemente na forma de grupos, com consultas individuais e oficinas temáticas.

As consultas individuais são feitas por todas as especialidades. A equipe interdisciplinar é composta por servidores: médico, enfermeiro, agente comunitário e profissional de educação física e nutricionista e por pessoas da comunidade voluntárias: profissional de educação física e recreador e psicóloga.

Para fazer as avaliações individuais no início e no fim, os profissionais seguem um circuito, o que possibilita uma avaliação global do paciente e da família.

Foi iniciado um grupo de exercícios com objetivo de prevenir quedas em idosos e combater a osteoporose. Inicialmente, o foco era em exercícios de fortalecimento, equilíbrio, coordenação e na população acima de 50 anos (os com grande dificuldade de mobilidade também eram estimulados a participar, mesmo que não conseguissem terminar todo o circuito). A atividade ocorre duas vezes por semana.

A ação é feita com professores da rede pública de ensino para reduzir os agravos na fala e as dificuldades de aprendizagem, como leitura e escrita. Consiste em momentos de discussão com os docentes e orientadores educacionais e a elaboração do plano de trabalho para as crianças. O trabalho com os alunos envolve o treino de habilidades auditivas e dos fonemas da língua.

O objetivo é tratar e prevenir crises de dor recorrentes, promover o autocuidado, reduzir e qualificar o número de encaminhamentos para ambulatórios de reumatologia, ortopedia e fisioterapia.

Os interessados são avaliados, passam por acolhimento e aprendem exercícios fisioterapêuticos em circuito para coluna, membros superiores e inferiores.

O projeto tem a participação de estudantes de enfermagem com o objetivo de um atendimento mais humanizado. Para isso, o ambiente é considerado um fator de influência direta na promoção, prevenção e recuperação da saúde.

Uma das medidas foi elaborar e distribuir pela unidade cartazes e setas coloridas com a indicação de locais para os quais os pacientes deveriam encaminhar-se ao chegar à UBS. Como resultado, houve redução de estresse no local e de tempo em filas desnecessárias.

Na humanização da assistência, o intuito foi tornar o ambiente menos traumatizante às crianças. Para isso, a intervenção resultou em deixar o local mais bem iluminado e “leve” para reduzir a tensão comum tanto aos funcionários, pela grande demanda, quanto aos pacientes, especialmente os infantis.

Edição: Raquel Flores