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Atualizado em 12/7/19 às 16:18

DF trabalha para zerar casos de morte por tuberculose

Grupo de trabalho vai reformular plano distrital de enfrentamento da doença. Em 2018, sete pessoas morreram e outras 452 foram infectadas

Além da vacina preventiva, existe um tratamento contra a tuberculose que deve ser seguido com rigor / Foto: Agência Brasília

Há 137 anos, a bactéria Mycobacterium tuberculosis foi descoberta pelo médico alemão Robert Koch. No século 19 e no início do século 20, esse bacilo proliferou e a tuberculose matou milhares de pessoas no mundo. Apesar de já haver vacina e antibióticos eficientes, que curam, a doença ainda tira muitas vidas. No ano passado, só no DF, sete pessoas morreram e outras 452 foram infectadas.

Para enfrentar essa realidade, a Secretaria de Saúde prepara uma reformulação no plano distrital de combate à tuberculose. Nesta quarta-feira (3), foi publicada uma portaria criando um grupo de trabalho para trabalhar nessa revisão de planejamento.

“É uma importante medida porque garante a institucionalização do grupo condutor”, explica a enfermeira Lindvânia Brandão, que atua na Gerência de Vigilância de Doenças Transmissíveis. “Agora sabemos que teremos uma política única, que deverá ser seguida por toda a rede de saúde”.

Segundo ela, a meta do governo federal para Brasília é, até o ano de 2035, reduzir o coeficiente de incidência para menos de dez casos por 100 mil habitantes. “Vamos trabalhar para assegurar um plano que busque diminuir o número de infectados e zerar as mortes por tuberculose”, complementa Lindvânia.

A tuberculose é transmitida pelo ar, de uma pessoa doente para outra pessoa, em situações comuns, como falar, espirrar e, principalmente, ao tossir. O tratamento leva em média seis meses e precisa ser feito com cautela que a cura seja total, adverte Lindvânia. “Muitas pessoas iniciam o tratamento, começam a se sentir bem e largam os antibióticos. Isso não pode acontecer”, enfatiza.

A doença é causada quando a Mycobacterium tuberculosis – ou bacilo de Koch – se instala no corpo. Ela pode atacar os pulmões, como na maioria dos casos, mas também pode infectar outros órgãos, incluindo os ossos e o sistema nervoso. Os principais sintomas são tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço e dor no peito.