15/4/19 20:13
Atualizado em 15/4/19 às 20:13

Governo estuda implantar projeto Cis Educar nas escolas do DF

Desenvolvimento da base emocional de alunos, pais e professores é a base de metodologia do coach Paulo Vieira

O Governo do Distrito Federal (GDF) estuda implantar em escolas públicas o projeto Cis Educar. O modelo de desenvolvimento emocional do coach Paulo Vieira tem como base a construção de uma memória cercada de referências positivas, principalmente em crianças de menores de 12 anos. O material será aplicado de forma suplementar à grade curricular de ensino das unidades geridas pela Secretaria de Estado da Educação.

Inicialmente, dez escolas com maior vulnerabilidade do DF serão avaliadas para aplicação de um projeto piloto, atendendo cerca de seis mil estudantes. Pais e professores também serão atendidos pelo programa que inclui livros de fundamentação teórica para os professores, livros para os alunos, formação, aplicativo para smartphones, manual e um tutor online para orientar os professores.

Vieira apresentou o projeto à primeira-dama Mayara Noronha, à esposa do vice-governador, Ana Paula Hoff, e aos secretários de Educação, Rafael Parente, e de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, André Clemente.

Pela metodologia do Projeto Cis Educar, é na infância que as principais crenças são formadas. E são elas responsáveis pela forma de pensar, agir e sentir das pessoas, sendo determinantes para o sucesso de cada um. Segundo Paulo Vieira, crianças que se desenvolvem tendo crenças positivas, ao encontrarem dificuldades e obstáculos, manifestam resiliência, merecimento, humildade, coragem, identidade, capacidade, determinação e tolerância.

De acordo com Paulo Vieira, líder da empresa de coaching com sedes no Brasil e no exterior, a base emocional de um indivíduo é desenvolvida de zero a 12 anos de idade. “Ofereceremos ferramentas para auxiliar pais na educação dos seus filhos também dentro de casa”, afirma.

André Clemente fará um estudo dos custos para a aplicação do programa no DF. Ele também espera estender o atendimento de liderança do coach a servidores do GDF. “O servidor público vem com a auto estima baixa e sem conhecimento, inclusive, da cidade que atende. Queremos melhorar esse quadro”, observou ele.