4/11/19 13:58
Atualizado em 4/11/19 às 13:58

Saúde investe para melhorar diagnóstico de tuberculose

Pesquisadores da pasta receberam financiamento da FAP-DF de R$ 139 mil e agora vão atrás de um diagnóstico mais ágil e preciso da doença

O diagnóstico de tuberculose está em estudo, no Distrito Federal, para aprimoramento. Por meio da disponibilização de R$ 139 mil, oriundos da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), a Secretaria de Saúde aprofundará o trabalho científico para sequenciar e identificar as mutações no gene do bacilo causador da doença.

Pelas normas, o projeto de pesquisa ‘Perfis genéticos e de resistência das cepas de Mycobacterium tuberculosis’ precisa ser concluído em até dois anos. A iniciativa pretende conseguir um diagnóstico mais ágil e preciso da doença.

Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

“O estudo previne o aumento da resistência, impedindo que haja propagação de cepas resistentes. É um ganho enorme para a saúde pública e vai ao encontro da política do Ministério da Saúde”, explicou a chefe do Núcleo de Bacteriologia do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e pesquisadora, Glaura Caldo Lima.

Bacilo

Trata-se de uma patologia que afeta principalmente os pulmões. Ela é causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. Em âmbito nacional, o DF possui uma das menores taxas de incidência, segundo Glaura. No entanto, o número de casos é crescente entre os pacientes com outras infecções, como o HIV, e nas populações mais vulneráveis.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose.

O principal sintoma é a tosse persistente, superior a um período de três semanas. Também pode ocorrer febre, sudorese, cansaço/fadiga. Aparecendo esses sinais, o paciente deve buscar a unidade básica de saúde mais próxima da residência.

No local, serão coletados exames de escarro. Havendo a positividade, a amostra é encaminhada ao Lacen, que faz uma análise do perfil de resistência – alvo da pesquisa financiada pela FAP.

“Queremos ampliar o acesso ao perfil molecular das cepas resistentes e coletar o máximo de dados para fazer o melhor monitoramento da doença e seu contingenciamento”, conclui a pesquisadora.

 * Com informações da Secretaria de Saúde