12/2/20 17:04
Atualizado em 12/2/20 às 17:04

Um reforço à participação feminina em ciência e tecnologia

FAPDF e CNPq ampliam incentivos para que meninas e mulheres ampliem atuação na área das ciências exatas

Arte: CNPq

Na esteira das ações empreendidas em torno do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência (11 de fevereiro), o Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) celebraram um acordo que destina R$ 486 mil a projetos classificados e aprovados em segunda prioridade no DF pela comissão julgadora da chamada Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação, lançada em 2018.

A data comemorativa foi instituída por iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultua (Unesco) e da ONU Mulheres, com a colaboração de instituições e parceiros da sociedade civil, para destacar a importância do acesso e participação igualitária feminina em atividades da ciência e da tecnologia.

Novos projetos

Ao considerar que as mulheres e as meninas desempenham um papel fundamental nas comunidades da ciência e tecnologia e que sua participação deve ser incentivada, o CNPq incluiu 12 novos projetos apoiados no âmbito da chamada Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação.

Assim, a chamada passa a contar com 80 projetos apoiados, que desenvolvem ações de estímulo à participação e à formação de meninas e mulheres para as carreiras de ciências exatas, engenharias e computação.

“Agora é buscar que os estados se sensibilizem para novos acordos, porque nós aprovamos 78 projetos, mas tivemos 500 avaliados com mérito e que estão esperando recursos para ser apoiados”, explicou a diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Adriana Tonini. “Então, estamos buscando parcerias com os governos estaduais para apoiar esses projetos. É o que o DF está fazendo por esse acordo que assinamos.”

Igualdade nos estímulos

Os projetos, que atendem estudantes do ensino público fundamental a partir do sexto ano e do ensino público médio, abrangem mais de 300 escolas em todo o país. “Esse é um diferencial”, afirma Adriana Tonini.

Segundo a diretora, na fase do ensino fundamental, é possível desconstruir, mais facilmente, a ideia de que determinadas áreas do conhecimento são naturalmente destinadas a meninos. “Se você trabalhar com a adolescente apenas quando ela já estiver definindo a formação, lá pelos 17 anos, já se perdeu um período de estimulo para essas áreas”, explica. “Ela já desconstruiu o gostar dessas áreas, por achar que são mais masculinas”.

Adriana defende que o interesse pode vir naturalmente se as meninas tiveram estímulos iguais por meio de atividades lúdicas, jogos, kits de programação e de laboratórios de reações químicas, por exemplo. “Há várias formas de você estimular e despertar esse gostar”, avalia.

* Com informações da FAPDF e do CNPq