22/2/20 9:45
Atualizado em 22/2/20 às 9:48

Quer aproveitar o Carnaval? Comece pela boa hidratação

Além de ser o melhor remédio contra ressacas, o consumo de água é ajuda a prevenir a dengue

Independentemente de Carnaval, a hidratação deve se tornar um hábito. O organismo agradece | Foto: Breno Esaki / SES

Para quem vai brincar no Carnaval, a hidratação não pode ficar fora das comemorações. O consumo de água precisa ser um hábito constante ao longo da diversão, para a festa não acabar antes da hora. E para os mais desavisados, é importante lembrar que a hidratação não acontece com qualquer líquido – especialmente quando se trata das bebidas alcoólicas, que nesse caso, mais prejudicam do que ajudam.

“Com a ingestão de bebida alcoólica, se perde mais líquidos do que se ganha; logo, se por acaso [a pessoa] for consumir álcool sem a devida atenção, sem ingerir água e outros líquidos, ocorrerá a desidratação e, assim, a festa acabará mais cedo para os foliões”, alerta o especialista Referência Técnica Distrital (RTD) em clínica médica Fernando Moreira.

O consumo de bebida alcoólica aumenta a diurese, ou seja, a produção de urina pelo rim. Quando ela estiver em tom amarelo escuro, com pouco volume, já se configura um forte indício de necessidade de hidratação.  No final, essa perda de líquidos pelo corpo leva à desidratação. Em excesso, vem a temida ressaca.

“Por isso, para quem for curtir o Carnaval, recomenda-se levar sempre uma garrafa de água ou algum líquido isotônico”, pontua Fernando. “Água de coco e sucos naturais sem açúcar também ajudam, mas, sem sombra de dúvida, a água é o elemento mais importante de se ingerir, porque com ela a pessoa tem a certeza de que a hidratação está ocorrendo.”

O recomendado, prossegue o especialista, é ingerir no mínimo dois litros de água por dia. “Se [a pessoa] vai pular Carnaval, fazer exercícios físicos e não há nenhum tipo de contraindicação médica quanto ao consumo de líquidos, deve-se ingerir a maior quantidade possível de água, principalmente se for no verão. A hidratação precisa se tornar um hábito, porque é um cuidado com a saúde”.

Dengue

Além de evitar os males da desidratação, o consumo constante de água também é um forte aliado contra a dengue. “A única e principal conduta para diminuir as complicações em caso de dengue e prevenir situações mais graves é ter em mente que a hidratação é a nossa melhor ferramenta”, garantiu o RTD.

Devido ao processo inflamatório causado pela doença, os vasos sanguíneos se tornam mais permeáveis, o que faz com que os líquidos funcionais extravasem mais pelo corpo. Essa perda de fluidos causa a desidratação e, nos casos alarmantes, pode levar até à morte. “Os casos mais graves são mais raros, e a única conduta para prevenir é hidratar”, alerta o especialista.

O paciente bem-hidratado, mesmo antes de algum adoecimento, tem menos complicações do que quem bebe pouca água, adverte. “Daí a importância de lembrar da hidratação, tanto no Carnaval quanto no dia a dia. Transformá-la em hábito é essencial para prevenir as complicações, independentemente do adoecimento”.

Atendimento

Em caso de adoecimento e suspeita de dengue, a pessoa pode procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Se for fora do horário de expediente, é possível ainda ir a uma das 19 UBSs do tipo II, que atendem até às 22h.

Além disso, quem detectar algum sintoma da doença também pode procurar as tendas localizadas em frente aos hospitais públicos e unidades de pronto atendimento (UPAs). A primeira opção, todavia, deve ser as UBS mais próximas da residência.

“Na dengue clássica, sem sinais de complicação, será prescrita a hidratação oral com soro e outros líquidos; remédios sintomáticos, como paracetamol ou dipirona, e remédio para náusea e/ou vômitos, além de um antialérgico, caso precise – mas, dessas condutas, a única que muda o curso da doença é a hidratação”, ressalta Fernando Moreira.

O médico alerta, por fim, que, quando há suspeita ou adoecimento de dengue, o paciente não pode utilizar a substância ácido acetilsalicílico (AAS), que aumenta o risco de sangramentos, principalmente gastrointestinais.

* Com informações da Secretaria de Saúde (SES)