23/2/20 19:10
Atualizado em 23/2/20 às 19:21

Baratinha faz a alegria dos foliões-mirins do DF

O tradicional bloco infantil da capital desfilou com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e, pelo 33º ano, virou palco para heróis, heroínas, fadas e princesas 

Marca registrada do Baratinha, o ambiente familiar atrai, milhares de foliões à folia infantil do DF | Fotos: Acácio Pinheiro /; Agência Brasília

É um desafio alguém ir ao Baratinha e sair ileso dos disparos de espuma e confete. Pelo 33º ano consecutivo, o tradicional bloco infantil do Distrito Federal fez a alegria da criançada – e dos pais. Com verba do GDF, a expectativa é que o evento reúna cem mil pessoas nos dois dias de desfile. Neste domingo (23), o destaque ficou por conta das fantasias: centenas de heroínas, heróis, anti-heróis, fadas e personagens tomaram conta do estacionamento do Parque Ana Lídia, no Parque da Cidade.

A monitora Fabiana Santos Mendonça, 40 anos, garante que deixa de viajar em época de Carnaval só para ir ao Baratinha. Moradora do Gama, todos os anos ela reúne uma turma para aproveitar a folia. Desta vez, foram dez pessoas, de 3 a 66 anos. “Nós adoramos, brincamos e só vamos embora quando acaba”, conta.

O grupo usa e abusa da criatividade. Mulher Maravilha, onça, Branca de Neve, cupido e flor compuseram a produção deste ano. “A gente se diverte mais por não poder entrar com bebida alcoólica”, diz Fabiana. “Não tem perturbação ou correria atrás das crianças”. Sua filha mais velha foi criada na folia. “É muito divertido juntar a família e vir comemorar. Recomendo para todo mundo”, avisa Ana Clara (ou melhor, Arlequina), de 12 anos.

Diversão em família

“Aqui é o melhor lugar para se divertir com as crianças”, confirma a técnica de enfermagem Erika Vieira, 40 anos. “As pessoas são mais conscientes porque é uma diversão infantil, direcionada”. A moradora do Guará entrou na onda das duas filhas, Ana Júlia e Amanda, de 5 e 4 anos. Com roupas iguais, as três viveram um dia de mulheres maravilha.

Erika Vieira, com as pequenas Ana Júia e Amanda: “As pessoas são mais conscientes porque é uma diversão infantil, direcionada”

A Associação Carnavalesca Baratinha foi habilitada para firmar termo de ajuste de apoio financeiro e desfilou com R$ 200 mil de recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Com temática de levar os foliões-mirins a uma vida longe das drogas, até mesmo o álcool é convidado a ficar de fora da estrutura montada no Parque da Cidade.

Um dos organizadores, Daniel Lima, lembra que o evento começou com quatro tendas e se torna cada vez maior para atender à demanda do público. “É uma festa para toda a família”, ressalta. “As crianças e os pais vêm para se divertir com tranquilidade e responsabilidade”. Na terça-feira (25), o Baratinha volta a tomar conta do parque.

O bloco teve atraso de cerca de uma hora para iniciar. É que uma licença demorou a ser apresentada. Segundo o organizador, foi necessário alterar o número de brigadistas, a pedido do GDF. Com a mudança na documentação, o material precisou passar novamente pelo crivo das autoridades. Nada que atrapalhasse a empolgação, expectativa e segurança dos presentes.

Identificação 

O Governo do Distrito Federal tem distribuído pulseiras de identificação infantil em postos montados nos blocos e em diferentes pontos de acesso, como a Rodoviária do Plano Piloto. A ação é fruto de parceria com o Conselho Tutelar, Secretaria de Justiça (Sejus) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP). No Baratinha, mais de 700 foram distribuídas.

O braço fino da pequena Isis Valentina ganhou uma pulseira no bloco. Com 11 meses de vida, ela pode aproveitar o primeiro Carnaval com segurança redobrada, apesar de não sair do colo da avó. A técnica de enfermagem Hézia de Castro, 46 anos, conta que costumava frequentar a festa com a filha e, agora, apresenta a folia à neta. “É uma maravilha ter esse tipo de ação que se preocupa com os pequenos”, destaca.

Para ajudar na localização de crianças perdidas ou que estejam sob alguma situação de vulnerabilidade, o SOS Criança DF poderá ser acionado durante todo o Carnaval. O serviço funciona em caráter permanente por meio do WhatsApp (99212-7776).

As informações são enviadas pelo aplicativo ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), que faz o encaminhamento mais adequado para que a criança seja localizada e entregue aos responsáveis.

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