27/3/20 15:06
Atualizado em 27/3/20 às 15:08

Praça do Relógio e paradas de ônibus entram na rota do combate à dengue

Administração desobstrui pontos de acúmulo de água, como a fonte desativada na área central e os abrigos de transporte coletivo na QNL e na Avenida Hélio Prates

Ação intensificou a limpeza de locais que podem virar focos de proliferação do mosquito transmissor da dengue | Foto: Divulgação / Administração Regional de Taguatinga

 

Com mais de 670 casos suspeitos de dengue, Taguatinga segue em alerta no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Nesta semana, a administração da cidade, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), ampliou as ações preventivas com recolhimento de entulhos e limpeza das fontes da Praça do Relógio e das calhas das paradas de ônibus na QNL e na Avenida Hélio Prates.

“É um trabalho de manutenção que fazemos sempre, mas nesse período de chuvas, é ainda mais importante, para evitar poças d’água e proliferação dos mosquitos”, afirma o administrador de Taguatinga, Geraldo César de Araújo, que segue em consonância com as ações da Vigilância Sanitária. “Vamos continuar a fazer esses serviços em todos os setores. A ideia é ampliar a atuação dos agentes, que têm ajudado muito na identificação de possíveis focos e no esclarecimento da população”.

Ações preventivas e pontuais de limpeza, juntamente com o trabalho de conscientização da vigilância em saúde, vêm registrando bons resultados. De acordo com um boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde (SES) na semana passada, o DF possui o menor número de casos prováveis, em comparação com estados vizinhos. Até o dia 7 deste mês, o DF registrou 9.775 casos e um óbito. Em Goiás, o número foi de 24.367 casos e três óbitos e em Minas Gerais, 30.729 casos prováveis, com dois óbitos.

Fontes

As duas fontes desativadas da Praça do Relógio são alvo das preocupações constantes da administração local. Isso porque, com as chuvas, dezenas de litros de água ficam acumulados, formando piscinas que podem se transformar em ambientes propícios à proliferação do Aedes aegypti. “Esvaziamos e limpamos tudo para evitar que os mosquitos se desenvolvam, mas é algo constante neste período chuvoso”, pontua o administrador da cidade.

Junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), informa o administrador, tramita um processo pedindo autorização para retirada dessas fontes. A justificativa se baseia na falta de recursos para manutenção dos equipamentos e os riscos oferecidos à saúde da população. “Para consertar as fontes, é necessário um investimento de cerca de R$ 800 mil; além disso, por mês, gastaríamos mais R$ 10 mil para manutenção”, explica Geraldo César.

Toda a área está tombada como patrimônio cultural e artístico do Distrito Federal desde 1986. “Já conseguimos a autorização para mudar o piso de pedra portuguesa para concreto usinado polido”, informa o administrador. “Precisamos dar à praça mais segurança e utilidade, conforme os tempos atuais exigem”.