1/4/20 18:06
Atualizado em 1/4/20 às 18:06

Sistema penitenciário oferece atendimento psicológico para agentes

Inicialmente, quarenta servidores serão contemplados na modalidade de atendimento que é online

A Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), por meio da Escola Penitenciária (Epen), passa a oferecer, a partir desta quarta-feira (1/4), atendimentos psicológicos online para os servidores que atuam diretamente nas unidades prisionais. Inicialmente, quarenta servidores serão contemplados na modalidade de atendimento.

“Uma de nossas prioridades sempre foi dar condições para que nossos profissionais possam atuar em suas áreas, com o maior apoio possível. Particularmente, neste momento de crise, temos que vislumbrar todas as possibilidades de suporte. Precisamos cuidar de todos eles”, disse o secretário de Segurança Pública, o delegado Anderson Torres.

Os acompanhamentos, que terão duração de quarenta minutos e começam na próxima semana, foram possíveis por meio de uma parceria da Epen e os profissionais, como explica a diretora da Escola, a agente de execução penal Racquel Barros.

“Os cuidados cotidianos com a saúde física e mental do servidor que atua no Sistema Penitenciário é indispensável ao bom desenvolvimento e à segurança de suas atividades, diante do atual cenário mundial de contenção à covid-19. Por conta disso, a Epen tem desenvolvido parcerias e projetos que possibilitem aos servidores a manter os cuidados com a saúde nesse período”.

Na última semana, cinquenta servidores iniciaram uma consultoria online gratuita com uma profissional que também atua no Sistema Penitenciário.

“Estamos atentos às possíveis consequências que as medidas restritivas de contenção por conta do cononavírus podem gerar à saúde no ambiente carcerário, em um momento de natural melancolia. Esses profissionais atuam em posição de suma importância à segurança pública nesse momento”, explicou o subsecretário do Sistema Penitenciário, Adval Cardoso.

Uma das profissionais que fará os atendimentos, a psicóloga Camila Pasquarelli, considera a medida importante. “O objetivo é trabalhar questões mais pontuais, voltadas para a ansiedade provocada por este momento que todos enfrentamos, por meio da interação em crise, mas a necessidade será do paciente”.

* Com informações da SSP/DF