15/4/20 16:26
Atualizado em 31/3/21 às 10:24

CEB assina termo de cooperação técnica para projeto de mobilidade elétrica

Modelo colabora para a queda no índice de poluição atmosférica e melhora a qualidade do ar

A eletrificação dos transportes nas cidades é um assunto recorrente quando a pauta é inovação e sustentabilidade. A redução parcial ou total de emissão de gases da combustão gera um impacto na saúde e no bem-estar da população. Com o objetivo de criar um modelo de negócio para comercialização do fornecimento de energia, integrando fontes renováveis, para a mobilidade elétrica, a CEB Distribuição assinou, na quarta-feira (8), um termo de cooperação técnica com as empresas de inovação e tecnologia ICT Inova Brasil e Inova MS e a montadora de veículos elétricos Brave – Brasil. O acordo foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda (13).

Esse plano faz parte do projeto estratégico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento. Após o processo de apuração pela Agência Reguladora, foi selecionada a proposta apresentada pela ICT Inova Brasil, que visa criar um modelo de negócio para comercialização do fornecimento de energia, integrando fontes renováveis, para mobilidade elétrica com plataforma de gestão de recarga inteligente, eletropostos interoperáveis e cobrança eletrônica para unidade consumidora (UC) do usuário de veículo elétrico (VE).

O projeto tem um valor total previsto de R$ 11,38 milhões e 36 meses de vigência. Desse total, R$ 10 milhões serão aportados pela CEB-DIS, R$ 540 mil pela ICT Inova Brasil, R$ 180 mil pela Inova MS e R$ 660 mil pela Brave – Brasil. O presidente da CEB, Edison Garcia, relembra que investimentos em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento são determinados pela Lei nº 9.991/2000, da Agência Nacional de Energia Elétrica. “ A Aneeel determina que as concessionárias de distribuição de energia elétrica devem aplicar, anualmente, 0,2% da sua receita operacional líquida para projetos de pesquisa e desenvolvimento, como este de mobilidade elétrica”, explica Garcia.

O modelo proposto prevê uma plataforma tecnológica que será baseada em um sistema de gestão de cobrança para recarga de VEs contendo funcionalidades como agendamento de recarga, sistema de cobrança que contemple opções de recarga versus injeção de corrente e faturamento de recarga direcionado para o proprietário da Unidade Consumidora (UC), independentemente do local de abastecimento. Além disso, o plano propõe diversas modalidades de pagamento da recarga, operação que incorpore modalidade de tarifa de energia (horários de pico, finais de semana, feriados), incluindo lucro da empresa gestora e todos os tributos pertinentes.

“O projeto contempla uma área piloto que será definida nesses primeiros meses de atividade”, afirma o diretor de Regulação da CEB Distribuição, Wanderson Menezes. “Para tal, estão previstos para serem adquiridos eletropostos, módulos de micro-geração fotovoltaica e até 20 veículos elétricos de diferentes fabricantes, abrangendo os modelos e marcas atuais de mercado”, explica.

Além de colaborar para a queda no índice de poluição atmosférica e melhorar a qualidade do ar das cidades, os veículos elétricos produzem menos ruídos e podem ter uma manutenção mais baixa que os veículos convencionais. Para o consumidor, proporciona um sentimento de uso consciente e socioambiental da energia. Para o mercado de trabalho, o projeto ainda auxilia na criação de empregos ofertando oportunidade de capacitação para o mercado de mobilidade elétrica, que tem tendência a aumentar cada vez mais.

*Com informações da CEB