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18/4/20 às 11:26, Atualizado em 18/4/20 às 12:04

Filas em caixas e aglomerações ainda são problemas em supermercados do DF

Alerta é da Vigilância Sanitária, que tem percorrido estabelecimentos da capital em blitze educativas

Hédio Ferreira Júnior, da Agência Brasília

Clientes têm desrespeitado normas para consumo em supermercados mesmo em meio aos esforços de prevenção e comunicação governamentais | Foto: Agência Brasília / Arquivo

Era final da manhã de sexta-feira (17) quando o gerente de alimentos da Vigilância Sanitária do Distrito Federal, André Godoy, voltava da vistoria de um supermercado no Paranoá. Propenso a uma denúncia, verificou que o estabelecimento descumpria as normas técnicas divulgadas pelo órgão com orientações de prevenção à transmissão do coronavírus. Viu filas sem respeito à distância entre as pessoas, carrinhos e cestas não higienizados e aglomerações de consumidores sem máscaras de proteção.

O problema tem sido recorrente em diversas lojas em que a retomada do funcionamento foi permitida pelo Governo do Distrito Federal desde o mês de março, principalmente no comércio varejista e atacadista – que, junto com padarias e lanchonetes, têm sido vistoriados por técnicos da Vigilância Sanitária durante a pandemia. São 80 fiscais divididos em 22 núcleos que atendem às regiões administrativas.

“Os supermercados estão cheios, as pessoas muito próximas umas das outras. Crianças e até idosos” André Godoy, gerente de alimentos da Vigilância Sanitária

Ligada à Secretaria de Saúde, a Vigilância Sanitária tem entre suas funções a promoção de estratégias educativas e fiscalizatórias que eliminem, diminuam ou previnam riscos à saúde da população. Durante a pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo vírus), por exemplo, o órgão já divulgou dez notas técnicas direcionadas a diversos segmentos, como serviços de delivery, hospitais e até presídios.

Educativo

André Godoy explica que as blitze têm caráter estritamente educativo, cabendo ao DF Legal as providências de notificação, multa e até suspensão das atividades de comerciantes que descumprirem as determinações do GDF amparadas pela ciência e por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a disseminação do vírus. Ainda assim, tanto empresários quanto a própria população precisam colaborar.

“Os supermercados estão cheios, as pessoas muito próximas umas das outras. Crianças e até idosos. É preciso que todos fiquem atentos às necessidades de controle de contágio da Covid-19”, alerta o gerente de alimentos.

As regiões periféricas do Distrito Federal são as que menos têm seguido as orientações da OMS repassadas pelo GDF. A Vigilância Sanitária informa que o uso correto de máscaras é recomendado – ao contrário de luvas, quando mal manipuladas – e que a maneira mais eficaz de eliminação do vírus é lavar as mãos adequadamente, além de higienizá-las com álcool em gel.

Entre as normas técnicas da nota divulgada aos comerciantes estão, além do distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas, a desinfecção frequente de balcões, máquinas de pagamento de cartão e lavagem correta de utensílios manipulados por trabalhadores que preparam alimentos, assim como a suspensão das degustações.

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