15/5/20 16:14
Atualizado em 15/5/20 às 16:14

Refeitório do Hospital do Gama ganha barreira de proteção 

Equipamento que isola mesas foi desenvolvido por nutricionista para evitar o contato entre os servidores

Para manter o distanciamento entre os trabalhadores, a nutricionista Maria Rosa Cruzeiro, que atua no Hospital Regional do Gama, adaptou, com a ajuda do marido, um equipamento para que os servidores pudessem fazer as refeições no mesmo ambiente – mas com segurança. 

O modelo é semelhante aos que hoje são utilizados nos supermercados, que evita os funcionários de contato com os clientes. Na engenhoca adaptada, e que está sendo usada no HRG, canos de PVC foram colocados sobre mesa com divisórias isolando cada servidor durante as refeições.

Foto: Divulgação

O protótipo é dividido em quatro partes. A gerente de nutrição da Secretaria de Saúde, Carolina Gama, aprovou a iniciativa e autorizou o uso nas unidades que desejarem adotar o objeto. “Tivemos uma diminuição de quase 50% das mesas dos refeitórios para os servidores em escala. Mesmo assim, a mesa comporta quatro pessoas. As divisórias evitarão esse contato próximo – inclusive quanto à respiração, pois pesquisas mostram que por ela é possível espalhar e exalar o vírus mesmo na fase assintomática”, diz.

O modelo usado como referência para a servidora é feito de plástico filme PVC e separava apenas duas pessoas. Maria Rosa, mesmo à distância, e há mais de 50 dias longe do marido, pediu ajuda e pensou com ele uma maneira de separar em quatro partes e sem utilizar o filme PVC.

O produto não seria adequado para o local, pois teria que ser trocado a cada refeição, gerando custo e demora no atendimento. Assim, ela e o companheiro, que tem como hobby fazer reparos, chegou à conclusão que seria mais adequado a utilização da peça em poliestireno, por conta da higienização.

“Percebi que era possível adequar à nossa realidade, pois, apesar de as mesas serem retiradas, o quantitativo de pessoal não mudou. Não tínhamos como diminuir as cadeiras porque trariam uma demora de horas para os servidores realizarem a sua refeição. Hoje, conseguimos chegar numa solução viável ao custo de R$ 80 cada estrutura. Para comprar o material, pedi ajuda a amigos e parentes e conseguimos fazer para todas as mesas”, afirmou.

O refeitório do HRG oferece mais de 490 refeições diariamente a servidores em escala e perdeu 36 lugares por conta das exigências sanitárias. 

“Não adianta diminuirmos o fluxo dentro do refeitório se lá fora a fila se instala e podem estar sujeitos à transmissão. A divisão por grupos de setores e horários é importante para evitar que sentem de forma aleatória, por exemplo, evitar o encontro do colega da pediatria internação com o colega do pronto-socorro”, ressaltou Gama.

* Com informações da Secretaria de Saúde