22/6/20 19:40
Atualizado em 22/6/20 às 19:45

HRC cria ambulatório para servidores com suspeita de Covid-19

A unidade funciona exclusivamente para atender aos profissionais do hospital com sintomas leves

Para otimizar o atendimento no pronto-socorro e reduzir o tempo de espera, os servidores do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) que estão com suspeita de infecção pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), e com sintomas leves, deixarão de ser atendidos na Emergência para receber atendimento em um ambulatório exclusivo. Desta forma, o PS atenderá somente à população com suspeita da Covid-19 e servidores com sintomas graves.

O local funciona das 13h às 17h, desde a última sexta-feira (19). A ação faz parte do plano de acompanhamento ao servidor e já atendeu, até o momento, dez servidores que foram afastados do trabalho.

A iniciativa partiu da superintendência da Região de Saúde Oeste (Ceilândia e Brazlândia) que inclui a Diretoria Regional de Atenção Secundária (Dirase) e o Núcleo de Saúde Hospitalar e Medicina do Trabalho (NSHMT). O ambulatório oferece, em caso de sintomas respiratórios leves, exame RT-PCR mediante coleta swab nasal.

Segundo o secretário de Saúde, Francisco Araújo, o serviço foi instituído para trazer humanização no atendimento e celeridade na identificação de casos em servidores com sintomas leves. “Estamos criando novos procedimentos e melhorando o que já existe para dar uma atenção adequada e especial aos nossos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate a pandemia”, acrescentou Araújo.

Além disso, a parceria com o NSHMT otimiza os procedimentos cujo processo conta com médico de trabalho exclusivo.

Testagem

No ambulatório provisório, os servidores também são testados para a Covid-19. Rogério Tavares, diretor da Dirase, destacou o serviço como prioridade nesse momento tão delicado em que Ceilândia é a região do DF com maior número de casos da doença.

O teste do servidores com sintomas leves é feito no próprio ambulatório do HRC. Fotos: Divulgação

“A nossa prioridade é ver o bem-estar dos servidores, preservando a sua vida para que possa contribuir da melhor maneira. Com essa atenção, ele se sente valorizado, consequentemente, produz melhor, porque sente segurança em nossas ações”, destacou Tavares.

Grasiela de Jesus Mazurana, enfermeira do Trabalho e chefe do NSHM de Ceilândia, pontua a atuação dos profissionais como essencial aos cuidados dos servidores com sintomas leves. Ela explica que a estratégia completou o plano de combate à Covid-19 que já previa o teste rápido em servidores assintomáticos.

“Achamos prudente inserir mais um tipo de processo de trabalho aos servidores com sintomas leves, que são os casos verdes, porque, nessa época, tem muita confusão com os sintomas semelhantes de outras doenças como sinusite e rinite. Essa ação terá ainda um grande ganho ao atendimento da Emergência e irá melhorar o fluxo. O ambulatório atua de maneira rápida para descartar casos, bem como afastar os pacientes com suspeita da Covid-19”, pontuou Mazurana.

Ao chegar à unidade, segundo a profissional, o paciente passa por consulta e, caso necessário, já realiza o teste RT-PCR que segue para avaliação no Laboratório Central do Distrito Federal. Nesse momento, é aberto o processo sigiloso no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Isso facilitou a parte da documentação de afastamento, bem como a atenção ao servidor que era feita apenas por teleorientação com o médico do trabalho.

Mesmo sem a confirmação da doença, o profissional já é afastado por oito dias e tem o seu relatório anexado ao processo. Caso o exame dê positivo, o atestado é ampliado para cumprir o período de quarentena. Se for necessário, o teste rápido também poderá ser aplicado. Se os sintomas piorarem, o paciente é direcionado para a área de atendimento a pacientes graves.

A técnica de enfermagem, Karla Oliveira, aprovou a iniciativa e elogiou o trabalho. A profissional começou com os sintomas na quinta-feira (18) e destacou a importância para ela e os colegas contarem com um novo espaço de saúde dentro do HRC.

“Estamos fragilizados e se nos sentimos acolhidos dentro de uma necessidade nossa, no caso de atendimento mesmo na crise da Covid-19, sentimos outra segurança”, finalizou.

 

*Com informações Secretaria de Saúde