7/7/20 18:55
Atualizado em 7/7/20 às 20:54

Agentes de UBS mantêm cadastramento domiciliar

Trabalho é realizado pelas equipes do Programa de Saúde da Saúde e ajuda a mapear as principais demandas de atendimento da população por região

Era manhã de terça-feira (7) quando as agentes de saúde da família Neide Costa e Romilda Abadia percorreram casas da Vila Telebrasília, no final da Asa Sul. Com questionários em mãos, cadastravam pacientes atendidos pelo Programa Saúde da Família na Unidade Básica de Saúde (UBS) da 212 Sul. O cadastro ajuda a Secretaria de Saúde a mapear as demandas por consultas e atendimentos clínicos de acordo com as necessidades de cada região de Brasília – e, como outras atividades do Governo do Distrito Federal (GDF), segue durante a pandemia mundial do coronavírus.

O cadastro feito de casa em casa auxilia cidadãos que muitas vezes estão doentes – ou são idosos ou portadores de deficiências – e não podem ir ao posto dar as informações sobre suas necessidades de atendimento. Os questionários trazem perguntas individuais ou por domicílio e atuam como uma espécie de Senso da saúde: incluem questões como os hábitos dos pacientes, se fumam e bebem, se têm doenças crônicas e quais medicações fazem uso. Os dados são encaminhados ao Ministério da Saúde.

“O cadastramento nos ajuda a identificar as necessidades de cada área, quais tipos de especialidades devemos abrir para mais consultas e que tipos de medicação para tratamento de determinadas enfermidades temos que priorizar”, explica Valdir Nunes de Sousa, diretor regional de Atenção Primária à Saúde da Região Central de Brasília.

Equipes de saúde da família

Todas as UBS têm as suas equipes da saúde da família e são responsáveis por atender um grupo de pacientes. Divididos por setores, as equipes são formadas por um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e um agente comunitário. Cada duas equipes compartilham o atendimento de um dentista.

Em cumprimento às medidas de distanciamento e prevenção ao contágio do novo coronavírus, as visitas dos agentes e a coleta de dados estão sendo feitas do lado de fora das residências. Ainda assim, as condições das moradias são observadas para a necessidade ou não de intervenção.

Facilidade

Os moradores da Vila Telebrasília visitados pelas agentes aprovaram a iniciativa de cadastramento. O promotor de eventos Rafael Vinícius da Cruz, de 26 anos, diz que frequentava a UBS da 612 Sul, mas desconhecia o atendimento domiciliar do Programa Saúde da Família. Para ele, a abordagem dos agentes foi bem “tranquila”. “Achei necessário porque muita gente não consegue se locomover, às vezes tem uma doença grave e isso facilita, é um trabalho bonito.”

Já o pescador Maicon Maciel de Lima, 39 anos, que também recebeu as agentes de saúde, achou o cadastramento domiciliar eficaz, principalmente nesse momento de controle do contágio do coronavírus. “Muito bom esse serviço, preserva as pessoas. Ainda mais nesse tempo de pandemia, quando não podemos sair de casa, vai ajudar muita gente.”

*Colaborou Lúcio Flávio, da Agência Brasília

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