24/9/20 15:49
Atualizado em 25/9/20 às 11:13

Rede pública de saúde: brasiliense prioriza o sorriso

Só neste ano, mais de 160 mil já buscaram tratamento dentário público. IBGE mostra que estamos entre os que mais registraram visitas ao dentista

Só em 2020, já foram 160, 5 mil atendimentos até julho, conforme números da Secretaria de Saúde do DF. Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

O cuidado com os dentes é uma prioridade para o brasiliense. É o que mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que incluiu o DF entre as cinco unidades da federação com maior proporção de pessoas que foram ao dentista em 2019.

Segundo o estudo, 52,6% da população – ou 1,5 milhão de pessoas consultou algum profissional bucal no ano passado. A rede pública de saúde é uma das responsáveis pelo bom índice, ao oferecer atendimento odontológico de qualidade em hospitais e unidades de saúde em várias regiões da capital.

Só em 2020, já foram 160, 5 mil atendimentos até julho, conforme números da Secretaria de Saúde do DF. Entre eles o da atendente Rose Silva, moradora do Gama, que chegou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com inchaço na gengiva e dores nos dentes. Ela foi examinada por um dentista estomatologista.

“Fui muito bem atendida pela equipe do Hran. Não tenho do que reclamar. Me avaliaram, tomei remédio pra dor e fui encaminhada para os exames de sangue. Me curei em uma semana”, explica Rose, que recorre à rede pública ou ao Sesc para tratamentos dentários.

O Hospital Regional da Asa Norte é recordista em atendimentos, seguido pelo Hospital de Base e os hospitais de Santa Maria e do Gama. São 182 equipes de saúde bucal em todo o DF, que também estão nas UBSs e em unidades de pronto atendimento. Além da emergência, consultas ambulatoriais também são oferecidas mediante marcação prévia.

“Temos uma força de trabalho muito grande nas UBSs, cerca de 80% dos profissionais. Além de pronto- socorros em hospitais. A atenção primária é muito importante que é o acolhimento ao cidadão, um primeiro diagnóstico”, explica o coordenador de atenção primária da Secretaria de Saúde, Fernando Erick.

Fernando acrescenta que o atendimento odontológico no Distrito Federal conta com equipamentos novos e a secretaria aumentou a carga horária de cirurgiões- dentistas para 40 horas.  Atualmente são 576 profissionais de várias especialidades, sendo que 363 atuam na atenção primária e 213 na especializada.

Movimento grande

“O SUS estabelece que o paciente tem direito a um tratamento odontológico em todos os níveis. Esse número de 53 % é positivo e acredito que se deve ao acesso fácil que os pacientes têm à rede”, opina a Referência Técnica Distrital (RTD) em Odontologia, Rafaella Gallerani.

“Eles ficam muito felizes com a consulta gratuita. Já ganhei até um sapato de presente de uma moça”, diverte-se a odontóloga.

“Antes da pandemia, chegávamos a atender até 30 pacientes em cada um dos turnos (manhã e tarde). De madrugada também chega paciente aqui no pronto-socorro com alguma urgência. O movimento é grande”, conta o técnico de saúde bucal do Hran, Antonio Costa. Com 12 anos de “casa”, é o funcionário mais antigo do setor odontológico.

Nas unidades básicas, além da prevenção e educação em saúde, são oferecidos procedimentos básicos como profilaxia (limpeza), tratamento básico das gengivas, restaurações e pequenas cirurgias ambulatoriais. Para tratamentos mais complexos, como endodontia (canal), periodontia avançada, extração de sisos, entre outros, o paciente é encaminhado para os Centros Especializados de Odontologia (CEOs). São 13 em todo o DF, abrangendo todas as regiões de Saúde.

Nas unidades básicas, além da prevenção e educação em saúde, são oferecidos procedimentos básicos como profilaxia (limpeza), tratamento básico das gengivas, restaurações e pequenas cirurgias ambulatoriais. Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília
Pesquisa

No DF, 52,6%  da população se consultou com um dentista nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, em 2019. O Distrito Federal  foi a 5ª unidade federativa com maior percentual e acima da média brasileira de 49,4%.

O grupo de idade que mais se consultou foi o de 18 a 29 anos (56,2%) e o menor foram os idosos com 60 anos ou mais (40,3%).

Para mais informações sobre o atendimento odontológico na rede de saúde, acesse: http://www.df.gov.br/saude-bucal/

http://www.df.gov.br/saude-bucal/

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