30/11/20 11:16
Atualizado em 30/11/20 às 11:32

Saúde fará várias ações no DF nesta terça (1º/12)

Atividades serão nas UBSs e em locais com maior circulação de pessoas, como a Rodoviária do Plano Piloto

A Secretaria de Saúde inicia, nesta terça-feira (1º/12), a campanha Dezembro Vermelho com várias ações pelo Distrito Federal para orientar a população sobre a importância da prevenção da infecção pelo vírus HIV, causador da Aids, e do diagnóstico precoce para melhor qualidade de vida.

A campanha começa na data em que vários países comemoram o Dia Mundial da Luta Contra a Aids. Em parceria com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) e o Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde promove, na Rodoviária do Plano Piloto, a exposição “Indetectável – o efeito de estar indetectável em cada uma dessas vidas é detectável: basta olhar nos olhos delas para ver”.

Cedida pelo Ministério da Saúde, a exposição Indetectável é composta por fotos, relatos e histórias de vida de 13 pessoas que estão com vírus HIV indetectável no organismo. São registros sensíveis, partilhados voluntariamente, que contam sobre o tratamento e a luta contra o estigma; os medos e angústias, as conquistas e motivações.

Estar indetectável significa estar com a doença controlada, sem sinal de adoecimento e sem transmissão do vírus por via sexual. Isso é possível graças ao uso regular de medicamentos antirretrovirais, o que permite a recuperação do sistema imunológico. A mostra Indetectável ficará na Estação Central até sexta-feira, 4 de dezembro.

No mesmo local, o Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA), fará a distribuição de autoteste de HIV, preservativos e orientação sobre prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Os testes serão distribuídos, mas não realizados no local, para evitar aglomeração.

Ações em todo o DF

Cada região de saúde preparou ações durante o Dia Mundial da Luta Contra a Aids (veja quadros abaixo). Na Região Centro-Sul, trabalhadores e frequentadores da Feira Permanente do Riacho Fundo I receberão orientações sobre prevenção, assistência e proteção contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Uma equipe de Saúde da Família da UBS 1 será responsável pelos trabalhos que ocorrerão das 10h às 14h.

“Reforçamos a importância da testagem rápida para infecções sexualmente transmissíveis como parte da rotina de cuidados. Iremos oferecer testes durante a ação na Feira Permanente e em todas as UBSs”, afirma a superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Flávia Costa. A gestora observa que as ações fora das UBSs “possibilitam acesso à testagem por pessoas que não têm tempo de ir nas unidades”.

Os casos positivos detectados durante as ações receberão direcionamento para tratamento específico em um Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em HIV/Aids. Nos SAEs são feitos outros exames complementares para averiguar a situação de saúde e o estágio da infecção para estabelecer o tratamento adequado com os antirretrovirais e outros medicamentos indicados, quando necessário.

Ao todo, são oito unidades públicas de saúde especializadas: Hospital Dia (508 Sul), ambulatórios dos hospitais regionais de Sobradinho, Ceilândia e Universitário de Brasília e as policlínicas de Taguatinga, Lago Sul, Planaltina e Gama.

Dia Mundial de Luta Contra a Aids

A instituição desse dia foi uma decisão da Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.

Embora ações de conscientização já ocorressem no Brasil (e no mundo), o Dezembro Vermelho não era oficialmente reconhecido, até que em 7 de novembro de 2017 foi publicada no Diário Oficial da União a Lei que instituiu a campanha.

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que 866 mil pessoas vivem com a patologia no Brasil. Contudo, ser portador do vírus HIV não é o mesmo que possuir Aids.

Muitos indivíduos soropositivos vivem durante anos sem desenvolver a doença, mas podem transmitir a outras pessoas, principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas, bem como por meio não sexual, mediante o compartilhamento de seringas contaminadas ou até mesmo de mãe para filho durante a gestação ou amamentação.

*Com informações da Secretaria de Saúde