5/12/20 9:56
Atualizado em 7/12/20 às 18:14

Aplicação de pesquisa sobre incidência da Covid-19 avança e ganha reforços

Depois de concluído, o estudo será divulgado na íntegra. Resultado vai auxiliar os gestores nas tomadas de decisão para combater a doença

O curso prepara as equipes para fazerem o transporte, armazenamento e aplicação dos testes, além do questionário de informações nas residências | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Uma nova turma de colaboradores foi treinada para aplicar o inquérito sorológico da Covid-19 no Distrito Federal. O curso foi realizado no Teatro do Sesc, em Ceilândia, e contou com os profissionais do próprio Serviço Social do Comércio, do Corpo de Bombeiros Militar do DF e da Secretaria de Saúde. As instruções preparam as equipes para realizarem o transporte, armazenamento, temperatura ideal para aplicação dos testes, questionário de informações pessoais entre outras informações. A testagem está acontecendo por região administrativa e não será divulgado nenhum resultado parcial do estudo.

“Por se tratar de um estudo de prevalência, mesmo que nós fechemos os resultados de uma cidade ou de outra isso não nos garante uma avaliação ao longo do tempo”, destacou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Divino Valero, a respeito de somente divulgar somente o compilado final com todas as informações do estudo. A previsão é de que a análise dos dados aconteça a partir do dia 18 de dezembro.

As equipes que são encaminhadas às residências sorteadas são formadas por um membro do Corpo de Bombeiros, um profissional do Sesc e um da Secretaria de Saúde. Sobre essa composição, o Tenente-Coronel Vieira comentou que a participação da corporação é inédita, mas que a parceria é de longa data.

“A gente já teve vários apoios em outros momentos. Nós já colocamos ambulância à disposição da secretaria, médicos a disposição no alvo da pandemia, a gente vai ajudando de acordo com a necessidade que vão solicitando. Nesse momento, estamos disponibilizando uma equipe para ajudar nessa pesquisa, aí sim é inédito, é a primeira vez”.

Por se tratar de um estudo de prevalência, mesmo que nós fechemos os resultados de uma cidade ou de outra isso não nos garante uma avaliação ao longo do tempoDivino Valero, subsecretário de Vigilância em Saúde

No início de cada turno as equipes se encontram em um ponto focal da região onde pegam os equipamentos de proteção individual, os testes, que ficam em uma caixa térmica, e questionários, além dos endereços que devem ser visitados no período.

Diferença entre inquérito epidemiológico e sorológico

Quando o estudo foi lançado, foi chamado de Inquérito Epidemiológico. No entanto, a metodologia utilizada para essa pesquisa trata-se de um Inquérito de soroprevalência de Covid-19. A diferença entre os dois tipos de estudos vai além da nomenclatura, já que no segundo caso são aplicados testes sorológicos, ou seja, um exame de sangue, enquanto o primeiro é apenas um questionário.

“Quando estamos falando de inquérito epidemiológico, estamos nos referindo especificamente de classificação de pessoas, por exemplo, sexo, idade faixa etária, raça/cor, escolaridade. Conseguimos traçar um perfil. Ou seja, aquela doença acometerá pessoas de uma determinada faixa etária, em um local específico. Isso é um inquérito epidemiológico”, explicou o diretor substituto de Vigilância Epidemiológica, Fabiano Martins.

O gestor esclarece que no inquérito de prevalência sorológica é levado em conta o resultado do exame de sangue, que detecta se a pessoa já teve a Covid-19 há algum tempo, apresentando resultado IgG, ou se a infecção é recente, o IgM. Caso nenhum dos resultados apareça significa que o sujeito ainda não teve contato com o vírus. Esses são os dados levados em conta nessa metodologia de estudo.

*Com informações da Secretaria de Saúde