10/2/21 17:01
Atualizado em 10/2/21 às 17:01

DF entra em emergência ambiental no próximo mês

Medida anunciada em decreto publicado nesta quarta-feira (10) é uma forma de fortalecer as ações voltadas à prevenção de incêndios florestais

Foto: Brasília Ambiental/Divulgação
Em 2020, as ações nos parques e Unidades de Conservação resultaram na abertura de 25 aceiros e cerca de 4,6 mil hectares de queima prescrita (fogo controlado de áreas) | Foto: Brasília Ambiental/Divulgação

O Distrito Federal entra em estado de emergência ambiental a partir de março. É o que determina o Decreto nº 41.783, assinado pelo governador Ibaneis Rocha e publicado nesta quarta-feira (10), no Diário Oficial do DF. A medida é válida até novembro e possibilita, entre outras ações, a contratação de brigadistas florestais a tempo de atuar na prevenção e não apenas no combate aos focos de incêndios.

A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) coordena o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), executado em parceria com o Instituto Brasília Ambiental e outros órgãos do GDF.

Para o titular da pasta, Sarney Filho, a antecipação do período de emergência ambiental, é considerada uma conquista. “O governo se mostra cada vez mais sensível à questão das queimadas e da importância do trabalho de prevenção”, afirma. “Esse ano, o decreto sai em fevereiro, ou seja, cada vez mais cedo, o que ajuda no planejamento de todas as ações. A iniciativa do governador possibilita atuar com mais foco na prevenção, o que, no ano passado, possibilitou a queda de 50% no número de ocorrência de incêndios florestais em parques e unidades de conservação”, lembra o secretário.

Contratações

A coordenadora do PPCIF na Sema, Carolina Schubert, explica que, com a publicação do decreto, é possível viabilizar contratações e recursos voltados para a prevenção e combate aos incêndios florestais de uma forma mais rápida e eficaz. “A expectativa é  contratar cerca de 150 brigadistas em maio para atuar na vigilância e na observação das unidades de conservação. A ideia é ampliar a presença do estado, inibindo crimes ambientais e realizando outras importantes ações preventivas, como a abertura de aceiros e o cercamento de áreas e em atividades de educação ambiental”, explica.

Todos vão ganhar a partir do momento em que todo o planejamento feito comece a ser executado logo. Com o ato, os órgãos que integram o PPCIF devem adotar as medidas previstas para prevenir e combater os incêndios florestais no período crítico da secaPedro Cardoso, diretor de Prevenção aos Incêndios Florestais do Instituto Brasília Ambiental

Para o diretor de Prevenção aos Incêndios Florestais do Instituto Brasília Ambiental, Pedro Cardoso, o decreto fortalece a execução do planejamento do governo e garante resultados ainda melhores do que em 2020. “Todos vão ganhar a partir do momento em que todo o planejamento feito comece a ser executado logo. Com o ato, os órgãos que integram o PPCIF devem adotar as medidas previstas para prevenir e combater os incêndios florestais no período crítico da seca. O Brasília Ambiental faz um trabalho muito voltado à prevenção”, afirma.  

Em 2020, as ações nos parques e Unidades de Conservação resultaram na abertura de 25 aceiros e cerca de 4,6 mil hectares de queima prescrita (fogo controlado de áreas) em todas as UCs e no Parque Nacional de Brasília.

PPCIF

O Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) funciona como um sistema de parcerias institucionais que visam à proteção do Cerrado. O plano conta com uma estratégia de ação própria e possui como princípios a integração e a cooperação mútuas. O objetivo é otimizar a aplicação dos recursos humanos e materiais disponíveis.

*Com informações da Secretaria do Meio Ambiente