21/02/2021 às 13:00, atualizado em 21/02/2021 às 16:20

Hospital de Campanha de Ceilândia tem taxa de 78,2% de recuperação

Unidade completa um mês de funcionamento neste domingo (21) e já salvou 122 vidas do novo coronavírus. Trinta e quatro pacientes permanecem internados

Por Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Renata Lu

O hospital funciona como retaguarda para toda rede da Secretaria de Saúde e tem 60 leitos para atender à população, onde 20 são para cuidados intermediários e 40 de enfermaria

Equipamento público destinado a cuidar de pacientes com diagnóstico de coronavírus (Covid-19), o Hospital de Campanha de Ceilândia completa um mês de funcionamento neste domingo (21) com bons números. A unidade tem taxa de recuperação de 78,2% e, neste primeiro mês, deu alta a 122 dos 156 pacientes internados. Vale destacar que nenhum óbito foi registrado no período.

[Numeralha titulo_grande=”122″ texto=”dos 156 pacientes internados no primeiro mês tiveram alta” esquerda_direita_centro=”direita”]

O hospital funciona como retaguarda para toda rede da Secretaria de Saúde e ocupa uma área de aproximadamente 22.900 m² ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia, na QNN 27, Área Especial D. Dentro de toda essa área estão instalados os 60 leitos para atender à população, onde 20 são para cuidados intermediários e 40 de enfermaria. Atualmente, 37 leitos estão ocupados por pacientes de diferentes idades, mas em sua maioria idosos.

Os chamados leitos de enfermaria são destinados à internação de pacientes estáveis, não críticos, que não necessitam de cuidados intensivos. Já os de suporte ventilatório possuem ainda outros equipamentos de monitoramento do quadro clínico do paciente. A unidade também dispõe de uma equipe multidisciplinar e tem o suporte do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) nos casos de maior gravidade.

Os leitos de enfermaria são destinados a pacientes estáveis. Já os de suporte ventilatório (foto) possuem equipamentos de monitoramento do quadro clínico do paciente| Foto: Renato Alves/Agência Brasília

No Hospital de Campanha trabalham dezenas de profissionais, sendo 21 médicos, 80 profissionais de enfermagem, entre técnicos e enfermeiros, e outras dezenas de servidores, como psicólogos e fonoaudiólogos. Todos pertencem ou ao quadro da Secretaria de Saúde, sendo efetivos ou temporários.

[Olho texto=”As equipes pegaram o ritmo e o hospital tem tido bastante rotatividade, praticamente sem intercorrência com os pacientes. O hospital tem sido um sucesso no atendimento à população” assinatura=”Flávia Gondim, diretora-administrativa da Superintendência Oeste da Secretaria de Saúde ” esquerda_direita_centro=”esquerda”]

Com toda essa estrutura física e de pessoal e os bons números de recuperação, a avaliação é que o hospital tornou-se um grande reforço no tratamento da doença no DF. “Tem funcionado muito bem o Hospital de Campanha. As equipes pegaram o ritmo e o hospital tem tido bastante rotatividade, praticamente sem intercorrência com os pacientes. O hospital tem sido um sucesso no atendimento à população”, aponta Flávia Gondim, diretora-administrativa da Superintendência Oeste da Secretaria de Saúde.

Enfermeira que atua no Hospital de Campanha, Maria das Dores Lopes de França comemora o legado que a estrutura física e de equipamentos da unidade vai deixar quando a pandemia passar. “É um grande ganho esses 60 leitos, pois a população estava carente de equipamentos de saúde. Esses leitos serão significativos para a população, seja para tratar Covid-19 ou não. A Ceilândia ganha muito”, comenta Maria, ao lembrar que tanto a estrutura física como os equipamentos pertencem à Secretaria de Saúde, ou seja, não são fruto de contratos temporários.

Maria das Dores, enfermeira: “A Ceilândia ganha muito” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Histórico

No auge da pandemia, o DF alcançou 761 leitos com suporte ventilatório mobilizados, entre próprios e contratados. Para uso, foram disponibilizados 715, contemplando 188 unidades de cuidados intermediários (UCIs) e 527 unidades de terapia intensiva (UTIs).

Em 8 de agosto de 2020, o DF atingiu o número máximo de leitos ocupados: 532. Destes, 392 eram de UTI e 140 de UCI. Na capital, o primeiro caso de contaminação por Covid-19 foi confirmado em 7 de março do ano passado. Antes mesmo dessa confirmação, o GDF trabalhou para tratar os pacientes – à época, um andar inteiro do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) foi disponibilizado.

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No decorrer de 2020, outras unidades abrigaram pacientes de Covid-19 e hospitais de campanha foram construídos, como o do Mané Garrincha e o da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) – este último segue em funcionamento, com 80 leitos de UTI.