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25/2/21 às 08:19, Atualizado em 25/2/21 às 08:50

Mais bocas de lobo para escoar a chuva nas asas Norte e Sul

Novacap faz obras pontuais em quadras residenciais e avenidas W3 e W4, pontos mais afetados com o grande volume de água represada

Ian Ferraz, da Agência Brasília I Edição: Carolina Jardon

Foram 50 bueiros ampliados, substituídos ou duplicados na parte Norte do Plano Piloto, sendo 20 deles nas novas tesourinhas. Outros 30 foram construídos nas avenidas W3 e W4 Norte. Na Asa Sul, 14 bocas de lobo receberam o mesmo serviço de duplicação da capacidade | Foto: divulgação Novacap

A temporada de chuvas, a maior registrada para fevereiro desde 1962, levou o Governo do Distrito Federal (GDF) a adotar diferentes medidas para amenizar os impactos negativos do grande volume de águas acumuladas nas ruas. Uma das ações em curso é a construção de cerca de 70 novas bocas de lobo nas asas Sul e Norte.

Foram 50 bueiros ampliados, substituídos ou duplicados na parte Norte do Plano Piloto, sendo 20 deles nas novas tesourinhas. Outros 30 foram construídos nas avenidas W3 e W4 Norte. Na Asa Sul, 14 bocas de lobo receberam o mesmo serviço de duplicação da capacidade.

O principal motivo para os serviços é a ampliação da capacidade de escoamento das águas pluviais para a rede evitando os alagamentos. Segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), que toca as obras, cada bueiro recebe 70 litros de água por segundo. Ou seja, com as novas 64 bocas de lobo, algo em torno de 4.480 litros vão escoar a mais a cada segundo. O total equivale a quase nove caixas d’água de 500 litros.

“Se antes nos pontos que levavam 1h para escoar, hoje leva-se 30 minutos, em média. Ou seja, o tempo de escoamento caiu pela metade. Claro que há outros, em que o tempo é menor, isso pode variar. Fizemos a ampliação da rede onde foi possível,” explica o diretor de Urbanização da Novacap, Sergio Lemos

O serviço de duplicação dos bueiros é executado paralelamente a outro que é feito semanalmente e tão importante quanto, o da limpeza das bocas de lobo. “O volume de água da chuva no DF tem mudado sua característica a cada ano que passa. Antigamente, as chuvas eram espaçadas e chovia ao longo do mês”, explica o diretor de Urbanização da Novacap, Sergio Lemos.

“Hoje, chove menos ao longo do mês, só que com um volume maior, com mais intensidade e em menos dias. Por isso estamos fazendo esse trabalho de duplicação das bocas de lobo. É um paliativo, mas que tem dado resultado”, completa o técnico. Ele explica que a empresa também tem substituído as bocas de lobo antigas por novas. Trata-se daquelas que estão mais próximas a meios-fios. A melhoria, segundo Lemos, pode ser vista no tempo de escoamento da rede pluvial.

“Se antes nos pontos que levavam 1h para escoar, hoje leva-se 30 minutos, em média. Ou seja, o tempo de escoamento caiu pela metade. Claro que há outros, em que o tempo é menor, isso pode variar. Fizemos a ampliação da rede onde foi possível”, acrescenta.

Ainda segundo o gestor, o crescimento urbano da Asa Norte demanda ações maiores. “É uma rede pluvial antiga e que nunca teve uma intervenção na rede principal. Passamos a ter um volume maior de água na superfície com uma rede de drenagem que foi feita na década de 1960”, detalha.

Vem mais chuva por aí

A informação do diretor de urbanização da Novacap corrobora com a informação divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o instituto, o mês de fevereiro de 2021 já é o mais chuvoso em Brasília (DF) desde 1962, quando se iniciaram as medições pluviométricas oficiais na capital. O acumulado de chuva até a manhã desta segunda-feira (22) totalizou 473,4 mm, ultrapassando os 460,4 mm de fevereiro de 1980.

A previsão de chuvas para os próximos dias no DF permanece, com tendência de intensificação no fim de semana. A meteorologista Morgana Almeida, esclarece o motivo de tanta chuva neste mês no DF: “O período chuvoso está sendo influenciado pelo fenômeno chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul, que cria um corredor de nebulosidade desde a região Norte e o DF, por estar no meio dele, fica sob efeito de muita umidade e formação de nuvens”.

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