19/3/21 20:54
Atualizado em 19/3/21 às 21:00

Paciente cardíaca recebe alta e agradece aos médicos

“A chance de sobrevivência era de 1%”, conta Greide, que ficou quase 14 horas em cirurgia no Hospital de Base

“Foi um procedimento tão difícil, e eles não desistiram da minha irmã”, disse Gleiciane, irmã de Greide | Fotos: Davidyson Damasceno/Iges-DF
“Sou só gratidão. Primeiro a Deus, depois aos médicos-cirurgiões, que passaram o dia se revezando e lutando pela minha vida”Greide Conceição de Oliveira, dona de casa

Após uma complexa cirurgia cardíaca e longos 76 dias internada no Hospital de Base (HB), a dona de casa Greide Conceição de Oliveira, 39 anos, recebeu alta nesta sexta-feira (19). Antes de ir para casa, fez questão de agradecer aos profissionais de saúde que a salvaram. “Sou só gratidão. Primeiro a Deus, depois aos médicos-cirurgiões, que passaram o dia se revezando e lutando pela minha vida.”

Greide se referiu ao dia 12 de fevereiro de 2021, quando entrou no centro cirúrgico às 8h e saiu quase 22h. O objetivo inicial era a troca da válvula mitral do coração. Um exame de ecocardiograma durante a operação, no entanto, mostrou que a válvula aórtica também estava com problema. Novos procedimentos foram feitos, e a equipe médica identificou uma severa hemorragia. “A chance de sobrevivência era de 1%”, conta Greide.

Greide Conceição sobreviveu a uma cirurgia cardíaca demorada e complexa, realizada no Hospital de Base

Em frente ao HB, alguns familiares da paciente faziam orações enquanto aguardavam o desfecho da cirurgia. “Eu estava na porta do hospital esperando uma notícia ruim. E veio a notícia do milagre”, relata a irmã, a estudante Gleiciane Rodrigues, 22 anos.

A hemorragia foi estancada, e a moradora de Águas Lindas (GO) foi transferida do centro cirúrgico para a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Base, onde ficou por seis dias. “Cheguei intubada, por volta das 22h. No dia seguinte, às 11h, eu acordei”, relata. Ela lembra que alguns médicos passavam no leito e comentavam: “Greide, você é um milagre. Nem a gente acredita”.

Na última segunda-feira (15), uma faixa em frente ao Hospital de Base expressava a gratidão da família da dona de casa pelos profissionais de saúde. “Foi um procedimento tão difícil, e eles não desistiram da minha irmã”, disse Gleiciane, com lágrimas no rosto. “Foi um gesto simbólico para homenagear todos que lutaram por ela.”

*Com informações do Iges-DF