27/4/21 20:09
Atualizado em 27/4/21 às 20:17

Sociedade civil apoia instalação de casas de passagem

Comerciante de Taguatinga visitou unidade de inserção social junto com integrantes do Ministério Público

“Desde a instalação desta Casa de Passagem, eu passei a me sentir mais seguro, pois percebi que as pessoas daqui estão em busca de melhorar suas próprias vidas”, destaca o empresário Bernardo Pereira, de 65 anos, dono da Nexus Cabeleireiro, na CNA 2, de Taguatinga. O estabelecimento fica em frente à Casa de Passagem da região, que acolhe 49 pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Quando as pessoas entendem que se trata de algo sério, a comunidade abraça, pois entende ser um trabalho em prol de quem precisa” Hiza Maria Carpina Lima, promotora de Justiça

O comerciante esteve na unidade na manhã desta terça-feira (27), quando representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também compareceram ao local para uma visita técnica.

“Quando as pessoas entendem que se trata de algo sério, a comunidade abraça, pois entende ser um trabalho em prol de quem precisa”, comenta a promotora de Justiça Hiza Maria Carpina Lima.


Secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, e integrantes do Ministério Público visitaram a Casa de Passagem de Taguatinga | Foto: Renato Raphael/Sedes

Para o procurador distrital Eduardo Sabo, “tudo precisa ser feito em busca da reinserção desses cidadãos na sociedade e no mercado de trabalho”.

Crianças

Após passar pela Casa de Passagem de Taguatinga, o destino das famílias é a unidade do Guará, no caso da presença de crianças. Atualmente, 25 residentes estão acolhidos no local, onde tem higienização, alimentação, dormitórios e estrutura familiar, bem como serviços socioassistenciais para que a situação difícil seja logo superada.

“Vários órgãos do GDF estão envolvidos para assegurar um espaço digno a essas pessoas, e para garantir a convivência com os demais moradores e comerciantes dessas regiões”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha. “Também temos tido bons retornos do empresariado de Planaltina em relação ao apoio a esses locais de acolhimento”, completa.

A regulamentação desse serviço define que sua execução precisa ocorrer em áreas domiciliares, justamente para favorecer e incentivar à reinserção social desses cidadãos.

Ainda há uma casa em Planaltina e, nos próximos dias, uma estrutura vai ser instalada no Plano Piloto. Essa iniciativa está dentro da ampliação de mais 600 vagas de acolhimento previstas para este ano.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social