20/07/2021 às 17:06, atualizado em 20/07/2021 às 19:08

Uma história de companheirismo na memória de Brasília

No Dia do Amigo, Arquivo Público do DF recupera o exemplo de lealdade entre Juscelino Kubitschek e Affonso Heliodoro dos Santos

Por AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: ROSUALDO RODRIGUES

Nesta terça-feira (20), comemora-se o Dia do Amigo, data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas, um dos pilares do bem-estar. Ao longo da história do Distrito Federal, grandes exemplos de companheirismo marcaram época, mas nenhum desses se mostrou tão consolidado quanto o de Juscelino Kubitschek e Affonso Heliodoro dos Santos, fiel escudeiro do ex-presidente desde a infância.

[Olho texto=”“Uma amizade formidável, tão grande, que me arrastou até Paris para morar com ele”” assinatura=”Affonso Heliodoro, em entrevista à TV Record, em 2018″ esquerda_direita_centro=”direita”]

Assim como JK, Affonso nasceu em Diamantina (MG), onde, ainda pequeno, teve aulas com a mãe de seu amigo, Júlia Kubitschek. A partir daí, a relação entre os dois foi se estreitando cada vez mais até se tornarem parceiros na política também.

De acordo com registros do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), o Coronel Heliodoro já se fazia presente quando Kubitschek foi candidato ao Governo de Minas Gerais, coordenando a campanha do amigo e sendo, em seguida à eleição, chefe do Gabinete Militar.

Depois do término do período de presidência de Juscelino, Heliodoro decidiu seguir o camarada nos anos de exílio, na França. Após receber uma carta do ex-presidente, alegando saudades do Brasil e do próprio Affonso, o Coronel decidiu, dias depois, embarcar para Paris, uma vez que JK estava sozinho.

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“Uma amizade formidável, tão grande, que me arrastou até Paris para morar com ele”, disse Affonso Heliodoro em uma entrevista para a TV Record, em fevereiro de 2018, que faz parte do acervo do ArPDF.

Os dois moraram juntos na capital francesa até o fim do “isolamento”, quando Kubitschek decidiu partir para Nova York e Affonso Heliodoro para o Rio de Janeiro. De volta ao Brasil, foi Affonso Heliodoro quem presidiu o Memorial JK, localizado no Eixo Monumental, desde a inauguração do espaço, em 1981, até 1997.

*Com informações do Arquivo Público de Brasília