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15/1/22 às 09:19, Atualizado em 15/1/22 às 10:35

Cuidado com o lixo para garantir o futuro sustentável

GDF investiu no processo seletivo dos descartes; implantou lixeiras diferenciadas; reformou parques; e cuidou dos animais

Marlene Gomes, da Agência Brasília I Edição: Carolina Jardon

A produção e o cuidado com o descarte do lixo é um problema que desafia todo o mundo. No Distrito Federal, em 2021, uma série de ações colocou a limpeza pública entre as prioridades do governo. Mesmo durante a pandemia, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) entregou equipamentos importantes à população, levou a mensagem da coleta seletiva, avançou no diálogo com as cooperativas de materiais recicláveis e instalou 13 mil lixeiras.

Equipamento fundamental para contribuir com a limpeza e cuidado das cidades é o papa-lixo. O contêiner semienterrado tem capacidade de receber até 5 mil litros de resíduos domiciliares de forma segura e limpa | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

No primeiro semestre do ano passado, o GDF, por meio do SLU, inaugurou dois papa-entulhos: um em Santa Maria e outro Águas Claras. A estrutura é fundamental para combater o descarte irregular de resíduos.  Atualmente, são 12 papa-entulhos distribuídos pelo DF, e já está em andamento a construção de mais 11 unidades.

Outro equipamento fundamental para contribuir com a limpeza e cuidado das cidades é o papa-lixo. O contêiner semienterrado tem capacidade para até 5 mil litros de resíduos domiciliares de forma segura e limpa. O trabalho de instalação dos papa-lixos começou em 2020, mas ganhou força em 2021. São 352 novos equipamentos atendendo praticamente todo o Distrito Federal.

O SLU também finalizou a instalação dos 242 papa-recicláveis em pontos estratégicos e de comércio ou onde não existe a coleta seletiva porta a porta. Esses contêineres azuis recebem papel, plástico, papelão, metal e isopor.

Dois centros de triagem, localizados nos setores de Indústria e de Armazenagem e Abastecimento Norte, foram entregues pela autarquia. As unidades beneficiam mais de 120 catadores integrantes de quatro cooperativas e ajudam a aumentar a qualidade da reciclagem no DF.

Em 2021, o SLU lançou o aplicativo SLU Coleta DF, por meio do qual qualquer cidadão, com um tablet ou celular, consegue acessar, rapidamente, os dias e horários da coleta seletiva e convencional na sua região. Também é possível tirar dúvidas e receber informações sobre a gestão de resíduos

“O SLU foi muito atuante neste ano [2021]. Com o empenho do Governo do Distrito Federal, conseguimos avançar em várias ações que há muito tempo a população aguarda. Entregamos milhares de equipamentos de limpeza pública que já estão fazendo a diferença nas cidades, e ainda vamos entregar muito mais em 2022”, disse o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira.

Parques na rotina do brasiliense

A recuperação de infraestrutura nos parques da capital foi possível por causa do Reviva Parques. A regulamentação do programa, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto Brasília Ambiental, abriu caminho para parcerias públicas e privadas | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Os parques entraram definitivamente na rota do brasiliense em 2021. Foram o porto seguro para quem queria relaxar ou praticar exercício físico, com segurança. Principais protagonistas para garantir o bem-estar, físico e emocional da população, esses espaços, mesmo durante a pandemia de covid-19, receberam ações de preservação e manutenção. Somente em 2021, dez parques ecológicos foram recuperados.

A recuperação de infraestrutura nos parques da capital federal foi possível por causa do Reviva Parques. A regulamentação do programa, que é coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto Brasília Ambiental, abriu caminho para parcerias públicas e privadas. A união entre mais de 15 órgãos do DF, pessoas físicas, jurídicas e sociedade civil obteve excelentes resultados, com a reforma de parques deteriorados ou a implantação de novos espaços.

O Parque Ecológico de Santa Maria tem parquinho infantil, Ponto de Encontro Comunitário (PEC), quadras de areia e poliesportiva, pergolado ao ar livre e mesas com bancos de concreto | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Foi assim que, em 2021, os moradores de Santa Maria ganharam uma nova opção de lazer e de convivência. Inaugurado pelo governador Ibaneis Rocha em agosto, o Parque Ecológico de Santa Maria tem parquinho infantil, Ponto de Encontro Comunitário (PEC), quadras de areia e poliesportiva, pergolado ao ar livre e mesas com bancos de concreto. A infraestrutura é essencial para garantir lazer e bem-estar à população, assegurando, ao mesmo tempo, a preservação do meio ambiente.

Igualmente importante em 2021 foram as ações para a restituição à população do DF do Parque Ecológico Burle Marx, que integra uma área verde de 280 hectares entre a Asa Norte e o Noroeste. Considerado um corredor ecológico entre o Parque Nacional de Brasília e o Lago Paranoá, o local ainda preserva uma das maiores manchas de cerrado da cidade.

A efetiva devolução do parque para a comunidade começou com a retirada de 1.602 veículos que ocupavam há décadas o depósito do Departamento de Trânsito (Detran) na poligonal do Parque Ecológico Burle Marx, e com a assinatura, pelo governador Ibaneis Rocha, da ordem de serviço para as obras da primeira etapa de implantação do parque.

O ano de 2021 deixou uma boa perspectiva do restabelecimento do Burle Marx como parque ecológico – a unidade já está cercada, e a ciclovia com 5 km às margens da Avenida W7 foi concluída. O Instituto Brasília Ambiental, em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), já deu início também ao plantio no parque de 500 mudas de ipês de várias cores.

“O brasiliense ama a natureza, o seu verde. Não temos praia, e a maioria da população não tem acesso aos clubes. Por isso, os nossos parques são pontos de lazer de grande importância para o brasiliense”, explica o secretário de Meio Ambiente, José Sarney Filho. “Com a epidemia, passada a fase de maior isolamento, esses espaços ganharam ainda mais importância, por oferecerem grandes áreas de lazer ao ar livre”.

Combatendo os incêndios florestais

Em outra frente, e não menos importante, o Parque Águas Claras passou a ser uma base para combate aos incêndios florestais, a terceira do DF (as outras duas ficam na sede do Brasília Ambiental, na Asa Norte, e na Estação Ecológica de Águas Emendadas, em Planaltina).

A unidade dispõe de toda a estrutura, com veículos e equipamentos para dar celeridade e suporte no combate ao fogo. E vai atender, além de Águas Claras, Guará, Taguatinga, Samambaia, Brazlândia e Gama.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Cláudio Trinchão, avalia que o ano de 2021 foi significativo, com mais de 60 ações envolvendo as áreas fiscais, nos parques ecológicos, na agilidade nos licenciamentos e no combate aos incêndios nas unidades de conservação. “Criamos a Diretoria de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais [Dpcif], contratamos os brigadistas florestais e, com a nova sede no parque Águas Claras, poderemos, a cada ano, focar nas ações de prevenção que é de suma importância”, enfatiza.

“Para 2021, de acordo com o decreto nº 41.783, que determina estado de emergência ambiental no âmbito do Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha destinou crédito suplementar, no valor de R$ 3 milhões, que foi utilizado na contratação temporária de 150 brigadistas florestais, aquisição de equipamentos de proteção individual [EPIs] e de ferramentas necessárias para prevenção e o combate a incêndios florestais nas unidades de conservação do DF”, lembra Sarney Filho.

Meio ambiente em números

Em 2021, o portal do Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia) fez a diferença. A plataforma de inteligência ambiental-territorial da Sema, que compartilha dados do meio ambiente do DF, foi lançada em abril. Seis meses depois, em outubro, o Sisdia passou a integrar o Catálogo de Metadados do Diretório Nacional da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde), coordenado e gerido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O catálogo de Metadados reúne todos os dados geoespaciais produzidos pelas instituições governamentais brasileiras. A Sema participa agora do Inde juntamente com outras 30 instituições brasileiras.

Serviço Veterinário Público (Hvep) dobra atendimento em 2021

O Hvep dobrou o número de atendimentos diários para cães e gatos; as senhas distribuídas passaram de 50 para 100 | Foto: Divulgação Hvep

Administrado pelo Instituto Brasília Ambiental, o Serviço Veterinário Público (Hvep) ampliou o espaço físico, aumentou o número de profissionais, dobrou o número de atendimentos diários e realizou convênios com três clínicas veterinárias para a castração de cães e gatos.

A expansão no atendimento ao público foi uma realidade. O Hvep dobrou o número de atendimentos diários para cães e gatos – as senhas distribuídas passaram de 50 para 100. A equipe de atendimento também aumentou. Hoje já são 55 funcionários, entre veterinários, assistentes, pessoal de apoio e recepção, 23 profissionais a mais do que no ano passado.

 

 

 

 

 

 

 

 

Meio ambiente e sustentabilidade em números

 

 

Parques ecológicos

 

316 mil – foi a média mensal de visitantes aos parques ecológicos

36 mil pessoas – média mensal de visitantes ao monumento Dom Bosco, no Lago Sul

28.400 visitantes por mês – parque Olhos D’Água, na Asa Norte

28 mil pessoas por mês – parque Águas Claras

 

Licenciamento ambiental

 

351 – autorizações/licenciamentos ambientais

 

Serviço Veterinário Público

 

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