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22/2/22 às 16:39

Distrito Federal inicia o ano com queda no desemprego

Com 73 mil novos postos de trabalho, taxa de ocupação registrou crescimento nos últimos 12 meses

Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

“O registro do aumento do número de ocupados reflete a melhora do mercado de trabalho e o maior leque de oportunidades que a recuperação da economia oferece” - Clarissa Schlabitz, diretora de Estudos e Políticas Socioeconômicas da Codeplan

O Distrito Federal segue firme na retomada da economia, conforme aponta a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) apresentada na manhã desta terça-feira (22). Elaborado pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o levantamento mostra que entre janeiro de 2021 e de 2022 a taxa de desemprego total diminuiu 1,1 ponto percentual, ao passar de 18,1% para 17%, em números absolutos.

A justificativa para a queda do desemprego é o aumento do nível ocupacional (73 mil novos postos de trabalho) superior ao acréscimo da População Economicamente Ativa  (PEA) – 64 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho –, ou seja, a estimativa de pessoas ocupadas aumentou de 1.314 mil para 1.387 mil nos últimos 12 meses.

Setor da construção civil é um dos que contribuíram para a queda do desemprego | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

“O registro do aumento do número de ocupados, quando comparado janeiro deste ano a janeiro de 2021, reflete a melhora do mercado de trabalho e o maior leque de oportunidades que a recuperação da economia oferece”, resume a diretora de Estudos e Políticas Socioeconômicas da Codeplan, Clarissa Schlabitz.

Assim, o contingente de desempregados na capital federal caiu de 291 mil para 283 mil. Já a taxa de participação – pessoas com 14 anos e mais englobadas no mercado de trabalho, empregadas ou desempregadas – cresceu de 64% para 65,5%.

Os setores de serviços, comércio e reparação, construção civil e indústria de transformação foram os que mais contribuíram para o crescimento das ocupações, além do aumento do número de assalariados no setor privado com e sem carteira assinada e do agregado de demais posições.

“Como um dos fatores que fortalecem a possibilidade de continuidade do declínio do desemprego, estão as sinalizações de contratação pelo setor público e pelo setor privado, com carteira assinada”, explica a economista Lúcia Garcia, técnica do Dieese.

Comparação mensal

Comparando com dezembro de 2021, a taxa da PEA aumentou de 15,9% para 17%, assim como a taxa de participação, que saltou de 64,8% para 65,5%. A justificativa para a elevação foi o aumento da PEA (mais 19 mil pessoas na força de trabalho), já que o número de ocupados ficou relativamente estável (menos 1.000 postos de trabalho).

A relativa estabilidade desse número de ocupados decorreu da redução dos postos de trabalho na construção, de um lado, e de pequenas variações positivas na indústria e no setor de serviços, de outro. Quanto à forma de inserção, essa estabilidade decorre do aumento do assalariamento no setor privado e no setor público e de decréscimo do número de trabalhadores autônomos, de empregados domésticos e de ocupados nas demais posições.

“A apuração das primeiras informações de 2022 demonstra que um misto de sazonalidade, impactos da [variante da covid-19] Ômicron e dos efeitos inflacionários chegaram ao novo ano gerando impasses que devem ser diluídos ao longo do primeiro trimestre”, avalia a economista Lúcia Garcia. Se, mesmo diante desse cenário, os índices de desemprego seguem em queda, as projeções dos economistas sinalizam otimismo.

*Com informações da Codeplan

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