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4/5/22 às 16:45

Guerra ao mosquito da dengue no Lago Norte

Agentes de vigilância ambiental estão realizando inspeção casa a casa na região para eliminar possíveis focos do mosquito

Agência Brasília* | Edição: Rosualdo Rodrigues

Um mutirão de inspeção casa a casa está sendo realizado nestas quarta (4) e quinta-feira (5) nas casas do Lago Norte, com o objetivo de eliminar possíveis focos do mosquito transmissor da dengue. Cerca de 160 agentes estão distribuídos entre as QIs, QLs , MIs, MLs e Taquari, fazendo a abordagem dos moradores e inspecionando as áreas que podem acumular água e servir de criadouro do Aedes Aegypti.

É comum que moradores, por esquecimento, deixem pratos e vasos de plantas com um pouco de água, o suficiente para a reprodução do mosquito | Foto: Secom/AR Lago Norte

Durante as inspeções é realizada a orientação aos moradores quanto aos cuidados com os depósitos considerados potenciais criadouros de mosquitos e, quando necessário, é realizado o tratamento focal utilizando larvicida.

Vale ressaltar que o Núcleo de Vigilância Ambiental Norte atua durante o ano inteiro com ações de combate à dengue na região. Na Granja do Torto e nas áreas rurais do Lago Norte, por exemplo, há agentes fixos que fazem as inspeções nas residências rotineiramente.

“O maior número de casos está nas casas habitadas, não nas casas fechadas ou nos lotes vazios, como muitos pensam” Ozenilde Miranda, chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental Norte

Marco Aurélio Ferreira, morador do Lago Norte há dez anos, tem o cuidado de manter o quintal inspecionado. Semanalmente ele faz a limpeza da piscina e paralelamente dá uma olhada em cada cantinho para não deixar nada acumulando. “Mesmo com todos os cuidados, acho ótima a visita dos agentes. Somente este ano já vieram três vezes”, declara o morador.

“O maior problema do Lago Norte é a desatenção da população, que não cuida das próprias casas e, muitas vezes, não segue as recomendações dadas pelos agentes das equipes de vigilância durante as inspeções. O maior número de casos está nas casas habitadas, não nas casas fechadas ou nos lotes vazios, como muitos pensam”, afirma a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental Norte, Ozenilde Miranda.

Capas protetoras de piscinas também costumam acumular água. “O sol elimina um pouco, mas o que sobra é suficiente para se tornar um foco”, diz a agente Michely Soares

Hilton Garbim, morador há 30 anos da MI 9, conta que após uma visita dos agentes optou por esvaziar um espelho d’água que tinha na frente de casa, pois, mesmo com adição de cloro, os agentes encontraram foco do mosquito. “Sinto-me mais seguro tendo essa vistoria dos agentes, porque às vezes nós, moradores, acabamos nos acostumando com alguma coisa que não está correta, que passa despercebido no dia a dia, e aí vem um agente e alerta. Faz toda a diferença”, afirma o morador.

O que Hilton diz é confirmado pela agente de Vigilância Ambiental Michely Soares. De acordo com ela, muitas vezes por esquecimento do morador, os pratos e vasos de planta ficam com um pouco de água, o suficiente para a reprodução do mosquito.

“Muita gente não dá atenção para as capas protetoras das piscinas, por exemplo, e por cima da capa acumula água. A ação do sol elimina um pouco, mas o que sobra já é suficiente para se tornar um foco. A gente sempre pede para que seja verificado”, alerta.

O administrador do Lago Norte, Anderson Tolêdo, lembra que, se cada morador fizer a sua parte, tirando dez minutos do seu dia, uma vez por semana, já é suficiente para eliminar possíveis focos.

“Como as pessoas estão voltando às atividades normais pós-pandemia, estão ficando menos tempo em casa para fazer essas vistorias. Isso pode ser um dos motivos do aumento no número de casos. Por isso é tão importante receber os agentes de vigilância que nos ajudam com esse olhar treinado para eliminar os focos”, explica.

*Com informações da Administração Regional do Lago Norte

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