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4/10/22 às 16:47

Projeto já levou mais de 10 mil alunos da rede pública aos parques do DF

Além do contato com a natureza, garotada aprende questões como consumo consciente e cuidados com o meio ambiente

Lúcio Flávio, da Agência Brasília | Edição: Renata Lu


Brasília, 12 de setembro de 2022 –
Estudante da Escola Classe da 108 Sul, Ana Clara Peixoto está aprendendo sobre alimentação saudável e cerrado no 3º ano do ensino fundamental. Assuntos abordados na sala de aula que ela e outros quase 40 alunos da instituição de ensino veem complementando com temas como cuidados com a natureza e os vários tipos de vegetação, durante visita ao Parque Ecológico do Riacho Fundo, dentro do projeto Parque Educador do Brasília Ambiental.

Dois professores da Secretaria de Educação do DF são destacados para uma dessas seis unidades que abraçam o projeto Parque Educador, sendo responsáveis por receber as escolas e planejar as atividades que acontecem ao longo de uma manhã | Fotos: Paulo H. Carvalho /Agência Brasília

“Muito legal esse passeio pelo parque com os colegas da escola. É uma aula que nunca tive, estou gostando muito”, diz a garota, exultante. “É importante aprender sobre a natureza, os animais, porque, se não tiver natureza, as árvores, a gente fica sem oxigênio para respirar”, diz, mostrando que aprendeu o dever de casa.

“Essa geração é mais urbana, então é preciso e fundamental criar essa relação dos pequenos com os parques e a natureza desde cedo” Luiz Felipe Blanco de Alencar, educador ambiental do Ibram e coordenador do projeto

Uma parceria do Brasília Ambiental com a Secretaria de Educação (SEE-DF), desde 2018 a iniciativa já levou mais de 10 mil pupilos da rede pública a seis reservas ecológicas do DF. É uma média de 52 escolas cadastradas por semestre. Além do Riacho Fundo, integram a iniciativa o Parque Ecológico de Águas Claras, Parque Ecológico Saburo Onoyama, Parque Ecológico Três Meninas, Parque Ecológico Dom Bosco e Estação Ecológica de Águas Emendadas. Só escolas públicas do DF podem fazer as inscrições no site do Brasília Ambiental.

“Com o fim da pandemia e a volta às aulas presenciais, esse tipo de demanda aumentou, com mais de 200 inscrições para 72 vagas”, conta o educador ambiental do Brasília Ambiental e coordenador do projeto, Luiz Felipe Blanco de Alencar. “É um casamento perfeito entre as escolas, que têm muitos alunos, e os parques, espaços que ficam ociosos durante a semana”, destaca.

Alunos fazem trilhas, participam de oficinas de pintura, reciclagem de papel, produção de mudas, além de terem contato com viveiros e jardins medicinais

Além de fortalecer a questão da Educação Ambiental entre a garotada, a experiência do contato direto com a natureza proporciona experiências sensoriais e afetivas únicas na turma. “Essa geração é mais urbana, então é preciso e fundamental criar essa relação dos pequenos com os parques e a natureza desde cedo”, reforça o educador ambiental do Brasília Ambiental, Luiz Felipe. “O simples fato da criança for a um parque, sentar embaixo da sombra de uma árvore e não fizer nada já é uma grande aventura para ela, uma experiência marcante”, observa.

Conscientização

Na prática, dois professores da Secretaria de Educação são destacados para uma dessas seis unidades que abraçam o projeto Parque Educador, sendo responsáveis por receber as escolas e planejar as atividades que acontecem ao longo de uma manhã. Além de participar de trilhas, ter contatos com árvores e plantas, os alunos visitantes participam de oficinas de pintura com tinta de solo (produzidas na terra), reciclagem de papel, produção de mudas, além de terem contato com viveiros e jardins medicinais.

“Uma coisa é você ensinar em sala de aula sobre esse tema da ecologia, do verde, outra é eles terem o contato na prática”, destaca Dayanne de Souza, professora da Escola Classe 108 Sul

“É importante e gratificante para a gente porque se trata de oportunidade única dessas crianças interagirem com a natureza e trabalharem questões fundamentais como o consumo consciente, a conscientização de se sentir bem, de se preocupar com o meio ambiente, com o amanhã cuidando do verde”, destaca a professora e psicóloga da SEE-DF, Ana Maria Bastos de Carvalho. “Para a gente, é muito prazeroso poder proporcionar para esses alunos a vivência e o aprendizado do contato com a natureza”, salienta também a professora da SEE-DF e bióloga, Mercy Santos Oliveira.

Professora do 3º ano da Escola Classe 108 Sul, Dayanne de Sousa reforça a importância dessa experiência empírica pelos parques do DF. “Uma coisa é você ensinar em sala de aula sobre esse tema da ecologia, do verde, outra é eles terem o contato na prática”, observa. “Só o fato de ter contato com a natureza já é um ponto positivo, essa experiência fica marcada neles”, diz.

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