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5/11/22 às 10:08, Atualizado em 5/11/22 às 12:41

Exposição gratuita mostra fotos de mulheres resistentes em todo o mundo

Evento realizado no Eixo Cultural Ibero-Americano é organizado pela Embaixada dos Países Baixos e conta com apoio do GDF

Lúcio Flávio, Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

“Uma fotografia vale por mil palavras”. A frase é um clichê, mas no caso da exposição Resiliência – Histórias de mulheres que inspiram mudanças, em cartaz deste sábado (5) ao dia 20 na Galeria Fayga Ostrower, do Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), o chavão é pertinente e potente. Sobretudo por valorizar a luta e o desafio de cidadãs em várias comunidades mundo afora e suscitar questões como sexismo, violência e igualdade de gênero e direitos reprodutivos.

Uma realização da Embaixada dos Países Baixos e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), em parceria com o Escritório de Assuntos Internacionais do GDF, a mostra conta com trabalhos de 17 fotógrafos de 13 nacionalidades premiadas nos concursos da  organização independente World Press Photo entre 2000 e 2021. A entrada é gratuita.

A mostra conta com trabalhos de 17 fotógrafos de 13 nacionalidades. A imagem acima é de autoria de Jonathan Bachman | Fotos: Divulgação

“É especialmente gratificante receber em Brasília essa exposição, não somente pelo acervo de fotografias dos renomados artistas internacionais, mas também pela importância desse trabalho para a visibilidade e o diálogo sobre igualdade de gênero”, destaca a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais, Renata Zuquim.

Universais e impactantes em sua beleza realista, as fotos mostram a evolução do olhar fotojornalístico na forma de retratar as mulheres e suas narrativas no século 21. Entre os instantâneos, está Finding Freedom in the Water, da fotógrafa Anna Boyiazis, que conta a história de alunas de uma escola primária aprendendo a nadar e a realizar salvamento na praia de Muyuni, Zanzibar, na África.

‘Crying for Freedom’, foto de Forough Alaei

Clique da iraniana Forough Alaei, Crying for Freedom registra o ato de bravura de mulheres que arriscam a própria pele para assistir a uma partida de futebol. No país dos aiatolás, uma teocracia, mulheres são proibidas de entrar em estádios.

A exposição inclui ainda fotos de Finbarr O’Reilly, Maika Elan, Catalina Martin-Chico, Pablo Tosco, Olivia Harris, Terrell Groggins, Jonathan Bachman, Heba Khamis, Daniel Berehulak, Robin Hammond, Diana Markosian, Jan Grarup, Magnus Wennman, Irina Werning e Fulvio Bugani.

Segundo dados da World Press Photo, as mulheres representam apenas 26,1% de cerca de 35.500 bancadas parlamentares, 22,6% de mais de 3.400 ministérios e 27% de todas as posições de gerência. A violência contra a classe prevalece como uma grave ameaça global e um problema de segurança, salienta a entidade que criou o concurso de fotos.

“São fotos de mulheres que inspiram mudanças, transmitindo o compromisso dos Países Baixos com os direitos das mulheres, a igualdade de gênero e a justiça”, afirma o embaixador dos Países Baixos, André Driessen. “São vozes múltiplas, que oferecem maior compreensão sobre como as mulheres e os desafios relacionados ao gênero evoluíram no século 21. A violência contra as mulheres prevalece como uma grave questão global de saúde e proteção.”

Fotografia de Catalina Martin-Chico destaca a importância da amamentação

Criado em 1955 por um grupo de fotógrafos holandeses, o concurso da World Press Photo tem desde então o objetivo de apresentar trabalhos do segmento a um público internacional.

Serviço
→Exposição: Resiliência – Histórias de mulheres que inspiram mudanças
→Data: De sábado (5) ao dia 20
→Endereço: Eixo Cultural Ibero-americano, na Galeria Fayga Ostrower – Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural Lote 2 (antiga Funarte)
→Visitação: De terça-feira a domingo, das 12h às 18h; e aos fins de semana, das 10h às 18h.

 

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