13/09/2023 às 10:45

Centro especializado em diabetes e hipertensão reforça atendimento

Carga horária de toda a equipe do Cedhic, que também atende casos de insuficiência cardíaca, foi ampliada; local passa a funcionar 20 horas por semana, às terças e quintas-feiras, das 7h às 12h e das 13h às 18h

Por Agência Brasília* I Edição: Débora Cronemberger

Voltado para o atendimento de pacientes com alto ou muito alto risco, o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), localizado no Hospital Regional do Guará (HRGu), teve ampliação de carga horária de toda a equipe. Desta terça-feira (12), o local funciona 20 horas por semana, 10 horas a mais que a escala anterior. Os atendimentos ocorrem todas as terças e quintas-feiras, das 7h às 12h e das 13h às 18h.

No Cedhic, o paciente é atendido por uma equipe integrada e composta por cardiologista, endocrinologista, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, assistente social, enfermeiro e técnico de enfermagem | Fotos: Divulgação/Agência Saúde-DF

“Conseguimos recrutar pessoal e corrigir alguns processos de trabalho. Com isso, será possível ampliar a oferta de serviços aos usuários. Nossa expectativa é que o número de atendimentos dobre, pois é um serviço que abarca diversas especialidades. Esta é uma grande vitória”, comemora o superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Ronan Araújo Garcia.

[Olho texto=”“Aqui no Cedhic o paciente será acompanhado por todos os profissionais em uma única manhã ou tarde. Ofertamos o melhor atendimento aos nossos usuários e evitamos deslocamentos desnecessários”” assinatura=”Lilian Bering, gerente de Atenção Secundária da Região Centro-Sul” esquerda_direita_centro=”esquerda”]

Ao todo, 60 pacientes da rede pública do DF diagnosticados com diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca de alto ou muito alto risco, recebem, mensalmente, atendimento personalizado e de forma integrada no Cedhic. No local, o usuário é atendido por uma equipe composta por cardiologista, endocrinologista, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, assistente social, enfermeiro e técnico de enfermagem. Para otimizar a consulta, o paciente recebe assistência de todas as especialidades em uma única ida ao centro.

De acordo com a gerente de Atenção Secundária da Região Centro-Sul, Lilian Bering, a finalidade é melhorar a qualidade de vida das pessoas que fazem acompanhamento no centro, reduzindo o número de internações e, consequentemente, o número de óbitos por complicações causadas por diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca.

“Meu atendimento é nota mil”, diz Maria Divina Souza, que é acompanhada há dois anos no Cedhic

“Aqui no Cedhic o paciente será acompanhado por todos os profissionais em uma única manhã ou tarde. Ou seja, conseguimos resolver a situação dele em um dia. Se precisar ser direcionado para outras áreas, encaminhamos; se precisar de exames, entregamos o pedido. Dessa forma, ofertamos o melhor atendimento aos nossos usuários e evitamos deslocamentos desnecessários”, destaca a gerente.

[Olho texto=”A porta de entrada dos pacientes são as UBSs, que realizam o primeiro atendimento dos paciente, avaliam cada caso e direcionam aqueles de alto e muito alto risco às atenções secundária ou especializada” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”]

Cada profissional tem acesso ao plano de autocuidado, um formulário onde as informações são disponibilizadas. Em cada etapa, ele é preenchido com a avaliação do especialista e do próprio paciente, que participa ativamente respondendo perguntas como: “Para melhorar a minha saúde, o que é importante para mim?” e outras.

A avaliação vai sendo construída conforme avança o circuito. O profissional seguinte obtém informações da etapa anterior, podendo assim elaborar, em conjunto, uma análise mais ampla da situação do paciente. Ao fim do atendimento, a última área fecha o plano de autocuidado, que também fica disponível aos profissionais da Atenção Primária, nas unidades básicas de saúde (UBSs).

Integração

A porta de entrada dos pacientes são as UBSs, que realizam o primeiro atendimento dos paciente, avaliam cada caso e direcionam aqueles de alto e muito alto risco às atenções secundária ou especializada. Depois de passarem pelo circuito de assistência do centro, os usuários continuam sendo acompanhados pelas unidades básicas.

[Olho texto=”Atualmente, o Cedhic atende pacientes da UBS 3 do Guará, da UBS 2 do Riacho Fundo e da UBS 2 da Estrutural. Com a ampliação, passará a atender também a UBS Metropolitana do Núcleo Bandeirante” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”]

“Nesse modelo, realizamos o atendimento em conjunto e interdisciplinar dos pacientes, pois todas as equipes conversam entre si e isso integra a Atenção Secundária [especialidades] com a Primária [UBSs]”, destaca a gerente de Planejamento, Monitoramento e Avaliação da Atenção Secundária da Região Centro-Sul, Amanda Santos.

Atualmente, o Cedhic atende pacientes da UBS 3 do Guará, da UBS 2 do Riacho Fundo e da UBS 2 da Estrutural. Com a ampliação, passará a atender também a UBS Metropolitana do Núcleo Bandeirante. A Região Centro-Sul de Saúde compreende Guará, Estrutural/SCIA, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo e Riacho Fundo II e Park Way.

Atendida no centro há cerca de um ano, Kátia Ribeiro, 46, relata que gosta muito do acompanhamento realizado no local. “Já passo por todos os profissionais de uma única vez, e isso economiza tempo. Só não estou melhor de saúde porque reconheço que sou indisciplinada para seguir à risca as orientações. Às vezes não tomo a medicação certinha”, informa a paciente, que é hipertensa e tem diabetes.

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A aposentada Maria Divina Souza, 74, está no Cedhic há dois anos e só tem elogios para o serviço. “Meu atendimento é nota mil. Tenho problemas cardíacos graves e, além de vir aqui mensalmente, sou acompanhada pela equipe da UBS. Além disso, já me encaminharam daqui para a consulta no oftalmologista e no ortopedista”, relata.

Cedhic

Em 2020, a Região de Saúde Centro-Sul recebeu o primeiro Cedhic, núcleo especializado em atendimento ambulatorial, destinado a pacientes classificados como de alto e muito alto risco para hipertensão e diabetes.

Ao chegar ao local, o usuário passa pela triagem e pela sala de acolhimento, onde são verificados sinais vitais como frequência cardíaca, pressão arterial e temperatura, além de medidas – peso, altura e circunferências da barriga e tornozelo. Após essa primeira etapa, segue para a sala de enfermagem e depois, para as especialidades.

*Com informações da Secretaria de Saúde