17/11/2023 às 14:42, atualizado em 17/11/2023 às 19:11

Chorume do antigo Lixão da Estrutural é tratado no Aterro Sanitário

SLU contratou em junho serviço para transportar e tratar o líquido poluente restante na área onde hoje funciona a Unidade de Recebimento de Entulhos; próximo passo é a recuperação total do local. Cerca de 100 mil litros de resíduos são transportados diariamente para redução de danos ambientais

Por Agência Brasília* | Edição: Saulo Moreno

Desde junho de 2023, um novo serviço está sendo executado visando à recuperação ambiental da área do antigo Lixão da Estrutural, encerrado em 2018, onde funciona atualmente a Unidade de Recebimento de Entulhos (URE). Cerca de 100 mil litros de chorume remanescente têm sido transportados diariamente para a Estação de Tratamento do Aterro Sanitário de Brasília (ASB).

A Estação de Tratamento do Aterro Sanitário de Brasília recebe diariamente cerca de 100 mil litros de chorume remanescente do Lixão da Estrutural, um trabalho que visa recuperação ambiental da área desativada para essa atividade desde 2018 | Foto: Divulgação/SLU

“Por meio da contratação pelo SLU do serviço de sucção por bombeamento de chorume na URE e transporte e descarte em lagoa de acumulação do Aterro Sanitário, a intenção é diminuir a contaminação na área do antigo Lixão, até que seja contratada empresa especializada na elaboração dos estudos de Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC) para dar início à recuperação do local e desativar todas operações nesta área”, explicou o servidor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e gerente da URE, Gustavo Oliveira.

Atualmente, a URE recebe apenas resíduos da construção civil, que são considerados inertes, já que não geram gás nem chorume. Apesar disso, de acordo com Gustavo Oliveira, o SLU atua diariamente para reduzir os impactos deixados pelo funcionamento do antigo lixão.

[Olho texto=”“Para garantir a qualidade das águas superficiais e reduzir a contaminação do solo e águas subterrâneas, nós realizamos o monitoramento, a coleta, o transporte, o armazenamento e o tratamento do chorume. Além disso, o SLU acompanha a qualidade das águas superficiais de diferentes córregos, realizando análises laboratoriais periódicas por amostragem, previstas em contrato. Por meio de vistorias em campo, também é feito monitoramento dos drenos que queimam os gases gerados”” assinatura=”Gustavo Oliveira, gerente da URE” esquerda_direita_centro=”esquerda”]

“Para garantir a qualidade das águas superficiais e reduzir a contaminação do solo e águas subterrâneas, nós realizamos o monitoramento, a coleta, o transporte, o armazenamento e o tratamento do chorume. Além disso, o SLU acompanha a qualidade das águas superficiais de diferentes córregos, realizando análises laboratoriais periódicas por amostragem, previstas em contrato. Por meio de vistorias em campo, também é feito monitoramento dos drenos que queimam os gases gerados”, destacou o gerente da URE

Novos planos

A URE conta com o apoio de uma empresa especializada que promove estudos de monitoramento, além de manutenção e prevenção de riscos da área. Também atua no local o corpo técnico do SLU, formado por engenheiros civis, ambientais e de trabalho, além de biólogos.

Estudos do SLU preveem a vida útil remanescente da unidade em cinco anos, contados a partir de abril de 2022. Enquanto a URE segue em funcionamento dentro dessa perspectiva de vida útil, já está em andamento no SLU uma licitação para a contratação de estudos de novas áreas com vistas à instalação de um aterro para receber resíduos da construção civil (RCC). Após esse contrato, será dado sinal verde para implantação, operação e manutenção da nova área.

Reaproveitamento

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A nova área vai permitir também ampliar o reaproveitamento desse tipo de material. Hoje existe instalado um britador na URE que permite transformar diversos materiais recebidos em subprodutos da construção, como areia, rachão e brita.

“O local ainda tem capacidade de funcionamento por até quatro anos mas, nós do SLU, queremos, antes disso, fechar essa unidade e entregar uma nova área totalmente adequada para esse tipo de operação, cumprindo todos os requisitos legais e ambientais”, adianta o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira.

A URE recebe mensalmente mais de 123 mil toneladas de resíduos da construção civil. Parte desse material é utilizada para melhorar a trafegabilidade dentro da própria URE, enquanto outra parte é doada a entidades públicas, especialmente administrações regionais, para ser utilizada em obras como pavimentação de vias e melhoria de ramais.

*Com informações do SLU