notas oficiais

28/12/19 10:39
Atualizado em 28/12/19 às 11:13

Intolerância religiosa: Sejus presta apoio a templo umbandista incendiado

Agência Brasília
Representantes da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) acompanharam, nesta sexta-feira (27), os religiosos do Templo Umbandista da Cabocla Jurema, incendiado no último dia 25, até a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) e ao Ministério Público para que fossem feitas as denúncias e as providências necessárias. Entre os integrantes da equipe da Sejus estavam a coordenadora de Políticas de Promoção e Proteção da Liberdade Religiosa, Adna Santos, a Mãe Baiana, e a coordenadora de Comunidades e Povos Tradicionais, Edcleide Martins Honório, além do representante do Conselho Distrital de Diversidade Religiosa, Elianildo Nascimento. Na Decrin, foram recebidos pela delegada Ângela Maria dos Santos.
Também foi realizada uma visita à casa de religião de matriz africana, localizada entre Sobradinho e Planaltina. O local teve as portas arrombadas, objetos roubados e depois foi queimado. O Templo Cabocla Jurema é um dos mais antigos do Distrito Federal e completa 50 anos em janeiro de 2020. A suspeita é de que seja mais um caso de intolerância religiosa no Distrito Federal.
As religiões de matriz africana são as que mais sofrem com o preconceito. Esse grupo é vítima de 59% dos crimes de intolerância registrados na Decrin. Para promover no DF uma cultura de respeito ao direito das pessoas exercerem suas crenças, a Sejus tem uma Coordenação de Diversidade Religiosa na Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial para  implementar e debater políticas públicas nessa área. Também é responsável pelo Comitê Distrital de Diversidade Religiosa, colegiado formado por representantes do governo e da sociedade civil.