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Centro Ludovico Pavoni tem áreas de diagnóstico e reabilitação reformadas na Asa Norte

O Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal-LP), na Asa Norte, passou por reforma em áreas de diagnóstico, reabilitação e acolhimento de pacientes. Conveniada à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a unidade integra a rede de assistência do Governo do Distrito Federal (GDF) e atende crianças, idosos e pessoas com deficiência auditiva, intelectual e com transtorno do espectro autista (TEA). Especializado em reabilitação, o Ceal-LP oferece pelo Sistema Único de Saúde (SUS) serviços de avaliação, diagnóstico, intervenção terapêutica, adaptação de aparelhos auditivos e acesso ao sistema de frequência modulada (FM), entre outros atendimentos. A reforma contemplou espaços usados no atendimento de bebês, crianças pequenas, idosos e familiares. Foram feitas troca de telhado, forro e piso, pintura, retirada de infiltrações, adequações nas redes elétrica, hidráulica e lógica, instalação de elevador, escadas de incêndio e portas corta-fogo, além de ajustes na recepção da clínica audiológica. Segundo a direção do Ceal-LP, as obras receberam investimentos de cerca de R$ 1 milhão em emenda parlamentar da senadora Leila Barros. O investimento reforça a estrutura física de uma unidade que mantém atendimento pelo SUS por meio de convênio com a SES-DF. Especializado em reabilitação, o Ceal-LP oferece pelo Sistema Único de Saúde (SUS) serviços de avaliação, diagnóstico, intervenção terapêutica, adaptação de aparelhos auditivos e acesso ao sistema de frequência modulada (FM) | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília A coordenadora do Ceal-LP, Maria Inês Serra, afirma que a parceria com o poder público é decisiva para manter o atendimento às famílias. “Se a gente não tem a parceria do GDF, não consegue oferecer para essas famílias o que entende como diferencial na vida delas”, disse. “São crianças que mudam de vida por esse atendimento, com uma equipe robusta, com fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, neuropediatria e psiquiatria infantil”. Segundo Maria Inês, alguns espaços apresentavam limitações para o atendimento, realidade que mudou após a reforma. “Hoje temos um ambiente bonito, agradável, seguro, sem infiltrações, limpo e adequado para receber essas famílias”, aponta. O diretor do Ceal-LP, padre José Rinaldi, destacou que a reforma teve impacto direto em dois momentos centrais do atendimento: o diagnóstico e o início da reabilitação. “No diagnóstico, passam bebês e idosos. Na reabilitação, os bebês e as famílias são acolhidos para começar um caminho de estímulo, terapia e mudança de vida”, afirmou.   Para o padre, o cuidado com o ambiente também pesa na forma como pacientes e familiares enfrentam o tratamento. “A reforma nos deu a possibilidade de oferecer ambientes bonitos e agradáveis a bebês e idosos em momentos importantes da vida deles”, disse. “Quando o idoso perde a audição, corre o risco de se afastar da família e da sociedade. Com diagnóstico, aparelho adequado e acompanhamento, ele recebe uma nova qualidade de vida”. Atualmente, o Ceal-LP atende 420 crianças, segundo a coordenação da instituição. O centro oferece serviços como fonoterapia, psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, neuropediatria, psiquiatria infantil, otorrinolaringologia e assistência social. No caso da deficiência auditiva, o acesso ocorre pelo Sistema de Regulação (Sisreg), após encaminhamento de médico otorrinolaringologista da rede pública. Para reabilitação auditiva, deficiência intelectual e TEA, o acesso ainda não está regulado. Nesses casos, a unidade de saúde em que o usuário é atendido faz o encaminhamento ao Ceal-LP, que avalia o caso e orienta os próximos passos. Para o primeiro acesso, a família deve apresentar encaminhamento médico ou de especialista não médico da rede pública para entrada na lista de espera. Entre os exemplos do impacto do Ceal-LP está o de Lucas Vinícius Diniz, 22 anos; surdo desde o nascimento, ele começou a ser atendido na instituição ainda criança e hoje trabalha no local como auxiliar administrativo A prioridade para intervenção terapêutica contempla crianças de 6 meses a 7 anos, período considerado estratégico para o desenvolvimento. Segundo Maria Inês, a maior demanda hoje está no atendimento a crianças com autismo, com fila de espera superior a mil crianças. Uma história que volta ao ponto de partida Entre os exemplos do impacto do Ceal-LP está o de Lucas Vinícius Diniz, 22 anos. Surdo desde o nascimento, ele começou a ser atendido na instituição ainda criança e hoje trabalha no local como auxiliar administrativo. Com apoio da família e acompanhamento especializado, desenvolveu a comunicação oral, a leitura labial e o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Eu comecei aqui com uns 7 ou 8 anos. Tive o apoio dos meus pais e do padre, que me colocaram para ler. O primeiro livro foi O Pequeno Príncipe. Fui forçando a leitura labial”, contou Lucas. “Sem esse suporte, minha vida seria bem diferente.” Lucas usa implante coclear em um dos ouvidos. Sem o equipamento, sente apenas vibrações. Para ele, o acompanhamento recebido no Ceal-LP ajudou a enfrentar barreiras fora da instituição. “O mundo lá fora é difícil. Eu sei Libras, mas também é bom aprender português e outras formas de comunicação”, afirmou. Serviço Ceal-LP (SGAN 909, módulo B, Asa Norte) - Atendimento ambulatorial: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, exceto feriados. - Informações sobre acesso ao serviço, documentos e andamento de solicitações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3349-9944 ou presencialmente.

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Programa Trilha do Gestor fortalece lideranças na Saúde

O atendimento prestado aos pacientes nas unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) também passa pela formação de lideranças preparadas para conduzir equipes, organizar fluxos de trabalho e tomar decisões que impactam diretamente a assistência. Com esse objetivo, o instituto promoveu, nesta terça-feira (9), mais uma etapa do programa Trilha do Gestor, voltado para o desenvolvimento de lideranças assistenciais da rede. Participaram do encontro gestores dos hospitais Regional de Santa Maria e de Base | Foto: Divulgação/IgesDF “Momentos como este ajudam a desenvolver competências essenciais, como escuta ativa, tomada de decisão e condução das equipes de forma justa e equilibrada”  Niedja Bartira, gerente de Gestão do Cuidado do IgesDF O encontro, na sede administrativa do IgesDF, reuniu gestores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) em um ciclo de formação sobre liderança, processos institucionais e desenvolvimento humano. A iniciativa é conduzida pela Superintendência de Pessoas (Supes), por meio do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), dando continuidade à formação iniciada em janeiro deste ano. Representando o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, idealizador do programa, a gerente de Gestão do Cuidado, Niedja Bartira, enfatizou que a formação vai além da qualificação técnica: “Liderar exige preparo constante e sensibilidade para lidar com pessoas. Nem sempre existe um manual que ensine alguém a ser gestor. Por isso, momentos como este ajudam a desenvolver competências essenciais, como escuta ativa, tomada de decisão e condução das equipes de forma justa e equilibrada”. O programa Criado para desenvolver competências gerenciais, humanas e técnico-assistenciais, o Trilha do Gestor busca preparar lideranças para os desafios da gestão em saúde. A proposta parte do entendimento de que gestores mais qualificados contribuem para equipes mais organizadas, fluxos mais eficientes e atendimentos mais seguros e humanizados para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O programa combina encontros presenciais e atividades em ambiente virtual, com apoio da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). [LEIA_TAMBEM]Mediadora da formação, a analista do NUCDC Izabelle Fernandes resumiu: “Planejamos cada encontro para oferecer ferramentas práticas que auxiliem os gestores na condução das equipes e na compreensão dos processos institucionais que fazem parte do dia a dia da assistência”. A programação também destacou a importância da integração entre as áreas e do conhecimento dos processos institucionais. “Quando os gestores conhecem melhor os processos e atuam de forma integrada, conseguimos desenvolver estratégias mais eficientes e gerar impactos positivos para quem mais importa: os pacientes atendidos pelo SUS”, avaliou o assessor da Coordenação de Planejamento Estratégico do IgesDF, Túlio Cavallini. Entre os participantes estava a chefe do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do HRSM, Camila Araújo, que assumiu recentemente uma função de liderança na unidade. “Com iniciativas como essa, conseguimos acelerar nossa adaptação às novas funções, pois o programa oferece ferramentas importantes para enfrentar os desafios do dia a dia”, afirmou. “Quando saímos da zona de conforto e assumimos novos desafios, também encontramos oportunidades de crescimento”.    

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Ação na Praça do Buriti incentiva doação de sangue 

A Praça do Buriti recebe, nesta terça-feira (9), uma ação de doação de sangue como parte da campanha Junho Vermelho, de conscientização sobre a importância do gesto. Promovida pela Chefia Executiva de Integração e Inovação Social (Ceiis) em parceria com a Fundação Hemocentro de Brasília, o GDF Sangue Bom incentiva a mobilização e a participação da população e segue até as 16h. A iniciativa tem apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF).  “Hoje, estamos abraçando a campanha de doação de sangue, que já é uma ação institucional do GDF e dá continuidade a outras iniciativas. A novidade é que essas campanhas deixam de ser pontuais e passam a ser permanentes, com ações ao longo de todo o ano”, afirmou a governadora Celina Leão.  O primeiro-cavalheiro Fabrício Faleiro contou que a família sempre doou sangue e ressaltou a importância de a população manter esse hábito regularmente | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Coordenador da iniciativa e à frente da Ceiis, o primeiro-cavalheiro do DF, Fabrício Faleiro, revelou: “Sempre foi uma tradição na nossa família doar sangue”. Ao lado do filho, Pedro Leão, ele ressaltou: “A gente sempre fez questão de participar e ajudar dessa forma. Agora, poder contribuir mais diretamente com esse projeto é muito gratificante. E o mais importante é incentivar a população a manter esse hábito e doar sangue regularmente”.    Segundo a governadora, estão previstas outras ações coordenadas pela Ceiis: “Também estamos estruturando um trabalho de acolhimento para pessoas em situação de rua, em parceria com o gabinete do primeiro-cavalheiro, que vai contribuir nesse processo. Fico muito feliz de estar aqui, compartilhando esse momento e contando também com o apoio da minha família e do meu marido nesse projeto”. Incentivo à doação A programação na Praça do Buriti inclui coleta de sangue pela equipe do Hemocentro de Brasília, além de ações educativas, atividades de conscientização, cidadania e mobilização social. Osney Okumoto: "A regularidade nas doações garante que possamos realizar atendimentos com rapidez e eficiência" O presidente da fundação, Osney Okumoto, destaca que, atualmente, os estoques de sangue do DF estão em nível considerado razoável, mas reforça a importância de mantê-los sempre abastecidos para atender aos 17 hospitais públicos que recebem o sangue coletado. “Dessa forma, é possível atender qualquer necessidade de urgência ou emergência, em acidentes, em cirurgias ou casos de violência. Por isso, a disponibilidade de sangue é fundamental”, afirma. O presidente reforça a importância da doação contínua, especialmente por causa das plaquetas, hemocomponentes usados para estancar hemorragias, que têm validade de apenas cinco dias: “A regularidade nas doações garante que possamos realizar atendimentos com rapidez e eficiência”. A ação segue na Praça do Buriti até as 16h desta terça-feira A ação segue ao longo do dia, mas os interessados podem agendar a doação para qualquer data pelo site. Para doar, é necessário apresentar um documento oficial com foto e ter entre 16 e 69 anos — menores de idade precisam de autorização do responsável —, estar bem-alimentado e em boas condições de saúde. O Hemocentro também orienta que pessoas com sintomas de doenças respiratórias ou febre aguardem a recuperação antes de doar, já que esses casos geram inaptidão temporária e podem representar risco de transmissão aos pacientes que receberão o sangue. Ato de solidariedade  Francisca Santos doou sangue pela primeira vez: "Saber que posso ajudar a salvar até quatro vidas é bom demais" A programação também contou com o Gari Sangue Bom, evento que reuniu 36 garis do Distrito Federal para doação de sangue. “Desde 2024, desenvolvemos o projeto, que inspirou a ampliação da iniciativa. Neste ano, o GDF lançou o GDF Sangue Bom, uma campanha voltada para incentivar a doação de sangue. A proposta reúne comunidade, garis e servidores do Distrito Federal em uma grande mobilização solidária”, detalha a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz.  Quem participou da ação foi a Francisca Santos, 54 anos, gari há quatro anos e doadora de sangue pela primeira vez: “Vi uma reportagem no jornal dizendo que os estoques estavam baixos. Quando minha fiscal avisou no grupo que estavam selecionando pessoas para participar do Gari Sangue Bom, logo me inscrevi. Depois, ela me ligou dizendo que eu tinha sido sorteada, e hoje estou aqui. Estou amando a experiência. Saber que posso ajudar a salvar até quatro vidas é bom demais. E o processo é supertranquilo. A gente só deita, mexe a mão, e quando vê, já terminou. Nem dá para perceber.” [LEIA_TAMBEM]A primeira vez também foi compartilhada com Amanda Fernandes, 20, gari há sete meses, que reforça a importância do gesto: “É importante porque muitas pessoas precisam. A gente nunca sabe o dia de amanhã e, às vezes, pode ser a gente precisando. Esse ato é fundamental, tanto para bebês quanto para quem enfrenta complicações no parto. Por isso, é importante doar sempre. Eu pretendo doar várias vezes”. O evento contou ainda com a presença do Garizinho, personagem educativo do SLU, que promoveu atividades de conscientização e educação voltadas à população. A Praça do Buriti também recebeu apresentações do Teatro do Detran, com informação e conscientização de forma lúdica e interativa para crianças, jovens e adultos.

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Pesquisa de profissional da ESP/DF recebe prêmio internacional

Uma pesquisa desenvolvida por Beatriz Maciel, ex-aluna da 11ª turma do mestrado profissional em Ciências para a Saúde da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) e servidora da Secretaria de Saúde (SES-DF),  recebeu reconhecimento internacional na 22nd Biennial International Conference on Human Retrovirology: HTLV and related viruses, realizada na Filadélfia (EUA) entre os dias 3 e 6 deste mês. A pesquisa “Impact of antenatal HTLV-1/2 screening on vertical transmission in Distrito Federal, Brazil” demonstra a eficácia de medidas adotadas no Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir a transmissão vertical do HTLV, vírus que pode passar da mãe para o bebê durante a gestação, no parto ou na amamentação. O trabalho em formato de pôster recebeu a premiação Runner Up Poster Prize, um reconhecimento internacional pela qualidade científica, clareza da apresentação e relevância do tema. Os resultados mostraram que a identificação precoce das gestantes, aliada à adoção de medidas preventivas, como a não amamentação, o uso de cabergolina e a oferta de fórmula láctea infantil, contribuíram para interromper a transmissão do vírus da mãe para o bebê. O trabalho foi resultado da dissertação de mestrado da servidora, intitulada “Transmissão vertical do vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) no Distrito Federal: uma realidade?”, orientada pela docente Aline Imoto. “Foi um momento muito emocionante, porque esse reconhecimento internacional valoriza uma pesquisa produzida a partir da realidade do SUS e voltada para um problema de saúde pública ainda pouco visibilizado”, destaca Beatriz Maciel. Segundo a pesquisadora, o estudo permitiu identificar desafios na organização da linha de cuidado e na orientação às mulheres e famílias acompanhadas pelos serviços de saúde | Foto: Divulgação Fapecs/DF DISSERTAÇÃO Segundo a pesquisadora, o estudo permitiu identificar desafios na organização da linha de cuidado e na orientação às mulheres e famílias acompanhadas pelos serviços de saúde. “O HTLV ainda é uma infecção pouco conhecida, apesar de seus impactos na saúde e do risco de transmissão vertical. Ao produzir dados locais e materiais educativos, a pesquisa contribui para dar visibilidade ao tema, apoiar profissionais de saúde e qualificar a orientação às gestantes e famílias”, afirma. O Distrito Federal realiza a testagem para HTLV no pré-natal desde 2013, antes mesmo da incorporação nacional do exame pelo SUS, o que contribuiu para a construção de uma experiência local relevante para a prevenção da transmissão vertical. “Esse reconhecimento internacional valoriza uma pesquisa produzida a partir da realidade do SUS e voltada para um problema de saúde pública ainda pouco visibilizado” Beatriz Maciel, pesquisadora   Além da dissertação, a pesquisa resultou na produção de cartazes e materiais educativos destinados a profissionais de saúde, gestantes e familiares, ampliando o alcance das informações sobre prevenção e cuidado. O desenvolvimento desses produtos contou com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Para Beatriz Maciel, a principal contribuição do trabalho está na aproximação entre a produção científica e a prática dos serviços de saúde. “É uma pesquisa que nasce de uma demanda concreta da saúde pública e dialoga diretamente com a necessidade de organizar melhor a resposta ao HTLV no SUS”, disse. Segundo Beatriz, “ela une vigilância, assistência, educação em saúde e produção de tecnologias aplicadas ao cuidado”. O que é o HTLV O HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas) foi o primeiro retrovírus humano oncogênico causador de doença infecciosa a ser descoberto, na década de 1980. Esse vírus infecta principalmente as células do sistema imunológico (LT CD4+) e possui a capacidade de imortalizá-las, fazendo com que percam sua função de defender o organismo. As formas de transmissão do HTLV são a vertical (de mãe infectada para o filho) durante a amamentação e, mais raramente, durante a gestação, relação sexual desprotegida (sem uso de preservativo) com parceiro infectado e o compartilhamento de seringas e agulhas.   *Com informações da Fapecs

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Em até 90 dias, 31% do CAD-DF estará ocupado por órgãos do GDF, anuncia governadora

Em até 90 dias, 31% do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), antigo Centrad, estará ocupado por órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) em coletiva de imprensa conduzida pela governadora Celina Leão, que classificou a medida como um passo histórico para reduzir gastos com aluguel, descentralizar serviços públicos e impulsionar o desenvolvimento da região entre Taguatinga e Ceilândia. Nesta primeira etapa, cinco secretarias serão transferidas integralmente para o complexo, enquanto Casa Civil, Casa Militar e Secretaria de Governo passarão a funcionar parcialmente no local. Inicialmente, cinco blocos serão ocupados no complexo, que dispõem de capacidade para receber até 1.638 servidores. A ocupação marca o início da utilização efetiva do empreendimento após mais de uma década de impasses judiciais e administrativos. A primeira pasta a iniciar a mudança será a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF). Também estão previstas as transferências da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), da Secretaria de Mobilidade (Semob), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e da DF Legal. “A decisão da ocupação do CAD-DF não é só em termos de economia de aluguel, mas também uma decisão em termos de mobilidade e descentralização aqui da capital, para que a gente possa ter uma mobilidade mais fluída e outros tipos também de localização estratégica aqui no Distrito Federal”, afirmou a governadora Celina Leão | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo a governadora, a mudança será de forma gradual e integra uma estratégia de redução de despesas e descentralização da administração pública. “A decisão da ocupação do CAD-DF não é só em termos de economia de aluguel, mas também uma decisão em termos de mobilidade e descentralização aqui da capital, para que a gente possa ter uma mobilidade mais fluida e outros tipos também de localização estratégica aqui no Distrito Federal”, afirmou Celina Leão. As secretarias selecionadas para esta primeira etapa já estavam próximas do vencimento ou da renovação de contratos, o que deve evitar gastos com multas rescisórias. A expectativa é ampliar gradualmente a ocupação do complexo até sua utilização integral. “A decisão de ocupar o CAD-DF é uma decisão histórica. Ela demonstra o nosso compromisso de economia de recursos públicos, gastar naquilo que a população tem mais prioridade”, reforçou Celina Leão. Economia e descentralização O governo calcula que os contratos de aluguel atualmente mantidos pelas secretarias representam cerca de R$ 14 milhões por mês. Atualmente, o GDF desembolsa cerca de R$ 168 milhões por ano com locações de imóveis. Apenas as cinco pastas que serão integralmente transferidas nesta primeira etapa somam uma economia anual superior a R$ 18 milhões. A economia deve crescer gradualmente conforme novas etapas de ocupação forem implementadas. “A decisão de ocupar o CAD-DF é uma decisão histórica. Ela demonstra o nosso compromisso de economia de recursos públicos, gastar naquilo que a população tem mais prioridade” Governadora Celina Leão Para a governadora, a instalação dos órgãos públicos no complexo também deve impulsionar o desenvolvimento econômico da região. “Eu acho que vai valorizar os imóveis que estão ali ao redor, vai valorizar o metro quadrado de Taguatinga. Não somente Taguatinga, mas Ceilândia também tem muito a ganhar com isso”, acrescentou. A estimativa apresentada é que, ao longo dos próximos anos, os recursos economizados possam ser direcionados para investimentos em áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Mudança sem novas licitações A ocupação será feita com o reaproveitamento do mobiliário e dos equipamentos já existentes nas secretarias. A previsão é que os gastos se concentrem apenas em pequenos reparos e adequações necessárias para o funcionamento dos blocos que serão utilizados nesta primeira fase. A infraestrutura do complexo já conta com sistemas modernos de tecnologia, climatização e gestão predial, permitindo a ativação gradual dos espaços conforme a necessidade de ocupação. No momento, as equipes técnicas do GDF trabalham na impermeabilização do teto, pintura da parte interna e instalação de tomadas e cabos para a instalação das novas estações de trabalho. As intervenções são necessárias para adequar os blocos que serão ocupados nesta primeira etapa. Próximas etapas Para ampliar a utilização do empreendimento, a Secretaria de Obras já trabalha na elaboração dos projetos necessários para a construção de dois novos viadutos de acesso ao complexo. As intervenções vão permitir avançar para a ocupação de 100% do CAD-DF. “É bom lembrar que investir em infraestrutura viária é investir na cidade como um todo. As obras vão permitir a ocupação de 100% do CAD-DF, mas vão beneficiar toda a região”, pontuou Celina Leão. Valter Casimiro, secretário de Obras e Infraestrutura do DF Além das áreas destinadas às secretarias, o espaço conta com uma área comercial integrada à estação de metrô. A intenção do governo é estudar a concessão desses espaços para exploração comercial, utilizando a receita obtida para ajudar a custear a manutenção do complexo. Segurança jurídica Durante a apresentação, foi ressaltado que não há impedimentos jurídicos para a ocupação da área. O Habite-se e o Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) já foram emitidos para a primeira etapa da ocupação, garantindo segurança jurídica para a transferência dos órgãos públicos. O terreno onde o complexo foi construído permanece sob propriedade do Distrito Federal. Estrutura e localização Localizado entre Taguatinga e Ceilândia, o CAD-DF está próximo a uma estação do metrô e ao terminal rodoviário da região, facilitando o acesso de servidores e cidadãos. A expectativa do governo é que a presença dos órgãos públicos impulsione a economia local e fortaleça o comércio. O modelo segue uma tendência já adotada por 22 estados brasileiros, que concentram parte de suas estruturas administrativas em centros integrados para aumentar a eficiência da gestão pública e facilitar o atendimento à população.  

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Concurso da carreira de Desenvolvimento Social abre inscrições para 1.197 vagas imediatas  

Estão abertas, a partir desta terça-feira (9), as inscrições para o concurso da carreira de Desenvolvimento e Assistência Social. São 1.197 vagas imediatas, além do cadastro reserva, para as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e da Mulher (SMDF). Os candidatos devem se inscrever até 13 de julho no site do Instituto Quadrix, banca responsável pela organização do certame. As inscrições custam R$ 84 para o cargo de técnico e R$ 113 para o cargo de especialista, com isenção de taxa para doadores de sangue, de medula óssea, beneficiários de programas sociais do Governo do Distrito Federal (GDF) e hipossuficientes. Vale ressaltar que o período para pedir isenção do pagamento da taxa de inscrição já está encerrado.  Edifício-sede da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, na Asa Norte, em Brasília "A chegada de novos profissionais vai ampliar nossa capacidade de atendimento, qualificar ainda mais os serviços oferecidos à população em situação de vulnerabilidade e fortalecer a rede de proteção social em todas as regiões administrativas" Giselle Ferreira, secretária de Desenvolvimento Social Os candidatos que desejarem solicitar atendimento especializado para concorrer às vagas reservadas para pessoa com deficiência (PcD), pessoa preta ou parda (PPP) e hipossuficiente (Hipo) e que declararem exercício da função de jurado para fins de desempate devem anexar os documentos comprobatórios por sistema eletrônico de inscrição até 13 de julho, por meio de link específico.  Investimento importante "A realização deste concurso representa um importante investimento no fortalecimento da rede de proteção social do Distrito Federal. A chegada de novos profissionais vai ampliar nossa capacidade de atendimento, qualificar ainda mais os serviços oferecidos à população em situação de vulnerabilidade e fortalecer a rede de proteção social em todas as regiões administrativas", destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. [LEIA_TAMBEM]São 529 vagas imediatas para a Sedes-DF, 368 para a SMDF e 300 para a Sejus-DF. Para os cargos de técnico (nível médio), serão preenchidas vagas para agente social (133), cuidador social (32) e técnico administrativo (398). Já os de especialista (nível superior) abrangem as áreas de administração (47), ciências contábeis (42), comunicação social (14), direito e legislação (115), economia (9), educador social (32), estatística (10), nutrição (41), pedagogia (121), psicologia (75), serviço social (125) e sociologia (3). As provas estão marcadas para 6 de setembro, em dois turnos: a de especialista (nível superior) será realizada pela manhã, e a de técnico (nível médio), à tarde. As vagas serão distribuídas entre as três secretarias. A remuneração prevista para os cargos de técnico é de R$ 4.762,97, e, para os de especialista, R$ 6.693,38. Haverá gratificações aplicáveis conforme a lotação, e vale-alimentação no valor de R$ 640.  *Com informações da Sedes-DF

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Pesquisa vai avaliar experiência dos usuários no transporte público do DF

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), deu início, nessa segunda-feira (8), à pesquisa de avaliação do transporte público coletivo no DF. O levantamento tem como objetivo identificar a percepção dos usuários sobre diferentes aspectos do Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC). Segundo a secretária de Transporte e Mobilidade do DF, Sandra Holanda, a pesquisa atende a uma demanda estratégica para fortalecer a participação dos usuários na avaliação dos serviços prestados. "A realização de pesquisa de satisfação dos clientes do Serviço de Transporte Público do DF é fundamentada na participação social e na avaliação da qualidade dos serviços previstos na Lei Federal nº 12.587/2012, na Lei Distrital nº 4.011/2007, nos contratos de concessão do STPC-DF e, atualmente, na Portaria Semob nº 62/2026, que instituiu o Índice de Qualidade do Transporte [IQT]", destaca. O levantamento será realizado diretamente dentro dos ônibus, com aplicação presencial de questionários por pesquisadores do IPEDF, devidamente identificados, em campo. A pesquisa será feita de forma embarcada nas viagens do STPC e contará com a atuação de 20 voluntários ao longo do período de coleta. As entrevistas ocorrerão durante todo este mês, incluindo fins de semana, tanto nos horários de pico quanto nos períodos de entrepico, abrangendo todas as bacias operacionais do Distrito Federal, incluindo as regiões administrativas e o Plano Piloto. A amostra contemplará uma quantidade representativa de linhas e horários da operação do sistema, nos períodos da manhã, tarde e noite. Para o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, o rigor metodológico é fundamental para garantir que os resultados reflitam a realidade dos usuários do sistema. "O papel do IPEDF é assegurar uma amostra representativa, capaz de retratar a experiência dos passageiros em diferentes regiões, horários e linhas do transporte coletivo. Essas informações serão importantes para subsidiar o planejamento e o aperfeiçoamento das políticas públicas de mobilidade urbana no Distrito Federal", afirma. O levantamento será realizado diretamente dentro dos ônibus, com aplicação presencial de questionários por pesquisadores do IPEDF, devidamente identificados, em campo | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília As linhas avaliadas serão definidas pelo IPEDF, responsável pela seleção da amostra dentro dos critérios metodológicos da pesquisa, com objetivo de garantir a representatividade dos dados coletados. Entre os principais horários de aplicação estão os períodos entre as 5h e as 7h da manhã e após as 19h, acompanhando os fluxos mais intensos de passageiros. O questionário terá duração média de poucos minutos e ficará em campo durante 30 dias. A proposta é ouvir usuários frequentes e ocasionais do transporte público em relação à qualidade, conforto, segurança, acessibilidade e operação do sistema. Entre os principais pontos avaliados estão a pontualidade dos ônibus, o tempo de espera nos pontos, o tempo total das viagens e a cobertura do serviço nas diferentes regiões do DF. A pesquisa também abordará aspectos ligados à conservação e limpeza dos veículos, acessibilidade para pessoas idosas e pessoas com deficiência (PcDs), além da condução dos motoristas e do atendimento prestado pelas equipes. Além da avaliação operacional, os usuários responderão perguntas sobre hábitos de deslocamento, frequência de uso do transporte público, quantidade de ônibus utilizados até o destino final, integração tarifária, formas de pagamento e principais motivos das viagens. O levantamento também pretende medir o conhecimento e a utilização de ferramentas de informação ao usuário, como o aplicativo DF no Ponto, utilizado para consulta de horários e itinerários das linhas de ônibus. Outro foco da pesquisa será a avaliação da infraestrutura de apoio ao transporte público, incluindo o conforto da Rodoviária do Plano Piloto, dos terminais e dos pontos de ônibus. Sandra Holanda ressalta que o levantamento permitirá reunir informações inéditas sobre a percepção dos passageiros em relação ao transporte público do DF. "Essa pesquisa foi uma missão que nossa governadora Celina Leão entregou à Semob, para que tenhamos o registro da percepção dos nossos clientes e da fiscalização contratual. Em parceria com IPEDF e UnDF, serão aplicados questionários a bordo dos ônibus em todo DF nos próximos 30 dias, em todos os turnos", explica. Esta será a primeira pesquisa de satisfação da qualidade do transporte realizada pela Semob em cumprimento ao Índice de Qualidade do Transporte (IQT), instituído em 2026. De acordo com Sandra Holanda, a expectativa é alcançar uma amostra de 3.768 entrevistas, distribuídas em 1.546 viagens e mais de 700 linhas do sistema. "Ao final da pesquisa, iniciaremos o tratamento dos dados e divulgaremos a data do resultado. Uma nova coleta para validar a pesquisa acontecerá em novembro, e a partir de 2027, já com a metodologia testada, a pesquisa de satisfação será realizada anualmente, permitindo a adequada participação social", conclui. Manoel Clementino destaca que a iniciativa representa um importante avanço para a produção de dados voltados à mobilidade urbana: "Ouvir a população é essencial para compreender os desafios do sistema e identificar oportunidades de melhoria. Quanto maior a participação dos usuários, mais robusto será o diagnóstico e mais efetivas poderão ser as ações futuras". *Com informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)

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Projeto treina cães-guia para promover autonomia a deficientes visuais

O projeto de formação de cães-guia do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) deu mais um passo nesta semana: sete filhotes foram entregues para socialização com famílias temporárias e outros 11 passarão por treinamento especializado. A iniciativa foi retomada em agosto do ano passado, com a inauguração do centro de treinamento de cães da corporação, e visa capacitar os animais para garantir autonomia e segurança a pessoas com deficiência visual. Os sete filhotes entregues para socialização são da raça golden retriever, que nasceram a partir do cruzamento de cães com aptidão para o trabalho. A “ninhada D” recebeu nomes que seguem a organização alfabética adotada pelo projeto: Duda, Delta, Dacota, Dora, Dom, Dante, Draco e Dexter. Agora, os animais passam a viver com famílias voluntárias para a etapa de socialização, com duração de dez a 12 meses, considerada fundamental para a formação de cães-guia. Os sete filhotes entregues para socialização são da raça golden retriever e integram a "ninhada D" | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O capitão Jean Charles Meireles dos Santos explica que, durante o período, os animais convivem em ambiente doméstico para desenvolverem comportamentos básicos, adaptação a diferentes estímulos e obediência. “É o momento em que o cão sai de bebê até ficar adulto, mas numa vida normal, convivendo com a sociedade, indo e vindo aos lugares a que as pessoas vão”, observa. Três labradores também estão em processo de socialização, com previsão de término para outubro deste ano. Um dos filhotes da ninhada D será recebido na casa da economista Júlia Conter, 50 anos. Em fevereiro, ela pegou a labradora Cora e, nesta semana, iniciou o processo com a golden retriever Dora. “Tem quatro meses que estamos com a Cora; e, quando fiquei sabendo da ninhada nova, decidi pegar também. São ótimas companhias para a minha golden retriever, que tem dez anos, e animam a nossa casa. O principal é que é uma missão muito bonita, estamos contribuindo com a segurança de alguém”, conta Júlia. Júlia Conter já recebeu a labradora Cora e, agora, se prepara para também acolher a golden retriever Dora A rotina com as duas cachorrinhas engloba tanto atividades externas como estímulos dentro de casa. “Levo elas para todos os lugares a que posso: supermercado, padaria, farmácia, escola, trabalho. E no dia a dia, as três cachorras brincam o tempo todo”, revela a economista. “Elas serão os olhos de um cego. Vão ajudar a se movimentar melhor, caminhar na rua, tudo mesmo. Tenho certeza de que serão ótimas cães-guia”. Já entre os 11 cães que agora passarão por treinamento especializado há sete pastores-alemães, nascidos na corporação, e quatro labradores, recebidos por doação. Essa fase dura entre seis e oito meses e inclui comandos avançados, obediência, mobilidade urbana e identificação de riscos. Depois, os animais são encaminhados para a fase de adaptação com os futuros tutores. “O cão vai aprender a conduzir alguém. Ele é treinado para proteger o tutor, evitar que ele caia em um buraco, tropece em um obstáculo ou até mesmo colida com estruturas mais altas" Jean Charles Meireles dos Santos, capitão Segundo Santos, o treinamento especializado tem como objetivo preparar os animais para conduzir pessoas com deficiência visual de forma segura e autônoma. “O cão vai aprender a conduzir alguém. Todo esse processo foca principalmente a condução segura. Ele é treinado para proteger o tutor, evitar que ele caia em um buraco, tropece em um obstáculo ou até mesmo colida com estruturas mais altas”, detalha. Dois cães-guia já foram entregues a pessoas com deficiência visual desde a retomada da iniciativa: são os labradores Bento e Tom, que foram doados para a corporação com um ano de idade. O atleta paralímpico Leonardo Moreno, 41, recebeu Tom, hoje considerado seu fiel escudeiro. “O trabalho com as famílias socializadoras é muito importante, ajudam muito no preparo dos nossos parceiros”, diz. Leonardo reforça a importância do animal para a segurança e conforto de pessoas com deficiência visual: “O cão é preparado para reconhecer obstáculos baixos, médios [na altura da cintura] e aéreos [na altura da cabeça]. Com a bengala só consigo rastrear o obstáculo, correndo o risco de bater o rosto. O cão não deixa isso acontecer. É meu parceiro 24 horas”, comenta. Leonardo Moreno conta com o auxílio do labrador Tom: "É meu parceiro 24 horas" Serviço essencial Além da formação dos cães, o CBMDF investe na qualificação de profissionais para garantir a continuidade do projeto. Quatro militares estão em processo de capacitação para se tornar treinadores e instrutores de cães-guia. “Cada um deles ficará responsável por acompanhar cerca de três cães. Todo esse treinamento é muito complexo e exige excelência. Um cão treinado de maneira errada pode colocar em risco a segurança de uma pessoa com deficiência visual”, esclarece o major João Gilberto Silva Cavalcanti. A metodologia aplicada, de origem canadense, foi aprendida por militares em intercâmbio internacional e permite que os cães sejam treinados para fazer qualquer trajeto necessário. Com a inauguração do centro de treinamento, o serviço ocupa um patamar de referência nacional na formação de cães de assistência, em um espaço que já prepara os animais para auxiliar pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e deficientes visuais, além de promover a inclusão social e o bem-estar animal. As famílias são escolhidas após processo seletivo que avalia o ambiente e o comprometimento de todos os integrantes da casa Para assegurar o sucesso da socialização, as equipes dos Bombeiros fornecem orientação, acompanhamento técnico e custeio de despesas como alimentação do animal e cuidados veterinários, o que contribui para a adesão das famílias. As famílias são escolhidas após processo seletivo que avalia o ambiente e o comprometimento de todos os integrantes da casa. Durante o processo, os tutores são identificados por meio do crachá, e os cães, com o lenço. Os animais são destinados para pessoas com deficiência visual com base em uma lista de espera e, após a entrega, a responsabilidade pelos cuidados com o animal passa a ser do usuário, com acompanhamento das equipes do CBMDF. [LEIA_TAMBEM]O ingresso e permanência de cães-guia nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo são previstos pela norma 11.126/05, regulamentada pelo decreto 5.904/2006, conhecido como a Lei do Cão-Guia. Interessados em se tornar família hospedeira de um filhote devem entrar em contato pelo e-mail famíliahospedeira@gmail.com. Para participar da seleção para ter um cão-guia, solicite informações pelo e-mail cadastronacional@projetocaoguia.com. Atualizações são divulgadas pelo Instagram @‌centrodetreinamentodecaescbmdf.  

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Gripe ou covid-19? Saiba quando procurar atendimento ao identificar sintomas

O clima muda, as noites ficam mais frias e a frequência de espirros, tosses e narizes escorrendo aumenta. Esse período de sazonalidade de doenças respiratórias facilita a transmissão de vírus, especialmente os da gripe e da covid-19. As duas condições apresentam sintomas bem semelhantes. Então, quando buscar ajuda médica?  Idosos podem tomar as vacinas contra a gripe e a covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) | Fotos: Divulgação/SES-DF “Se a pessoa estiver com sinais respiratórios leves — como dor de cabeça, coriza, tosse, dor na garganta, moleza —, o ponto de atendimento são as unidades básicas de saúde” Camila Damasceno, referência técnica distrital de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde “Não é possível, apenas pelos sintomas, diferenciar essas enfermidades, pois podem apresentar, igualmente, quadros de tosse, coriza, febre, dor de cabeça e dor no corpo. O distúrbio olfativo [não sentir cheiros], por exemplo, não é exclusivo da covid-19, apesar de levantar um pouco mais de suspeita”, explica a referência técnica distrital (RTD) de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), Camila Damasceno. Na busca pela assistência, a orientação é procurar os locais conforme a gravidade dos casos. “Se a pessoa estiver com sinais respiratórios leves — como dor de cabeça, coriza, tosse, dor na garganta, moleza —, o ponto de atendimento são as unidades básicas de saúde (UBSs)”, orienta Camila. Casos graves, por sua vez, exigem assistência imediata em unidades de urgência e emergência. Os sintomas que merecem maior atenção são: febre por mais de 72 horas seguidas ou mesmo febre alta, acima de 39,5 graus ou 40 graus, que não diminui com remédio; dificuldade para respirar ou respiração acelerada; sensação de desmaio; e pressão no peito.  Uso de máscara protege a pessoa de infecção pelos vírus da gripe e da covid-19 e também evita a transmissão  Medidas que ajudam na prevenção Enquanto a gripe é causada pelo vírus influenza, a covid-19 provém do coronavírus SARS-CoV-2. Embora tenham vetores distintos, ambas têm alto potencial de contágio e mutação, podendo causar quadros leves ou evoluir para formas graves, especialmente em pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos. Por serem doenças virais, o tratamento de ambas é voltado para o alívio dos sintomas até que o organismo elimine o vírus. Entre os medicamentos mais utilizados estão antitérmicos, analgésicos e anti-inflamatórios, sempre com orientação profissional. Nos casos leves, a recomendação é manter repouso, hidratação adequada e alimentação equilibrada. O isolamento também é importante para evitar a transmissão. Outras medidas que ajudam na prevenção incluem ventilar os ambientes, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações e manter a vacinação em dia.  Por que é tão importante tomar a vacina [LEIA_TAMBEM]Não importa se é gripe ou covid-19, a vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção nos dois casos. "A dose contra a influenza é atualizada anualmente. Isso porque as cepas da doença também sofrem alterações de um ano para o outro", detalha Damasceno. “Vale lembrar que a vacina da gripe protege a pessoa dos casos graves, hospitalizações e óbitos”. Segundo ela, os imunizantes não impedem que o indivíduo contraia o vírus; mas são essenciais para evitar o agravamento dos casos, hospitalizações e óbitos. Essa proteção vale, especialmente, para grupos de risco, como idosos, doentes crônicos, crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e educação. A médica também destaca que a covid-19 segue circulando entre a população. “O coronavírus não foi embora nem vai, infelizmente. É uma infecção que vai continuar presente, como já acontece com a influenza e o VSR [vírus sincicial respiratório] — virose respiratória que pode acometer pessoas de todas as faixas etárias”, avalia.  *Com informações da SES-DF 

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