Parceria entre GDF e Apae vai diminuir fila de atendimento em saúde a pessoas com deficiência
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Uma parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae-DF) vai ampliar a oferta de atendimentos em saúde e ajudar a reduzir a fila de espera. A iniciativa prevê a implantação de dois novos centros especializados em reabilitação (CER), nas unidades da instituição na Asa Norte e em Sobradinho, com capacidade para atender 500 pessoas por mês, por meio de uma equipe multidisciplinar de 20 profissionais. O convênio tem vigência de 11 meses. A governadora Celina Leão visitou nesta quinta-feira (15/10) a estrutura do novo centro na Apae-DF da Asa Norte. "É um avanço muito grande porque temos uma fila de pessoas com deficiência na Secretaria de Saúde hoje de 17 mil pessoas, uma fila acumulada de muitos anos. É a primeira vez que o DF faz essa reabilitação na área da saúde pública, 100% SUS. Além de atender a fila da regulação, eles vão tratar a fila, vão fazer as ligações e nos dar um feedback. Desde a regulação inicial até o tratamento dos pacientes, tudo será feito com este convênio. Cada caso vai ser avaliado aqui: aquele que precisa de um atendimento prolongado e aquele que vai receber alta. Eu acho que esse modelo, depois de executado e medido, servirá de exemplo para o Brasil de uma parceria público-privada que deu certo", celebrou a governadora. Celina Leão: "Desde a regulação inicial até o tratamento dos pacientes, tudo será feito com este convênio" | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília O investimento total, de R$ 5,5 milhões, é fruto de emenda parlamentar do deputado Rafael Prudente. O valor custeia o modelo CER III na Asa Norte — com atendimento para deficiências físicas, intelectuais e visuais — e o modelo CER II em Sobradinho, voltado para a reabilitação física e intelectual. É a primeira vez que a rede de saúde pública do DF vai oferecer serviços para pessoas com deficiência visual. Quem está à espera de reabilitação aguarda, em média, 460 dias por atendimento. Para receber os serviços dos novos centros, o encaminhamento será exclusivo pelo Complexo Regulador da Secretaria de Saúde. Ou seja, o esquema não será de "portas abertas" nem será com agendamento direto na Apae. Autonomia "A reabilitação nos momentos adequados é importantíssima para garantir a autonomia da pessoa com deficiência. Quanto mais acesso, mais direitos e mais dignidade" Willian Ferreira da Cunha O secretário da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF), Willian Ferreira da Cunha, sublinhou o papel estrutural dos centros para a autonomia dos usuários. "É nesses centros que nós conseguimos fazer com que as lacunas sejam preenchidas para garantir a autonomia da pessoa com deficiência. Vamos garantir diagnóstico, garantir terapia, garantir laudos médicos para dar entrada na isenção de impostos, por exemplo, que é um processo burocrático, um formulário que necessariamente tem que ter assinatura de médico, precisa ir à UBS de referência e marcar uma consulta com o médico de família. O médico de família, depois, manda o paciente para o atendimento secundário, que é o especialista. Com o especialista, ainda precisa fazer exames. Então, todo esse processo demora. E esse convênio vem para desburocratizar esse acesso, não só de laudo médico, mas acesso à consulta, acesso à reabilitação. Nós temos que entender que a reabilitação nos momentos adequados é importantíssima para garantir a autonomia da pessoa com deficiência. Quanto mais acesso, mais direitos e mais dignidade", ressaltou Cunha. Novos espaços O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, explicou a estratégia de análise dos cadastros represados. "Houve um bom diálogo com a Apae, hoje é um dia histórico para o Distrito Federal e para as famílias. Com a formatação deste convênio, nós vamos ter a oportunidade de qualificar essa fila, entender o perfil do paciente para direcionar cada pessoa para o tratamento adequado. Qualificar é entender o perfil do paciente para direcioná-lo para cada perfil de atendimento e tratamento. Vai ser uma parceria muito exitosa. A princípio vamos começar com as unidades da Apae na Asa Norte e em Sobradinho, mas a ideia depois é expandir", destacou o secretário. Juracy Lacerda: "Com a formatação deste convênio, nós vamos ter a oportunidade de qualificar essa fila, entender o perfil do paciente para direcionar cada pessoa para o tratamento adequado" A ampliação do formato também foi abordada pela governadora Celina Leão, que citou a possibilidade de levar os novos centros para outros locais. "Estamos analisando a ocupação de um terceiro espaço, que é um espaço do TRE, que fez uma doação para nós, para que a gente tenha essa capacidade de atendimento ampliada. A Apae vai ver se tem condição de ter uma terceira unidade, vai ter uma visita técnica para ver se o espaço acomoda", afirmou a governadora. Atendimento integrado O que nos faltava era a aproximação com o poder público para fazer com que essa demanda seja atendida A presidente da comissão gestora da Apae-DF, Erenice Natália Soares de Carvalho, apontou a importância da integração entre áreas essenciais. Segundo Erenice, os atendimentos nos novos espaços serão feitos individualmente e em grupo. "Essa atenção integral e integrada agrega educação, saúde e assistência social. Faltava a saúde nesse tripé. Aqui, tem todo um aparato próprio para trabalhar com a deficiência física e com as diferentes composições da deficiência visual e intelectual. As cabines são rotativas, então para dar dinâmica ao atendimento, a gente faz um cronograma. Aqui, vamos ter psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, médicos neurologistas e psiquiatras, educadores físicos e nutricionistas", detalhou. O presidente nacional da Apae, Jarbas Feldner de Barros, também ressaltou o dever do Estado na oferta desses tratamentos. "Saúde é um direito do cidadão e um dever de Estado. Nós temos dentro do movimento 'apaeano' hoje um público muito grande que necessita de apoio aqui em Brasília. E a Apae tem condições e estrutura física, de equipamento e pessoal para fazer atendimentos. O que nos faltava era a aproximação com o poder público para fazer com que essa demanda seja atendida. Então é da maior importância, é um avanço muito grande. Essa parceria é exitosa e necessária", salientou o dirigente.
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Pregão Eletrônico 2016
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Adesão 2017
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Dispensa de Licitação 2017
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11-2017 – Administração e gerenciamento de documentos de legitimação (cartão eletrônico-magnético)
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10-2017 – Serviços privados de assistência à saúde
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09-2017 – Fornecimento e Instalação de aparelho de ar condicionado
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08-2017 – Serviço de coleta de dados, por meio de preenchimento presencial e eletrônico de questionários em domicílios urbanos
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07-2017 – Serviços privados de assistência à saúde
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06-2017 – Serviço de reprografia e impressão fornecimento de copiadoras/impressoras
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