Queima controlada ajuda a evitar incêndios florestais em Águas Emendadas
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Mais de 15,3 mil atendimentos a suspeitas de dengue realizados pelas novas tendas
As novas tendas de acolhimento a pacientes com dengue ou com suspeita da doença já promoveram mais de 15,3 mil atendimentos. Os espaços foram inaugurados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para facilitar o acesso da população a exames e consultas. A implantação da primeira das 11 unidades ocorreu em 11 de abril. Neste final de semana, foram entregues os dois últimos espaços: no Varjão, no sábado (28), e no Areal, no domingo (29). Em cada uma das tendas há mais de 60 profissionais da saúde para atender uma média de 150 pessoas por dia. Ao todo, são 11 espaços em operação, onde a população tem acesso a exames e consultas, sendo três com funcionamento 24 horas e os demais com atividade das 7h às 19h | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Apenas nas últimas 24 horas, foram registrados 1.397 atendimentos, sendo 994 pacientes adultos e 403 crianças. Além disso, no período, 492 pessoas foram testadas e 14 foram transferidas para outras unidades da rede pública de saúde, em razão do agravamento do quadro clínico da doença. A tenda com o maior número de assistências nas últimas 24 horas foi a de Planaltina, com 206 atendimentos, seguida pelo Paranoá (155), Samambaia (144), Varjão (122), Gama (121), Ceilândia (119), Areal (117), Guará (116), Plano Piloto (106), Taguatinga (105), e Vicente Pires (86). Ao todo, são 11 espaços em operação, onde a população tem acesso a exames e consultas, sendo três com funcionamento 24 horas e os demais com atividade das 7h às 19h. Em cada um deles, há mais de 60 profissionais da saúde para atender uma média de 150 pessoas por dia. As unidades estão espalhadas pelo Guará, Gama, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires, Varjão e Areal. As tendas funcionam diariamente, com estrutura semelhante a hospitais de campanha, e estão estrategicamente posicionados próximo a hospitais regulares, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBSs) a fim de garantir um atendimento mais rápido aos pacientes sintomáticos da doença e, consequentemente, reduzir a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Endereços e horários de funcionamento das novas tendas Funcionamento 24 horas → Gama: estacionamento do Hospital Regional (HRG) → Guará: em frente à UBS 1 → Paranoá: estacionamento do Hospital da Região Leste Funcionamento das 7h às 19h → Plano Piloto: estacionamento do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) → Vicente Pires: estacionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) → Varjão: atrás da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 → Taguatinga: estacionamento do ambulatório do Hospital Regional (HRT) → Planaltina: na policlínica da região → Águas Claras: estacionamento da UBS 1 do Areal → Ceilândia: estacionamento do Hospital Regional (HRC) → Samambaia: estacionamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) 7
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Queima controlada ajuda a evitar incêndios florestais em Águas Emendadas
Fogo para combater o fogo. Se a princípio isso pode parecer contraditório, vale dizer que é uma técnica cada vez mais utilizada no Distrito Federal e que tem trazido resultados na proteção do Cerrado. Com esse intuito, o Instituto Brasília Ambiental realizou, nesta segunda-feira (29), a chamada queima prescrita na Estação Ecológica Água Emendadas (Esecae), em Planaltina. Durante a ação foram queimados 70 hectares – equivalente a mais de 70 campos de futebol – o que corresponde a 0,5% da área total da Esecae, que é de 10 mil hectares. O objetivo é reduzir a matéria orgânica acumulada, originada de vegetação exótica, ou seja, que não faz parte do bioma do Cerrado, como as braquiárias plantadas na região antes dela se tornar área de preservação. Com isso, quando a estiagem chegar, os riscos de incêndios florestais de grandes proporções são minimizados. Esse manejo do fogo é realizado no local uma vez por ano desde 2017, e nesta ação participaram 40 profissionais. A iniciativa faz parte do Programa de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) da Esecae, comandado pela Diretoria de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Brasília Ambiental (Dpcif). Ele conta com a parceria do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), que articulou o apoio técnico dos combatentes do Parque Nacional de Brasília e do Grupamento de Proteção Ambiental (Gepram/CBM). O Instituto Brasília Ambiental realizou, nesta segunda-feira (29), a chamada queima prescrita na Estação Ecológica Água Emendadas (Esecae), em Planaltina | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Os profissionais que atuam nos órgãos de proteção ambiental do Distrito Federal relatam que a medida tem surtido efeito tanto na redução da proporção das queimadas como para o fortalecimento da vegetação nativa. O administrador da Unidade de Conservação do Brasília Ambiental, Gesisleu Jacinto, afirma que a cada ano esses efeitos positivos se intensificam. Ele explica a ação. “O Cerrado foi forjado com fogo, obviamente, com o fogo benéfico. Então, fazemos um fogo planejado, num período em que a gente monitora a temperatura, o clima, o vento. Fazemos um fogo brando e a vegetação resiste bem a esse fogo. Diferentemente do incêndio florestal, que ocorre em uma época bem crítica, por conta da seca, e passa dizimando tudo. O objetivo é a eliminação de material combustível para quando chegar o período crítico a gente não tenha os incêndios florestais. O foco principal, aqui, é proteger as veredas e a mata ciliar da Lagoa Bonita”, afirma o administrador. “É uma ação preventiva. Caso venha um incêndio dentro da unidade de conservação, ele não vai atingir a área da Lagoa Bonita, que é a área principal da Esecae. Antes da ação, avaliamos a área como um todo e fazemos um planejamento para que os órgãos envolvidos possam executar. Quando a ação é executada, a labareda não é tão alta. Toda a ação é feita de forma segura” Carol Schubar, coordenadora do Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) A coordenadora do Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Carol Schubar, ressalta que a medida é uma aliada na preservação de Águas Emendadas, feita após muito planejamento. “É uma ação preventiva. Caso venha um incêndio dentro da unidade de conservação, ele não vai atingir a área da Lagoa Bonita, que é a área principal da Esecae. Antes da ação, avaliamos a área como um todo e fazemos um planejamento para que os órgãos envolvidos possam executar. Quando a ação é executada, a labareda não é tão alta. Toda a ação é feita de forma segura”, garante a coordenadora. Segurança Por ser realizada de maneira controlada e com profissionais habilitados, essa queima é considerada bastante segura. O solo é molhado ao redor de toda a área, na chamada linha fria. O fogo é ateado em oposição à direção do vento para garantir que se espalhe devagar. Enquanto isso, os brigadistas fazem o controle do fogo com sopradores de ar e, caso seja necessário, o caminhão do Corpo de Bombeiros está pronto para intervir. A medida serve ainda como treinamento entre as equipes para situações extremas, conforme explica o segundo-tenente do Corpo de Bombeiros Militar do DF, Filipy Ferreira de Mesquita. “A gente busca auxiliar os brigadistas tanto no ateamento de fogo como no combate, com abafadores e assopradores. É uma ação segura, controlada e uma situação muito boa porque buscamos também mais entrosamento entre as equipes para que, caso haja incêndio, estejam preparadas para atuar”, afirma. Águas Emendadas Localizada a 50 quilômetros do centro de Brasília, a Esecae preserva um importante fenômeno natural – as águas emendadas – que verte água para duas grandes bacias hidrográficas: Tocantins/Araguaia e a Platina, na vereda de 6 km de extensão. Também é fonte de captação de água para abastecimento público da região. Criada em 1968 como reserva biológica, quando são permitidas visitas apenas com objetivos educacionais, o local foi alçado à categoria de estação ecológica, que além de visitas educacionais, permite a realização de pesquisas científicas.
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