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Com investimento de R$ 319 milhões, obras de expansão do metrô em Samambaia mantêm ritmo acelerado

As obras de expansão da Linha 1 do Metrô-DF em Samambaia, iniciadas em fevereiro do ano passado, seguem em ritmo acelerado e já estão 23% concluídas. O empreendimento inclui a construção das estações 35 e 36, além de três subestações retificadoras de energia (SRs). Atualmente, o projeto gera cerca de 760 empregos diretos e indiretos e conta com 60 equipamentos dedicados à execução das obras. O investimento total é de R$ 319 milhões. Segundo o diretor técnico do Metrô-DF, Fernando Jorge Rodrigues, as obras seguem em várias frentes ao mesmo tempo. “Estamos construindo as duas estações simultaneamente. A Estação 35, próximo à UPA de Samambaia, já concluiu a concretagem da plataforma de passageiros. Finalizamos a fundação e levantamos pilares e vigas”, detalha. “Já a estação 36, definida como terminal do trecho de Samambaia, está na etapa final da fundação e iniciou a concretagem de pilares e vigas. Depois disso, seguirá para a concretagem das plataformas”, complementa. A estimativa do Metrô-DF é que o novo trecho seja utilizado diariamente por 12 mil a 15 mil pessoas. “O objetivo é reduzir o tempo de viagem com segurança, diminuir o estresse no trânsito e gerar economia para as famílias. Estamos oferecendo um transporte estruturante, com alta capacidade, regularidade e previsibilidade”, ressalta o diretor. O investimento total é de R$ 319 milhões | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Mobilidade urbana O empreendimento ainda prevê a construção de mais 3,6 quilômetros de via a partir da Estação Terminal Samambaia, com extensão até o subcentro oeste do bairro, nas proximidades da 1ª Avenida Sul. O projeto também inclui a construção de três viadutos com passagem integrada para pedestres e quatro passarelas aéreas em pontos estratégicos já consolidados pela população. As obras são executadas pelo Consórcio CG–JFJ, vencedor da licitação para expansão do Ramal Samambaia. “Estamos investindo hoje pensando na Brasília dos próximos 30 ou 40 anos. O GDF, nos sete anos de gestão, conduziu um governo técnico, que prioriza investimentos de forma inteligente. São investimentos de Estado”, elogia o presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral. Expansão em andamento Em Ceilândia, a expectativa é que outras duas estações sejam construídas do zero também. Ainda em fase de abertura de licitação, o projeto prevê ampliar a atuação do metrô na região. Somadas, as obras vão acrescentar 6 quilômetros de linha e quatro novas estações, beneficiando mais de 35 mil passageiros por dia. A região sul, que compreende Gama, Santa Maria, Riacho Fundo, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Cruzeiro, também deve ser contemplada com a expansão do metrô. No momento, as equipes trabalham nos estudos preliminares funcional e de viabilidade técnica, econômica e ambiental para implementar a chamada Linha 2. A previsão é que seja uma via de aproximadamente 50 km para ligar essas regiões à Rodoviária do Plano Piloto e à Esplanada dos Ministérios. Arte: Agência Brasília Modernização da frota e novos trens Em paralelo à ampliação da rede, este GDF prepara a compra de 15 novos trens e a manutenção completa de 20 modelos da série 1000, considerados os mais antigos que circulam desde o início da operação, em 2001. O investimento previsto para a aquisição dos novos vagões é de cerca de R$ 900 milhões. Para os próximos anos, também está prevista a troca completa do sistema de sinalização e controle, estimada entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões, o que permitirá maior segurança, eficiência energética e regularidade na circulação dos trens. Sustentabilidade O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Metrô-DF referente a 2024 aponta que o sistema metroviário é uma das formas de transporte mais sustentáveis do Distrito Federal. O estudo mostra que as emissões do metrô são seis vezes menores que as de ônibus urbanos a diesel e até 50 vezes inferiores às dos automóveis. De acordo com o relatório, a companhia emitiu 3.835,2 toneladas de CO₂ em 2024. A maior parte das emissões (85,9%) está ligada ao consumo de energia elétrica usado na operação de trens, estações e áreas administrativas.

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Museu da Educação é inaugurado na sede da SEEDF

Criado para preservar e difundir a memória da educação local, o Museu da Educação do Distrito Federal (Mude) foi inaugurado na última quarta-feira (1º) no Shopping ID, local da sede da Secretaria de Educação do DF (SEEDF). Com o objetivo de fortalecer identidade da escola e do professor, e a contribuição para a qualidade e a renovação dos processos educativos, o espaço reúne um acervo de objetos e documentos preservados pela Universidade de Brasília (UnB). Estiveram presentes na cerimônia de abertura a então secretária de Educação, Hélvia Paranaguá; o secretário-executivo da SEEDF, Isaias Aparecido; a então subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga; a professora da SEEDF e presidente da Comissão de Criação, Implantação e Implementação do Museu da Educação do Distrito Federal (Ceme), Martita Icó; a professora aposentada e coordenadora do projeto, Eva Waisros Pereira; o membro da Ceme, Wagner Barja, além de outros colaboradores e servidores da pasta. De acordo com Hélvia Paranaguá, a inauguração do espaço foi um momento histórico para o Distrito Federal e a realização de um sonho antigo. “É uma oportunidade de reconhecer valores e preservar a trajetória de quem constrói todos os dias a educação pública do DF”. A cerimônia de abertura do Museu da Educação ocorreu na última semana de março | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Os objetos e documentos que compõem a exposição de longa duração do museu foram preservados pela UnB, que abrigou o Mude por mais de 30 anos. A coleção apresenta um recorte da história da educação no Distrito Federal desde 1957. Em 2015, foi criado o banco de dados, abastecido com conteúdos referentes à história da educação de Brasília, permitindo o acesso remoto ao acervo via internet. Colaboração Qualquer pessoa física ou jurídica pode colaborar com a iniciativa na condição de voluntário ou parceiro. Quem quiser doar algum material relacionado à memória da educação no DF pode contatar o museu, onde a doação será analisada conforme alguns critérios, inclusive o estado de conservação. O acervo reúne documentos históricos, vídeos, fotografias, mobiliário das escolas, materiais didáticos, diplomas, lousas, canetas, cartilhas de alfabetização, livros didáticos, livros infantis, livros de leitura, cadernos, ábaco, jogos pedagógicos, pastas escolares, merendeiras, cartazes, mimeógrafos, projetores, boletins, cadernetas escolares e outros. A respeito dos recursos oferecidos pelo local, a professora da SEEDF e presidente do Ceme, Martita Icó, informou que a proposta é tornar o museu cada vez mais inclusivo. “O museu é de todos e para todos. Museu tem essa característica de abarcar todos os tipos de público. Hoje ele conta com audiodescrição, mas vamos implementar outras ferramentas para ampliar a acessibilidade”, declarou. O acervo é formado por objetos, documentos e outros itens que contam a história da educação do DF Outro desejo é desenvolver o projeto Mude Móvel para levar parte da exposição para as escolas e espaços culturais. “A ideia é garantir que todos possam conhecer a exposição e torná-la mais interativa”, apontou. O museu está aberto ao público em geral, a entrada é gratuita e o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, no 2º subsolo do Shopping ID. Gestores escolares que desejem levar os alunos para conhecer a exposição podem entrar em contato pelo e-mail portalmude@gmail.com para agendar a visita. Outras informações sobre o Museu da Educação podem ser obtidas pelo site: http://www.museudaeducacao.com.br. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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