Planejamento integrado garante segurança na Via Sacra do Morro da Capelinha
A atuação integrada das forças de segurança e de órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) garantiu a realização segura da Via Sacra 2026, no Morro da Capelinha, em Planaltina. Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a operação seguiu o planejamento estabelecido no Protocolo de Operações Integradas (POI), com participação da Polícia Militar (PMDF), do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), da Polícia Civil (PCDF), do Departamento de Trânsito (Detran-DF), do Samu, da Defesa Civil, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), da Caesb, da Neoenergia, da DF Legal e da Administração Regional de Planaltina. “O êxito da operação demonstra a importância do planejamento antecipado, da atuação integrada e do emprego estratégico dos recursos disponíveis. Trabalhamos de forma coordenada para garantir que a população pudesse vivenciar esse momento de fé com segurança, organização e tranquilidade”, destacou o secretário-executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury. Integração entre forças de segurança e órgãos do GDF garantiu a realização segura da Via Sacra 2026, no Morro da Capelinha, em Planaltina | Fotos: Divulgação/SSP-DF Atuação estratégica A ação mobilizou policiais militares em diferentes modalidades de policiamento — a pé, motorizado, aéreo, montado, velado e especializado. O efetivo foi distribuído de forma estratégica em áreas previamente definidas, garantindo presença ostensiva e pronta resposta em toda a região. Também houve apoio de unidades especializadas da PMDF, como o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), o Comando de Missões Especiais (CPME) e o Comando de Policiamento Especializado (Cpesp), além da atuação integrada com o Detran-DF e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) para garantir a fluidez do trânsito. Prevenção A Sala Lilás Itinerante, por meio do programa Provid, realizou atendimentos especializados e ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, com orientação individualizada e distribuição de material informativo. A Sala Lilás Itinerante atuou no enfrentamento à violência doméstica Outro destaque foi a ação de identificação de crianças, que resultou em cerca de 1,5 mil menores identificados entre 14h e 18h, reforçando a segurança das famílias. Durante o evento, duas crianças foram momentaneamente separadas dos responsáveis, sendo rapidamente localizadas, sem intercorrências. De acordo com a tenente-coronel Daniela Natália Teixeira Schermerhorn, comandante do 14º Batalhão, a operação transcorreu de forma tranquila desde as primeiras horas da manhã, com presença policial já a partir das 6h para recepcionar os fiéis, romeiros e participantes da celebração. “Ao longo de todo o dia, foram empregados policiais militares em diferentes modalidades de policiamento, garantindo a segurança do público. Destacamos também a atuação da Sala Lilás Itinerante, com grande procura por informações e orientações sobre prevenção à violência doméstica, além da ação de identificação infantil, que teve ampla adesão das famílias e contribuiu para ampliar a segurança das crianças no evento. Encerramos a operação sem ocorrências graves, apenas registros pontuais de menor potencial ofensivo, o que demonstra a efetividade das ações preventivas. Foi um evento que transcorreu e foi concluído de forma pacífica e segura”, ressaltou a tenente-coronel. Também houve atuação conjunta com a DF Legal na fiscalização de ambulantes, com foco na organização do espaço público. Resultados Foram registradas cinco apreensões de entorpecentes, totalizando cerca de 20 gramas de substância análoga à maconha. [LEIA_TAMBEM]Houve ainda uma ocorrência de importunação sexual e ameaça, com o autor conduzido à 16ª Delegacia de Polícia. Durante os procedimentos de revista, materiais potencialmente perigosos foram retirados de circulação, como tesouras, faca, isqueiros e outros objetos. A atuação coordenada, aliada ao planejamento prévio e à distribuição do efetivo, foi determinante para o alcance dos objetivos da operação. “O resultado alcançado reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com uma segurança pública baseada em planejamento, integração e prevenção. Grandes eventos exigem organização e responsabilidade, e é isso que entregamos à população”, concluiu Patury. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)
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Fé e paixão de Cristo: Via-Sacra de Planaltina reúne milhares de fiéis e reafirma tradição
A 53ª edição da Via-Sacra ao Vivo de Planaltina emocionou milhares de fiéis nesta Sexta-feira da Paixão (3). Sob o tema “Nada te aflija! Não estou aqui eu que sou tua mãe?”, inspirada na mensagem de esperança de Nossa Senhora de Guadalupe, o evento conta com suporte estrutural e financeiro — de R$ 1,7 milhão — do Governo do Distrito Federal (GDF) para garantir segurança e conforto ao público. A governadora Celina Leão participou da celebração. “É uma festa muito tradicional, realizada há mais de 30 anos, onde o povo relembra um momento muito forte d'Aquele que deu a vida por nós. E eu creio que, quem nunca veio, deveria vir. É uma festa que não é sobre religião, sobre igrejas, mas sim sobre Aquele que está acima de todo nome. Para gente que tem fé, é um dia muito especial”, exaltou a chefe do Executivo. “É uma festa muito tradicional, realizada há mais de 30 anos, onde o povo relembra um momento muito forte d'Aquele que deu a vida por nós", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: George Gianni/GDF A tradicional encenação do Morro da Capelinha é um dos maiores espetáculos religiosos ao ar livre do Brasil. Pelo terceiro ano consecutivo, o ator Rafael Gonçalves foi o responsável por interpretar o papel principal. Roteiro da fé A quantidade de pessoas envolvidas na organização reforça a grandiosidade do evento. Neste ano, cerca de 1,4 mil voluntários, entre atores, apoio e equipe técnica, atuaram para materializar o planejamento. A Celebração da Cruz, seguida pela Paixão de Cristo, percorreu as 14 estações da Paixão de Cristo, ao longo de 800 metros de trajeto no morro. A encenação do Morro da Capelinha é um dos maiores espetáculos religiosos ao ar livre do Brasil A vigilante Juliana Gomes acompanhou o espetáculo ao lado da filha Maria Isabelly, 10 anos, que demonstrou animação ao ir pela primeira vez à encenação da Via Sacra. Para a mãe, o principal é a vivência da fé em família e o contato das crianças com o significado do evento. “A minha filha mais nova nunca presenciou esse momento. Hoje eu trouxe ela pra viver cada estação, passar um pouco da minha fé para ela, para que ela possa ter esse encontro e presenciar com os próprios olhos o que é essa paixão de Deus por nós. É maravilhoso, porque é a sustentação da fé, mostrar tudo aquilo que Deus fez por nós e fazer com que a nova geração conheça desse amor. Sempre que venho é como se fosse a primeira vez”, destacou. Já a aposentada Eremita dos Santos, de 75 anos, saiu de Samambaia para acompanhar a Via-Sacra em Planaltina com a família e apontou a tradição e o momento de fé como principais motivações. “Já é a terceira vez que eu venho, aqui é muito bom, a gente é sempre muito bem-vindo. Em casa eu não ia fazer nada mesmo, aí venho para cá conversar com Deus”, contou ela, que ainda elogiou a organização e segurança do evento: "Desde a entrada da BR até o final vemos carros da polícia, tudo bem planejado e muito organizado". “Já é a terceira vez que eu venho, aqui é muito bom, a gente é sempre muito bem-vindo. Em casa eu não ia fazer nada mesmo, aí venho para cá conversar com Deus”, disse a aposentada Eremita dos Santos, de 75 anos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segurança e logística Para viabilizar o espetáculo, o GDF mobiliza um aparato que envolve a Polícia Militar (PMDF), o Corpo de Bombeiros (CBMDF), o Detran-DF e a Caesb. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do DF desde 2008, a Via-Sacra de Planaltina foi idealizada pelo padre Aleixo Susin e integra o calendário oficial de eventos da cidade desde 1986.
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Evento religioso no Mané Garrincha reúne 70 mil fiéis em celebração à Sexta-feira Santa
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Apreensões de animais de grande porte triplicam no DF, ampliando adoções nos últimos anos
O número de apreensões de animais de grande porte no Distrito Federal triplicou nos últimos anos e mantém ritmo elevado em 2026. Desde 2019, mais de 2 mil equinos e bovinos foram recolhidos pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com 631 destinados à doação. Somente neste ano, até o momento, já são 196 apreensões e 78 adoções registradas, o que consolida a tendência de crescimento impulsionada pelo aumento das denúncias e pela ampliação das ações de resgate no DF, o que significa centenas de animais alcançando uma melhor qualidade de vida em um novo lar. O crescimento se intensificou a partir de 2024, quando houve salto nas apreensões, que passaram de 252, em 2023, para 466 no ano seguinte. O volume de doações acompanhou essa evolução, com 156 doações registradas em 2024. Em 2019, foram 44 animais doados, número que chegou a 175 em 2025. De janeiro de 2026 até o momento, foram registradas 196 apreensões e 78 doações. A intensificação das ações coincide com a criação, em 2025, da Subsecretaria de Proteção aos Animais de Produção (Suproa), responsável pelo resgate e acolhimento de equinos e bovinos soltos em áreas urbanas ou vítimas de atropelamentos, além da execução de políticas públicas voltadas à prevenção e ao monitoramento. O secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, destacou o avanço no recolhimento e na doação de animais de grande porte no DF, apontando o crescimento contínuo desde 2021. Segundo ele, o trabalho envolve ações de resgate, combate a maus-tratos, parcerias com forças de segurança e novas ferramentas para ampliar a adoção, como fila virtual e divulgação online dos animais disponíveis. Em 2019, foram 44 animais doados, número que chegou a 175 em 2025 | Foto: Matheus Borges/Agência Brasíia “É um trabalho feito pelo GDF que a cada dia vem crescendo e ganhando mais relevância. O recolhimento desses animais tem o intuito de prevenir acidentes de trânsito e possíveis transmissões de zoonoses, além de evitar que esses animais possam rasgar o lixo nas ruas buscando se alimentar. Esperamos que esses animais, principalmente os que foram abandonados, possam ganhar um novo lar, com segurança”, declarou. Tratamento dos animais O veterinário-chefe do Núcleo de Proteção de Animais de Produção, Anderson Guimarães, ressaltou que os animais resgatados passam por triagem e tratamento no curral da Seagri-DF. Ele afirmou que muitos chegam em estado crítico, com desnutrição, ferimentos ou após situações de abandono. Casos mais graves são encaminhados ao Serviço Veterinário Público (Hvep) ou ao Hospital Veterinário da UnB, enquanto os demais seguem em recuperação até estarem aptos para adoção. “A gente tem um cuidado especial com esses animais. Muitas vezes chegam animais magros, caquéticos, alguns acidentados e abandonados. Então, fazemos esse trabalho de recuperação e, caso o dono não apareça, a gente coloca para doação. Além de evitarmos acidentes e prevenir doenças, é um trabalho que faz uma família feliz com a adoção e uma nova chance para o animal”, observou. A Seagri-DF oferece, ainda, o transporte dos animais doados até a nova propriedade em que serão instalados, além de acompanhamento veterinário inicial, com orientações aos novos proprietários. Na área rural de Samambaia, a bispa Lúcia dos Santos Costa, após o cadastro e período de espera, acolheu quatro cavalos vindos do curral da secretaria: Aurora, Melissa, Max e Caramelo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Uma nova vida A história de quem adota ajuda a dimensionar o impacto do programa. Na área rural de Samambaia, a bispa Lúcia dos Santos Costa conheceu o programa por indicação, motivada pelo desejo antigo de conviver com cavalos e pelo amor pelos animais, reforçado desde a infância. Após o cadastro e período de espera, ela acolheu quatro cavalos vindos do curral da secretaria: Aurora, Melissa, Max e Caramelo. Segundo a nova tutora, os animais chegaram debilitados e ela acompanhou de perto a recuperação deles, com apoio da família. “Eles estavam todos magrinhos, o Caramelo só tinha perna e cabeça. Passaram por cuidados e hoje estão lindos demais, eu olho e penso o quanto valeu a pena”, relatou. A adoção é feita mediante cadastro na Seagri-DF, e os interessados podem acompanhar em tempo real a disponibilidade de animais. O processo inclui avaliação e, em alguns casos, tempo de espera. Atualmente há 15 animais disponíveis para adoção nas mediações, aguardando a chance de viver em um lar acolhedor. Quem encontrar animais de grande porte soltos ou em situação de abandono pode acionar a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural pelos telefones (61) 3347-8019 e (61) 98325-0369. O resgate é feito pelas equipes da pasta, que também atuam na recuperação e destinação dos animais. A apreensão também pode contar com parcerias de outros órgãos em alguns casos, como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA-DF) ou Brasília Ambiental (Ibram).
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GDF intensifica manutenção de vias não pavimentadas no Riacho Fundo II
A Administração Regional do Riacho Fundo II executou, entre os dias 30 de março e 1º de abril, serviços de manutenção na Estrada Sucupira, importante via de ligação entre o Riacho Fundo I e o Riacho Fundo II. Os serviços incluíram terraplanagem, aplicação de Resíduo da Construção Civil (RCC) — material britado que contribui para a compactação do solo — além do uso de motoniveladora e outros equipamentos. Ao todo, cerca de 2 quilômetros da via foram recuperados, com a utilização de aproximadamente 120 toneladas de material. “Essa é mais uma ação importante em parceria com o Polo GDF Presente. A recuperação da Estrada Sucupira traz mais segurança e melhores condições para quem passa por aqui todos os dias”, ressalta o administrador Osni Bueno. De acordo com o coordenador do Polo Sudeste do GDF Presente, Adail Marques, as intervenções de manutenção ocorrem de forma contínua ao longo do ano, com ações mensais que são intensificadas no período chuvoso, quando os serviços chegam a ser realizados mais de uma vez por mês para evitar atoleiros e danos à via. Além da recuperação da pista, foram executadas ações de drenagem para conter os danos causados pelas chuvas | Foto: Divulgação/GDF Presente “A gente atua na estrada Sucupira, na via Ipê, perto da Escola Classe Ipê, e na via do Conglomerados Agrourbanos de Brasília (Caub). Quando o solo estabiliza, em cerca de 15 dias, a gente retorna. Isso evita atoleiro, dá compactação, o solo fica mais firme”, explica. Além da recuperação da pista, Marques afirma que foram executadas ações de drenagem para conter os danos causados pelas chuvas. “A gente faz curvas de nível nas laterais, para a água escorrer sem prejudicar o meio da pista, e pequenos bolsões para reduzir a força da água e evitar erosões”, detalha. Segurança e mobilidade A intervenção atende a uma demanda direta da população local, formada em grande parte por moradores de chácaras e áreas rurais. “A intervenção foi planejada com foco na melhoria das condições de mobilidade e na durabilidade da via, especialmente considerando o fluxo e as características da região”, diz o diretor de Obras do Riacho Fundo II, Itane Sampaio. “Essa é mais uma ação importante em parceria com o Polo GDF Presente. A recuperação da Estrada Sucupira traz mais segurança e melhores condições para quem passa por aqui todos os dias” Osni Bueno, administrador regional do Riacho Fundo II Com a recuperação, a via passa a oferecer melhores condições de tráfego. “O solo fica mais regular, sem aquelas ondulações. O carro passa com mais tranquilidade, sem danificar a suspensão ou o amortecedor. Isso melhora o fluxo e reduz o tempo de deslocamento”, completa Marques. Manutenção de estradas rurais Entre 2019 e 2026, o Governo do Distrito Federal (GDF) recuperou cerca de 9,5 mil quilômetros de estradas rurais, com investimento superior a R$ 7,4 milhões. Apenas em 2025, foram 1.700 quilômetros de vias atendidas. Os dados mostram crescimento ao longo dos anos: foram 1.144 km recuperados em 2019, 1.320 km em 2020, 1.245 km em 2021 e 1.054 km em 2022. Em 2023, o total chegou a 1.278 km, enquanto 2024 registrou o maior volume, com 1.802 km de estradas recuperadas. Em 2025, além dos 1.700 km, parte das ações incluiu trechos atendidos pelo programa Porteira para Dentro. Além da manutenção das vias, o GDF também executou obras de drenagem e estruturação, com a construção de 2.350 dispositivos para escoamento de água, implantação de 990 bolsões de drenagem e recuperação de outros 115.
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Secretaria tem novo comando com educação em tempo integral como uma das prioridades
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) tem uma nova secretária. Nomeada nesta quinta-feira (2), Iêdes Soares Braga assume o lugar da professora Hélvia Paranaguá, que ficou na gestão da pasta nos últimos cinco anos. Graduada em letras, com especializações em educação especial e língua portuguesa e mestrado em psicologia pela Universidade Católica de Brasília, Iêdes, assim como Hélvia, é professora da rede pública. Na última quarta-feira (1º), uma cerimônia marcou a transmissão de cargo entre as gestoras. "Não encerramos apenas uma gestão. Encerramos um ciclo de transformação profunda, estruturada e comprometida com resultados", declarou Hélvia durante o evento. Ela relembrou que assumiu a educação pública do DF em plena pandemia e que, ainda assim, a rede avançou em frentes estruturais. "Precisávamos enfrentar com coragem as desigualdades históricas, recompor aprendizagens e reposicionar a escola pública como espaço de oportunidade real. E fizemos isso com ação concreta", afirmou. Entre os marcos da gestão que se encerra estão a consolidação de programas de alfabetização na idade certa, como o Alfaletrando e o SuperAção, a expansão do ensino técnico para mais de 16 mil estudantes, a entrega de 17 novas escolas, a construção de 1.257 salas de aula e a conquista do índice de 100% de unidades escolares conectadas à internet — feito inédito entre os estados brasileiros, segundo dados do Inep. Hélvia Paranaguá passa o cargo de secretária de Educação para Iêdes Braga | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Além disso, outro marco importante foi a criação do programa de intercâmbio estudantil, que, em 2025, enviou 102 alunos ao Reino Unido. Este ano, o programa quadruplicou as oportunidades e levará 400 jovens para sete países, incluindo agora França, Canadá e Espanha. Hélvia também destacou avanços na alimentação escolar — o cardápio saltou de 28 para 83 itens —, na valorização dos profissionais da educação, com a nomeação de 15.360 servidores, e na ampliação das creches, com a construção de 27 novas unidades. "Nada disso foi improviso. Foi decisão política, foi planejamento, foi execução e, acima de tudo, compromisso com a educação pública", ressaltou. Continuidade e ampliação como marcas do novo começo Ao receber a missão de comandar a SEEDF, Iêdes Braga deixou claro que a gestão que se inicia não pretende romper com o que foi construído. "Recebo esse legado com respeito institucional e compromisso ético — não para substituí-lo, mas para honrá-lo, preservá-lo e levá-lo ainda mais longe", disse a nova secretária. Entre as prioridades anunciadas estão a ampliação da educação em tempo integral para crianças do 1° e 2° período da educação infantil e a expansão do atendimento em creches em regiões de maior vulnerabilidade do DF. "Estamos chegando nas comunidades que mais precisam", afirmou Iêdes, citando regiões periféricas que estão na fila para receber novas estruturas. A nova secretária também anunciou que vai encaminhar a solicitação de assento no Conselho de Educação no DF para representantes de instituições parceiras que ofertam atendimento educacional em creches. Ao longo de 30 anos de carreira dentro da educação pública do Distrito Federal, ocupou cargos que vão da vice-direção do Centro de Ensino Especial 01 de Taguatinga à Diretoria de Ensino Especial, passando pela Coordenação-Geral de Acessibilidade na Escola no Ministério da Educação e pela Assessoria Especial da Secretaria da Mulher do DF. Mais recentemente, atuava como subsecretária de Educação Básica da SEEDF. Sobre o tom da nova gestão, Iêdes afirmou: "Assumo com um compromisso objetivo: continuidade com responsabilidade, estabilidade com firmeza e avanço com confiança. Educação não admite descontinuidade. Exige coerência, consistência e visão de longo prazo". Ao lado dela na nova gestão permanecerá o secretário-executivo Isaias Aparecido, parceria que a própria Iêdes definiu como indispensável. "Você reúne algo raro: conhecimento técnico, leitura estratégica e experiência concreta de execução. Seguimos juntos", declarou. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Sobradinho: revolução na área de mobilidade com o viaduto e a duplicação da terceira faixa da BR-020
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Depois de 40 anos de espera, o Túnel Rei Pelé é realidade e muda a vida dos moradores de Taguatinga
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Governadora Celina Leão participa de celebração da Sexta-feira Santa com fiéis evangélicos
A governadora Celina Leão participou, nesta Sexta-feira Santa (3), do evento religioso Família ao Pé da Cruz, promovido pela Igreja Universal do Reino de Deus, na Arena BRB Mané Garrincha. A programação reuniu fiéis em um momento de oração e reflexão. O público foi estimado em mais de 70 mil pessoas. “No calendário cristão, hoje foi o dia que Deus entregou o seu filho para que todos nós tivéssemos vida. A Igreja Universal reúne aqui mais de 70 mil pessoas em um momento de fé, de celebração, para lembrar o calvário. Então, é uma Sexta-feira da Paixão muito especial e eu estou aqui com muito carinho, muito emocionada, porque não tem como você chegar aqui em um lugar desse e não sentir a presença, a paz. Eu tenho certeza que as pessoas saíram daqui renovadas”, destacou a chefe do Executivo. “O Distrito Federal é feito de pessoas que têm fé, que acreditam, e essa fé se transforma em esperança, em ação, em transformação de vidas.” Nesta Sexta-feira Santa, Celina Leão participou do evento religioso Família ao Pé da Cruz, na Arena BRB Mané Garrincha | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Pastor da Igreja Universal, o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, destacou o papel social da igreja e a importância do acolhimento espiritual. “A Igreja tem um papel social fundamental, com projetos que atendem desde crianças até idosos, especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade. Além do cuidado social, há também o cuidado espiritual. As famílias enfrentam desafios como brigas, depressão e vícios, e a igreja atua justamente nesse apoio à saúde mental e espiritual”, afirmou. Entre os presentes estava Gilson Bomfim Júnior, de 58 anos, que veio de Goiânia para participar do evento pela primeira vez. “É uma reunião inesquecível. O sentimento é muito bom e com certeza vou voltar sempre”, disse o comerciante. Já a obreira Rosimary Teixeira, de Samambaia Sul, participa do evento desde 2009. “É muito especial. É um momento que renova a gente. Com certeza vamos sair daqui renovados e abençoados. Fomos muito bem recebidos, está tudo maravilhoso”, contou.
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Dez horas dentro de uma creche do DF: a única UF que tem 100% das creches com tempo integral
À primeira vista, a entrada do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Flor de Magnólia, no Riacho Fundo II, pode parecer uma creche comum: colunas de ferro entrelaçadas por grades de alumínio. Mas para as 188 crianças e bebês matriculados no local, ela é muito mais do que isso: é por lá que os pequenos passam, de segunda a sexta-feira, às 7h30, para iniciar uma jornada diária de aprendizado e descobertas. Ao chegar às salas, tiram os sapatos e seguem com as tias, como as professoras são chamadas pelas crianças, para o refeitório. Entre risadas e brincadeiras animadas, é ali que é servido o café da manhã. O cardápio, elaborado por uma nutricionista da rede, é passado semanalmente às famílias. Entre os alimentos oferecidos nessa primeira refeição estão mingau, cuscuz, frutas e bolo. A rotina nas creches do DF combina alimentação balanceada, atividades pedagógicas e convivência com os colegas. Depois de fazerem a primeira refeição do dia, as crianças voltam às salas para dar início às atividades pedagógicas. Um dos momentos mais aguardados é a chamada “rodinha”. Sentados em círculo, os pequenos participam de cantigas, musicalização, conversas em grupo e contação de histórias. É ali que surgem as primeiras interações do dia e onde muitos começam a se soltar — e também onde se revela a forma como o aprendizado ocorre nas creches. Hoje, as creches já não trabalham com a lógica de fazer a criança sair dali alfabetizada. A orientação pedagógica é outra: em vez do ensino formal de letras e números, o foco está nas vivências, nas interações e em atividades lúdicas que estimulem o desenvolvimento integral dos alunos. Isso não significa que temas como cores, números e letras fiquem de fora da rotina, mas eles aparecem de forma indireta, sempre adaptados à idade de cada turma e mediados por brincadeiras, objetos, tintas, papéis, músicas e histórias. Na prática, um mesmo tema pode mobilizar toda a creche, que atende crianças de 4 meses a 4 anos, mas com propostas diferentes para cada faixa etária. O objetivo, segundo a equipe pedagógica, é fortalecer o desenvolvimento sensorial, cognitivo, motor e social. A ideia é que as experiências ajudem a formar repertório, memórias e bases mais sólidas para a etapa seguinte da vida escolar, quando começa a alfabetização propriamente dita. Hoje, as creches já não trabalham com a lógica de fazer a criança sair dali alfabetizada. A orientação pedagógica é outra: em vez do ensino formal de letras e números, o foco está nas vivências, nas interações e em atividades lúdicas que estimulem o desenvolvimento integral dos alunos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Na sequência, logo após a “rodinha”, as atividades seguem com pintura, colagem, modelagem com massinha e jogos educativos. Ao longo da manhã, os pequenos ainda têm um intervalo para explorar o parquinho e os espaços externos da creche. É justamente nesse convívio diário, entre brincadeiras e descobertas, que muitos pais começam a perceber mudanças no comportamento dos filhos. A servidora pública Sthephanie Ribeiro matriculou a filha de 11 meses na unidade há poucas semanas e diz que a adaptação já trouxe resultados. “Foi uma decisão difícil no início, porque a gente gostaria de ficar sempre com os filhos. Mas eu percebo que ela já está mais sociável, começou a dar beijinhos e está quase andando. A convivência com outras crianças ajuda muito”, diz. Enquanto a manhã avança, “o dia letivo” segue movimentado. Depois das atividades e das brincadeiras no parquinho, chega a hora da segunda refeição: um lanche leve, geralmente uma fruta fresca. Em seguida, os pequenos voltam às atividades lúdicas, com brinquedos de montar, jogos coletivos e novas explorações pelo pátio da unidade. Segundo os pais, essas experiências ajudam a desenvolver a coordenação motora e estimulam a curiosidade das crianças. Para o empresário Rodrigo Matos, foi esse cuidado que chamou sua atenção ao matricular o filho, diagnosticado com autismo. “No começo, ficamos apreensivos. Mas logo percebemos que ele foi acolhido. Hoje ele pede para vir para a escola. A evolução é visível. Ele está mais tranquilo, mais sociável e a adaptação foi muito positiva”, relata o pai. “Até o remédio que ele toma está diminuindo por causa da convivência com a escola”, completa. É no convívio diário, entre brincadeiras e descobertas, que muitos pais começam a perceber mudanças no comportamento dos filhos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Chegou a hora do almoço Por volta das 11h, o movimento no refeitório recomeça. É hora do almoço. O cardápio, também planejado por nutricionista da rede, inclui pratos balanceados, como arroz, feijão, carnes ou frango, além de legumes e verduras. Os bebês mais novos fazem a refeição nas próprias salas, acomodados em cadeirinhas apropriadas. Já as crianças maiores seguem para o refeitório, onde mesas e cadeiras foram pensadas para o tamanho de cada faixa etária. Depois de uma manhã cheia de atividades, chega o momento de desacelerar. É a hora do descanso. O período de sono costuma se estender até 13h30. Ao acordarem, as crianças passam por uma nova rotina de cuidados. Penteiam o cabelo, tomam banho e se preparam para as atividades da tarde. Em seguida, é servida a quarta refeição, com frutas, biscoitos ou lanches leves. O restante da tarde costuma ser marcado por atividades mais livres e recreativas, muitas vezes ao ar livre. Rodas de música, jogos coletivos e brincadeiras com bola ajudam a manter o ritmo até o fim do dia. Por volta das 16h acontece a última refeição: o jantar. Depois da alimentação, as equipes organizam a higienização das crianças, trocam roupas quando necessário e registram na agenda escolar as atividades do dia para compartilhar com as famílias. A partir das 17h, os portões começam a abrir novamente. Pais e responsáveis chegam para buscar os filhos, que aos poucos deixam a creche depois de mais um dia de aprendizado, brincadeiras e convivência. Dez horas nas creches do DF A cena se repete em todas as creches públicas do Distrito Federal. Atualmente, a rede pública e as parcerias com instituições privadas atendem crianças em regime integral, sendo a capital federal a única UF que tem 100% das creches com essa carga horária. Ao todo, a rede do DF tem 41.741 vagas e 36.402 crianças já matriculadas, fora as que estão encaminhadas às creches. Ao todo, são 73 Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis), estruturas construídas ou administradas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), além de 72 instituições parceiras, 133 unidades particulares atendidas pelo Cartão Creche e duas escolas da rede pública distrital. Segundo a ex-secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o atendimento nas creches faz parte do processo educacional das crianças desde os primeiros anos de vida. “Durante muito tempo a creche foi vista apenas como assistencialismo, mas desde a Constituição de 1988 e a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional] ela passou a ser educação. É ali que a criança começa a ser estimulada, conviver com outras crianças e aprender a socializar”, afirma. De acordo com a ex-secretária, o investimento na ampliação da rede permitiu expandir o acesso das famílias ao atendimento em tempo integral. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal construiu 28 Cepis, dos quais mais de 20 já foram oficialmente inaugurados. “Esse estímulo e esse cuidado são fundamentais nessa fase da vida. A criança fica bem assistida, aprende, evolui e a família pode trabalhar com tranquilidade”, acrescenta Hélvia Paranaguá. Todas as creches vinculadas ao órgão funcionam em período integral de 10 horas diárias e dispõem de cinco refeições por dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Para a ex-secretária, o modelo também tem impacto social. “Na creche em tempo integral, a criança tem cinco refeições. Ela aprende mais, está mais protegida e vai para casa bem alimentada”, afirma. A diretora do Cepi Flor de Magnólia, Tatiane Maria de Jesus, conta ainda que as equipes acompanham diariamente a evolução de cada aluno. “Existe uma observação contínua. Temos um diário de bordo onde são registradas as atividades e o desenvolvimento das crianças. Assim conseguimos acompanhar o progresso e compartilhar essas informações com os pais.” Expansão da rede A ampliação da rede de creches tem sido uma das estratégias para ampliar o acesso ao atendimento na primeira infância no Distrito Federal. Em 2019, a fila de espera por uma vaga em creche era de 24 mil crianças. Nesses sete anos, o GDF construiu 27 Cepis distribuídos pelas regiões administrativas — além de ampliar a lista de creches conveniadas. Com isso, hoje, há mais vagas abertas do que crianças aguardando.
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