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Servidores do GDF serão capacitados para multivacinação no Distrito Federal
Para aumentar ainda mais a cobertura vacinal no DF, servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) responsáveis pela imunização se reúnem até o dia 18 deste mês na Oficina de Capacitação em Microplanejamento para Ações de Multivacinação no Distrito Federal. O objetivo é aprofundar as estratégias de vacinação, seguindo a metodologia introduzida pelo Ministério da Saúde (MS) e respaldada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) buscam aprimorar estratégias de imunização para aumentar cobertura vacinal | Foto: Tony Winston/Agência Saúde-DF Desde o início deste ano, a SES-DF já aplicou 1,5 milhão de doses de vacinas. Desse total, 703 mil foram contra a gripe e outras 700 mil em combate à covid-19, além de outros imunizantes previstos no calendário vacinal. As coberturas vacinais, contudo, ainda estão abaixo do esperado. No caso da gripe, 59,4% das crianças de 6 meses a 5 anos não foram imunizadas ainda. Entre os idosos, cerca da metade, 45,7%, também não procurou essa proteção. No caso dos professores, mais de 21% não foram se vacinar. Para a gerente da Rede de Frio da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, a metodologia proposta pelo MS oferece uma forma estruturada de aprimorar o que já está em andamento. “Esse método é importante para sistematizar as ações que estamos fazendo. O resultado é mais eficácia e eficiência em nossos processos diários”, afirma. [Olho texto=”“Há regiões, por exemplo, em que a vacina deve ser levada à casa da pessoa. Com esse curso, vamos avaliar esses perfis tão distintos para fazer ações mais personalizadas”” assinatura=”Fabiana Soares, coordenadora da Coaps” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Organizada pela Coordenação de Atenção Primária à Saúde (Coaps) e pela Gerência de Rede de Frio (GRF), a capacitação é voltada tanto aos gestores quanto aos servidores da Atenção Primária à Saúde e enfermeiros das salas de vacina. A partir da próxima semana, o curso será levado a todas as regiões de Saúde da rede. As peculiaridades de cada região também serão consideradas. A coordenadora da Coaps, Fabiana Soares, reforça que é essencial entender que as comunidades possuem especificidades e vulnerabilidades diferentes. “Há regiões, por exemplo, em que a vacina deve ser levada à casa da pessoa. Com esse curso, vamos avaliar esses perfis tão distintos para fazer ações mais personalizadas”, explica. Planejamento em pauta O processo de microplanejamento desempenha um papel fundamental na execução adequada e segura de todas as fases de uma campanha de vacinação, conforme ressalta o enfermeiro Fernando dos Santos, atuante na região Sudoeste – Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Águas Claras e Vicente Pires. Ele participou da oficina realizada nesta quinta-feira (10) e enfatiza: “Agora, tenho ferramentas aprimoradas para descentralizar as atividades de imunização, do âmbito local para o central”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Integrando também o grupo, a diretora de Atenção Primária na região Oeste de Saúde, Sandra Araújo, diz que a capacitação é uma oportunidade excepcional para explorar práticas que deram certo. “Queremos atingir maior eficácia no planejamento da cobertura vacinal. Nossa preocupação é contínua, pois atendemos uma região que demanda atenção especial, temos busca ativa e saímos com o carro da vacina. É importante para os gestores estarem próximos ao cerne da campanha de vacinação”, compartilha. A região Oeste abrange residentes de Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente e Pôr do Sol. A oficina será ministrada por servidores da GRF, da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha), Coaps e também representantes dos núcleos de vigilância epidemiológica e imunização (NVEPIs) de cada região de saúde. *Com informações da SES-DF
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Técnicas inovadoras de combate reduzem casos de dengue no DF
A prevenção à proliferação e o combate ao mosquito Aedes aegypti caminham de forma integrada nas ações do Governo do Distrito Federal (GDF), essenciais para evitar a proliferação de dengue, zika e chikungunya. Segundo o Boletim Epidemiológico nº 30, publicado em 28 de julho, os casos prováveis de dengue em residentes do DF continuam em queda. A diminuição é de 61,9% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. Também não houve registro de mortes. Em 2022, no mesmo período, foram 13 óbitos. “Temos feito um trabalho conjunto com outros órgãos do GDF, como Corpo de Bombeiros, administrações regionais e DF Legal [Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística], para combater o mosquito”, revela o diretor da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Jadir Filho. Ações de combate à dengue envolvem vários órgãos do Governo do Distrito Federal | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Entre as técnicas usadas estão o controle químico com inseticida, o uso de armadilhas para monitorar e controlar o mosquito, as inspeções feitas pelos agentes de vigilância rotineiramente às residências e imóveis nas regiões administrativas e o trabalho educativo para conscientizar a população. Além disso, o GDF implementou o método Wolbachia nas estratégias de combate ao Aedes aegypti. A técnica consiste na liberação de mosquitos contaminados com bactérias Wolbachia, micro-organismo que reduz o potencial para a transmissão das doenças. Assim, com o tempo, é esperado que a população de mosquitos incapazes de transmitir dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana seja maior que a dos potencialmente transmissores. Apesar de o mosquito ter a multiplicação no período chuvoso – normalmente entre os meses de outubro a maio -, o serviço de prevenção permanece o ano inteiro. “Já seria uma época confortável por conta da sazonalidade da doença, até considerando o começo do ano, que são os meses mais críticos, quando conseguimos ter redução em relação ao ano passado, só que o mosquito vai se adaptando ao ambiente. Mesmo com as condições desfavoráveis da seca, ele consegue se reproduzir. Por isso é importante pensarmos estrategicamente”, acrescenta Filho. Apesar de o mosquito ter a multiplicação no período chuvoso, o serviço de prevenção permanece o ano inteiro | Fotos Tony Oliveira/ Agência Brasília Segundo o diretor da Vigilância Ambiental, durante esse período, o foco é o manejo ambiental, com a retirada de entulhos e inservíveis de terrenos baldios e a vistoria de residências e comércios. “Continuamos esse trabalho para que seja mais efetivo o controle quando for iniciado o período de chuvas. Tudo isso auxilia a diminuir possíveis internações e óbitos pela doença. É uma atuação muito importante para não sobrecarregar toda a rede de saúde do DF”, defende Jadir Filho. Doenças [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti a partir da picada da fêmea. Os principais sintomas são febre alta (acima de 38ºC), dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Mas também há casos assintomáticos. A forma mais grave inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. O mosquito também é o transmissor de mais três enfermidades: chikungunya, zika e febre amarela. No caso da chikungunya, o paciente infectado com a arbovirose apresenta febre alta, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça e erupção na pele. A zika tem como principal sintoma a erupção na pele seguida de coceira, febre baixa, olhos vermelhos, dor nas articulações, nos músculos e na cabeça. As manifestações de febre amarela são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça e muscular, náuseas e vômitos.
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