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Saúde abre processo para comprar 300 respiradores

A Secretaria de Saúde abriu dispensa de licitação para adquirir, de forma emergencial, 300 respiradores (ventiladores pulmonares). Os equipamentos serão um reforço para a rede pública de saúde, pois serão utilizados nos leitos de suporte avançado destinados aos pacientes acometidos pela Covid-19. O processo foi publicado na edição extra B do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (16). As empresas interessadas em participar da licitação devem enviar suas propostas até às 15h do dia 24 de abril, pelo e-mail dispensadelicitacao.sesdf@gmail.com. Elas também devem solicitar o ofício de convocação e o projeto básico pelo mesmo e-mail. “Os ventiladores pulmonares serão instalados nos hospitais de referência para tratamento da Covid-19. Eles são de extrema importância para atender os pacientes internados. Especialmente os que necessitam de suporte respiratório, como é o caso dos acometidos pelo coronavírus”, afirmou o secretário de Saúde, Francisco Araújo. Conforme estipulado na licitação, os ventiladores pulmonares são do tipo microprocessado com turbina de ar comprimido medicinal. Em outras palavras, capazes de gerar o próprio ar medicinal, garantindo a intubação do paciente fora da internação intensiva, como nos leitos montados em diversas unidades e hospitais de campanha para pacientes com Covid-19. Licitação De acordo com o subsecretário de Administração Geral, Iohan Struck, as empresas não precisam atender o quantitativo total exigido no edital. “Cada uma deve ofertar, no mínimo, 25% do pedido, ou seja, 75 respiradores. Com isso, também damos mais chances de várias empresas participarem do processo. As que oferecerem o menor preço vencem a licitação”, informou. Além disso, as concorrentes precisam apresentar atestados de capacidade técnica e experiência comprovada com equipamentos de saúde. “De preferência, que já tenham vendido ventiladores pulmonares antes. Mas precisam ser, necessariamente, do ramo da saúde, além de cumprir todos os requisitos técnicos, judiciais e fiscais”, ressaltou o gestor. Esforço A medida faz parte de um esforço de gestão da Secretaria de Saúde para preparar a rede pública no caso de receber mais pacientes com coronavírus. Devido a pandemia e a crescente demanda por ventiladores pulmonares em todo o mundo, adquirir os equipamentos tem se tornado cada vez mais difícil no mercado. “Esta é a terceira vez que abrimos licitação para adquirir mais respiradores. Das outras vezes não obtivemos resposta, porque nenhuma empresa tinha para fornecer. Ainda assim, precisamos insistir, mesmo com o cenário mundial adverso”, comentou o subsecretário de Infraestrutura, Isaque Albuquerque. Uma medida recente para contornar a situação foi a parceria firmada entre a pasta e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-DF). A entidade ofereceu a manutenção inicial, sem custos, de 50 respiradores defeituosos recolhidos na rede pública de saúde. A estimativa é que em torno de 150 ventiladores pulmonares podem precisar de reparos. Além desses aparelhos, a pasta tem aberto diariamente dispensas de licitação para aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs), testes rápidos, contratação de ambulâncias, contratação de laboratórios, entre outras iniciativas. “A Secretaria de Saúde não tem descansado, ou medido esforços, para enfrentar a pandemia. Tudo para cumprir com seu compromisso de oferecer uma saúde de qualidade à população”, garantiu o secretário de Saúde, Francisco Araújo. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Iges-DF lança telemedicina para o combate à Covid-19

Além do enfrentamento à Covid-19, especialistas da telemedicina prestam suporte sobre casos atrelados a outras enfermidades | Foto: Davidyson Damasceno / Iges-DF Para fortalecer ainda mais o combate ao novo coronavírus, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) lançou o Projeto de Telemedicina. A iniciativa, que começou a funcionar nesta semana, proporciona aos médicos que estão atuando no combate à Covid-19 o apoio direto de especialistas nas áreas de cardiologia, clínica médica, infectologia, pneumologia e terapia intensiva. Com a inovação, profissionais das unidades de pronto atendimento (UPAs), do Hospital de Base (HB) e do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) podem trocar o conhecimento com especialistas por intermédio de videoconferências na modalidade de interconsulta. Esse apoio matricial, estruturado pela equipe da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa, foi pensado em razão do avanço da pandemia e do cenário dinâmico vivenciado pelos profissionais de saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Esse é mais um avanço que vai dar suporte aos nossos profissionais que estão na linha de frente de combate à Covid-19 e precisam de apoio de especialistas plenamente capacitados para fornecer orientações sobre o tratamento mais adequado dos pacientes”, ressaltou o diretor-presidente do Iges-DF, Sérgio Costa. Ele lembrou que, no início deste mês, o Iges-DF lançou a plataforma online EaD IGESDF Especial Covid-19, que já conta com mais de 1,2 mil inscritos. A ferramenta oferece vídeos, cursos e treinamentos em ambiente virtual não apenas para capacitar profissionais da saúde, mas também para educar a população frente à pandemia. Além do enfrentamento à Covid-19, especialistas da telemedicina começaram a prestar suporte aos médicos que precisam de apoio para casos atrelados a outras enfermidades. “As especialidades de infectologia e pneumologia são mais voltadas para dar suporte ao atendimento da Covid-19”, explicou o diretor de Inovação, Pesquisa e Ensino, Everton Macêdo. Infraestrutura O projeto conta com uma central de telemedicina, montada no Hospital de Base, com painéis para monitoramento em tempo real, conectividade em alta velocidade, internet wi-fi e notebooks equipados para videoconferência em alta resolução, além de telefone VOIP exclusivo. No Pronto Socorro do HRSM e em cada uma das UPAs há ponto de telemedicina com um notebook equipado para videoconferência em alta resolução, conectividade, internet wi-fi e telefone VOIP exclusivo. A telemedicina fica disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, em dias úteis. O serviço recebe apoio de mais especialistas para que o horário de atendimento seja ampliado.   * Com informações do Iges-DF

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Hran muda forma de entregar refeições

Referência no atendimento aos casos de Covid-19, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) realizou várias ações de capacitação/treinamento para os profissionais da Nutrição, tendo em vista que é um setor que atua em todo o hospital. Tanto com os servidores do núcleo de Nutrição, quanto funcionários da empresa terceirizada que fornece as refeições participaram de treinamento/capacitação sobre as medidas de segurança para evitar o contágio do coronavírus. Segundo a gerente de Serviços de Nutrição, Carolina Gama, a primeira preocupação dos hospitais é o compartilhamento do espaço do refeitório pelos servidores no momento das refeições. “Outra preocupação é relacionada ao contato das copeiras com os pacientes contaminados. Nas clínicas destinadas exclusivamente a pacientes com Covid-19, as empresas contratadas mantêm copeiras paramentadas dentro das clínicas para fazerem a distribuição das refeições aos pacientes”, explica Carolina. Por conta disso, no Hran foi feito o redimensionamento do refeitório, com o distanciamento das mesas; foram feitas sinalizações de distanciamento entre as pessoas; foi implementada uma nova forma de servir as preparações aos profissionais e adaptações de acordo com as recomendações do Conselho Federal de Nutrição (CFN) para o enfrentamento da Covid-19, como a retirada das toalhas das mesas, higienização após cada utilização e outros reforços nas práticas de higiene ambiental. Foram feitas 12 capacitações apenas com os funcionários da empresa terceirizada, com base nas solicitações e orientações recebidas do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar e repassadas pelo Núcleo de Nutrição e Dietética (NND). Os principais treinamentos realizados no Hran tiveram como temas a lavagem das mãos, paramentação, desparamentação e uso adequado dos equipamentos de proteção individual (EPIs) durante o trabalho. As copeiras também participaram de capacitações específicas feitas em cada clínica que atuam, em conjunto com os demais membros dos andares/setores que foram modificados para o atendimento de pacientes de Covid-19. Distribuição A rotina de entrega das refeições no hospital foi modificada para atender as necessidades de cada setor e recomendações dos fluxos definidos pelo Gabinete de Crise. Nesse sentido, em algumas clínicas as dietas são colocadas em uma mesa na porta da enfermaria do paciente em horários pré-definidos, e a equipe de enfermagem realiza a entrega da refeição, aproveitando o horário de medicação. “Por outro lado, também tem clínica onde as copeiras e nutricionistas realizam a paramentação completa na entrega das refeições e são escaladas para atuar de forma exclusiva na área isolada”, explica a nutricionista chefe do Núcleo de Nutrição e Dietética do Hran, Marcela Marques. A nutricionista chefe explica que foi elaborado no Hran um protocolo nutricional para o atendimento de pacientes portadores de Covid-19, com novas rotinas de atuação e medidas preventivas para evitar a disseminação da doença e preservação dos profissionais. “Também foi elaborado um cardápio específico para pacientes de Covid-19, considerando características observadas na rotina de atendimento da nutrição, como inapetência, dispneia, ageusia (perda do paladar), dor de garganta e sintomas gastrointestinais”, informa Marcela. Todas as ações são voltadas para o enfrentamento da pandemia do coronavírus, além da segurança dos profissionais da saúde. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Policiais militares do DF receberão 24 mil máscaras protetivas

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ganhará, nos próximos dias, 24 mil máscaras para uso dos policiais em serviço em todo o DF. Os insumos serão confeccionados, a partir desta sexta-feira (17), pela Fábrica Social do GDF. Outras 1,5 mil máscaras também serão produzidas para serem distribuídas para outros servidores de atividades essenciais. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direitos”] Todo o tecido e aviamentos para a produção das máscaras foi doado por um grupo de instituições e uma pessoa física. Entre elas estão a Business and Professional Women (BPW Brasília), a Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), o grupo Mulheres do Brasil, a Rede Internacional de Excelência Jurídica do DF, a Faculdade Estácio, Agência de Transformação Social, a Fundação Pedro Jorge, a Central Park Gráfica de Conveniência e a estilista Letícia Gonzaga. A doação foi recebida na tarde desta quinta-feira (16) pelo vice-governador Paco Britto, que também é coordenador do programa Todos Contra a Covid, e sua esposa, Ana Paula Holff. A presidente da BPW Brasília, Bernadete Martins, frisou a agilidade do Governo do Distrito Federal para o recebimento da doação e confecção dos insumos. “Em menos de 24 horas o comitê gestor do programa conseguiu desburocratizar para que conseguíssemos confeccionar as máscaras, que vão fazer muita diferença para a proteção desses profissionais”, elogiou. Paco agradeceu o empenho das instituições em ajudar o governo neste momento de pandemia e lembrou que empresários e sociedade sempre terão acesso, de maneira facilitada, ao que é feito com todas as doações recebidas. Ele ressaltou, ainda, a transparência com a qual o GDF tem agido em relação às doações recebidas. “Fazemos questão de mostrar para onde está indo cada item recebido e vamos disponibilizar os dados também na internet”, destacou o vice-governador. O projeto Fábrica Social receberá tecido, elástico e aviamentos doados já nesta sexta-feira, de modo que seja imediatamente iniciada a confecção das máscaras. Mais doações Pela manhã, o vice-governador recebeu a doação de 1,2 mil garrafas de suco de laranja integral que serão doadas para instituições sociais e pessoas mais socialmente vulneráveis. A bebida está à disposição do governo para ser distribuída de acordo com a programação do comitê. Ainda nesta semana, Paco recebeu da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-DF) e do Conselho Regional de Odontologia (CRO-DF) 1,5 mil kits para higiene bucal – com escova de dente e creme dental. Os insumos começaram a ser entregues para a população carente, em domicílio, juntamente com medicamento de alto custo e uma cartilha que ensinar a prevenção e educação da higiene bucal contra o coronavírus. Todos contra a Covid Por meio de decreto, o GDF instituiu o Comitê de Emergência a fim de arrecadar doações para o combate e enfrentamento do novo coronavírus. Além de produtos, serviços, alimentos, insumos e equipamentos, o governo também recebe, por meio do Banco de Brasília (BRB), doações financeiras para ações de enfrentamento à pandemia. Como doar: Agência: 027 Conta Corrente: 049.521-5 CNPJ: 02.174.272/0001-55 Banco 070 – Banco de Brasília (BRB)

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Papuda terá hospital de campanha com 40 leitos

A Secretaria de Saúde vai contratar, de forma emergencial, uma empresa de engenharia civil para construir um hospital de campanha no Complexo Penitenciário da Papuda. O espaço será voltado à população carcerária acometida pela Covid-19 e terá capacidade para 40 leitos, sendo 10 de suporte avançado e 30 de enfermaria. O processo de dispensa de licitação foi divulgado na edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal de quarta-feira (15). As empresas interessadas devem enviar suas propostas até as 15h desta sexta-feira (17), pelo e-mail dispensadelicitacao.sesdf@gmail.com. Elas também devem solicitar o ofício de convocação e o projeto básico da unidade pelo mesmo e-mail. “O cronograma da obra e os valores teremos nas próximas 48 horas, quando as empresas enviarem suas propostas. Saindo a assinatura do contrato, a construção é imediata. Será uma unidade com cerca de 900 metros quadrados de área construída”, informou o subsecretário de Infraestrutura da Secretaria de Saúde, Isaque Albuquerque. Segurança  De acordo com o gestor, a edificação na Papuda será atípica dos demais hospitais de campanha levantados durante a pandemia do coronavírus, pois precisa garantir aspectos de segurança à construção. Entre eles, dispositivos anti fuga e espaços para separar presidiários de facções rivais e ex-policiais. “Estamos agregando em uma unidade de saúde os pré-requisitos de uma unidade prisional, o que foge por completo das características dos hospitais de campanha feitos no Brasil”, afirmou o subsecretário. “Assim que a empresa for escolhida, também será validado um plano com a equipe do complexo prisional para garantir a proteção e o fluxo dos trabalhadores”, ressaltou. Fluxo  Quando o espaço estiver concluído, a equipe da unidade básica de saúde (UBS) que atua na Papuda será responsável por fazer os pré-testes para Covid-19. Os pacientes que derem resultado positivo serão triados para o atendimento no hospital de campanha. “Haverá uma integração entre a equipe existente e uma nova equipe, que será contratada pela Secretaria de Saúde nos mesmos moldes do hospital de campanha no Mané Garrincha. Então, não vamos descobrir nenhuma outra unidade”, garantiu Isaque Albuquerque. Casos  Conforme os dados da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), até quarta-feira (15), um total de 25 agentes penais e 38 reeducandos testaram positivo para a Covid-19. Não há registros de casos graves entre eles. Um dos agentes já se recuperou da doença. A pasta destacou que parte dos que testaram positivo aguardam a contraprova, ou seja, os números podem sofrer alterações nos próximos levantamentos. *Com informações da Secretaria de Saúde

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UBS 1 de Taguatinga confecciona máscaras caseiras para pacientes

Com uma máquina de costura, tecido e muita força de vontade, a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga tem produzido máscaras caseiras para entregar aos pacientes que se consultam no local. A mão de obra de residentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de servidores do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) tem fabricado até 40 máscaras por dia, beneficiando diretamente as pessoas que passam pela unidade. Os materiais são cortados, costurados e higienizados pelos profissionais de saúde, seguindo os modelos adotados pela Secretaria de Saúde. A iniciativa teve uma repercussão tão positiva na região que inspirou servidores de outras unidades, como a UBS 5 de Taguatinga e UBS 1 de Águas Claras, a visitarem o local para conhecer mais sobre a ação. A gerente da UBS 1 de Taguatinga, Iraquitânia Bernardo, conta que a produção das máscaras partiu de um receio pela falta do material. Segundo ela, a escassez do produto em países como o Japão, noticiada por telejornais de todo o mundo, incentivou a equipe a arregaçar as mangas e ajudar, por conta própria, os pacientes que sofrem com alguma síndrome respiratória. “Quando vimos a possibilidade do desabastecimento dos equipamentos de proteção individual (EPIs), usamos o TNT que temos aqui e iniciamos os trabalhos. Agora há máscaras tanto para os pacientes quanto para os servidores”, lembra. Pelas contas da gerente, em torno de 30 máscaras são entregues diariamente na UBS 1 de Taguatinga, enquanto o restante é deixado de reserva, em caso de necessidade. Assim que os pacientes deixam a unidade, podem descartar o produto, que é fabricado com uma TNT mais grossa que a habitual, para garantir uma segurança maior na filtragem do ar. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Pacientes com Covid-19 têm garantida a manutenção de respiradores

Pasta faz levantamento inicial de respiradores defeituosos na rede pública e os entrega ao Senai-DF | Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde Um acordo de cooperação técnica foi assinado, nesta quinta-feira (16), entre a Secretaria de Saúde(SES)  e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-DF). O objetivo da parceria é garantir a manutenção preventiva e corretiva de, pelo menos, 50 respiradores (ventiladores pulmonares) utilizados nos leitos destinados aos pacientes acometidos pela Covid-19. Os equipamentos defeituosos foram entregues pela pasta na sede do Senai Taguatinga, que utiliza um espaço voltado a cursos da área automotiva para reparar os aparelhos. O fluxo de trabalho inclui esterilização, identificação de falhas, manutenção, testes de funcionamento e embalagem para entrega. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Como previsto na parceria, a Secretaria de Saúde realiza o levantamento inicial de respiradores defeituosos na rede pública e os entrega ao Senai. A estimativa inicial é de que em torno de 150 ventiladores pulmonares podem precisar de reparos. Eles serão entregues em lotes, conforme a demanda. “Atualmente, o mundo inteiro tem dificuldade em conseguir mais respiradores. Quando colocamos o Senai recuperando esses equipamentos para a nossa engenharia clínica, garante uma resposta mais rápida à sociedade. Essa iniciativa vai salvar muitas vidas”, afirmou o secretário de Saúde, Francisco Araújo, ao visitar a oficina do Senai Taguatinga, onde os reparos são realizados. De acordo com o gestor, cada um dos ventiladores pulmonares recuperados garante suporte à respiração de pacientes internados, especialmente os que passam pelo tratamento para Covid-19. “Ele é fundamental dentro de um leito de UTI. É, hoje, o instrumento mais necessário para a população, uma vez que o coronavírus afeta diretamente o sistema respiratório das pessoas”, explicou Francisco Araújo. Iges-DF também integra acordo firmado com o Senai-DF | Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde O papel social do Sistema S em apoiar a rede pública de saúde durante a pandemia foi destacado pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra). O Senai-DF é uma das instituições que compõem o Sistema Fibra. “Essa é uma contribuição que nos vemos compelidos a fazer, uma vez que a sociedade precisa tanto desses respiradores”, ressaltou o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar. Iges-DF O Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) também integrou o acordo firmado com o Senai-DF. A entidade será responsável por disponibilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para a manutenção, técnicos com expertise para acompanhar os processos e realizar a calibração final para liberar os aparelhos, entre outros serviços. “O apoio do Senai potencializa muito a nossa ação e capacidade de resposta. É uma parceria que vai continuar, principalmente pelas atividades e práticas exitosas que tem em todo o território nacional”, comentou o diretor-presidente do Iges-DF, Sérgio Costa. Máscaras Os gestores da Saúde também tiveram a oportunidade de visitar, no Senai Taguatinga, o espaço onde são fabricadas mais de 600 máscaras de proteção facial de acrílico, conhecidas como face shield. Os instrutores do Senai-DF mostraram aos gestores como é feita a montagem dos materiais. Elas são produzidas em impressoras 3D no laboratório da entidade, como mais uma ação de enfrentamento ao coronavírus. A iniciativa é realizada em conjunto com o Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF). Além disso, mais uma linha de montagem de máscaras faciais foi aberta, por meio de uma parceria com o movimento Brasília Maior que a Covid-19. O grupo está produzindo face shields no Instituto Federal de Brasília (IFB) e leva as peças para montagem no Senai Taguatinga.   * Com informações da Secretaria de Saúde

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Escola em Casa DF – Formação para o Google Educação

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Coronavírus_SARS-CoV2_COVID-19

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Prorrogação do Edital de Chamamento nº 003/2020

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GDF fica dispensado de apresentar estudos econômicos na pandemia

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou em segundo turno, na noite desta quarta-feira (15), o Projeto de Lei 1.102 de 2020 que dispensa o Governo do Distrito Federal de realizar estudos econômicos em medidas emergenciais de contenção do novo coronavírus. O texto, de autoria do Poder Executivo, altera a Lei 5.422 de 2014 que trata da obrigatoriedade de avaliações de impactos das políticas públicas, fiscais, tributárias e creditícias do GDF. Isso dará mais agilidade às respostas e ações de emergência de saúde pública contra a disseminação da Covid-19 no DF. A proposição valerá enquanto perdurar o estado de emergência decretado pelo GDF em fevereiro. O projeto segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha. De acordo com a LRF Na carta de exposição do projeto enviada aos deputados distritais, o secretário de Economia André Clemente ressaltou que a medida “visa tão somente dispensar a elaboração de estudos econômicos e não a estimativa do impacto orçamentário-financeiro exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.” Ainda segundo ele, a situação excepcional justifica tomadas de decisões voltadas a medidas que concedam ou ampliem incentivos ou benefícios a setores da atividade econômica, além da aplicação de renúncia da receita ou aumento da despesa pública enquanto durar a pandemia. *colaborou Hédio Ferreira Júnior

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Adasa endurece regras para coleta e destinação de lixo

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) baixou novas regras para a prestação e uso dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. A medida foi tomada em função do risco de contaminação pelo novo coronavírus.  As medidas envolvem tanto o prestador de serviços (SLU) quanto o usuário – que terá que acondicionar os resíduos sólidos de forma mais segura para evitar a contaminação dos trabalhadores que fazem a coleta do lixo.  As recomendações foram construídas com base em estudos de entidades nacionais e internacionais – que comprovam a persistência do vírus em superfícies – e estão sendo intensificadas, diante das previsões de risco de contaminação mais agressiva nas próximas semanas. De acordo com a Resolução n° 5, publicada hoje no Diário Oficial do DF, o usuário deverá acondicionar os resíduos sólidos em saco plástico descartável e resistente e encher apenas 2/3 da capacidade, para evitar a exposição do resíduo descartado.  O acondicionamento deverá ser reforçado por outro saco plástico resistente, para impedir que o resíduo se espalhe no momento que for manuseado pelo coletor. Fica proibida a disposição de resíduos a granel (soltos) em caixas ou contêineres.  No caso de coleta porta a porta, os sacos deverão ser dispostos no horário mais próximo do horário de recolhimento.  O prestador de serviço terá que apresentar à Adasa um Plano de Contingência e Emergência, contendo ações a serem implementadas para viabilizar a coleta adequada, diante de eventual aumento de geração de resíduos, decorrente das medidas de isolamento social, ou imprevistos.  O SLU deverá também, garantir e reforçar o fornecimento de equipamentos de proteção individual e coletiva, necessários ao desempenho das funções dos servidores e terceirizados; disponibilizar álcool gel e promover treinamento para evitar o risco de contaminação durante a execução das atividades. Os veículos de coleta deverão ser higienizados diariamente e os resíduos sólidos que chegarem ao Aterro Sanitário deverão receber cobertura imediata para evitar a proliferação de vetores de doenças e a aproximação de animais. Fica mantida a suspensão de atividades de coleta seletiva de recicláveis até o fim da vigência das medidas de enfrentamento da Covid-19, nos termos do Decreto nº 40.548/2020. Nos condomínios, os contêineres deverão ser higienizados com produtos desinfetantes e os responsáveis pelo manuseio deverão utilizar equipamentos de proteção adequados. * Com informações da Adasa

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Sanear-DF retira 800 toneladas de entulho em Samambaia 

Maquinário do GDF percorreu vários endereços, entre esses, um lote abandonado que estava cheio de lixo | Foto: Divulgação / Administração de Samambaia Samambaia ganhou nova face, no início desta semana, quando as equipes do programa Sanear-DF recolheram 800 toneladas de inservíveis, lixo e entulho em toda a região. O programa é coordenado pelas secretarias das Cidades e de Governo e pela Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival). A ação foi realizada nos pontos mapeados pela administração da cidade, a partir de demandas encaminhadas pela população por meio da Ouvidoria do GDF. Foram vistoriados mais de 18 endereços, entre esses, um lote abandonado na QS 404. “Esse lote estava incomodando muito”, contou o morador Wagner Oliveira, que comemorou a operação. “Pedimos várias vezes para o proprietário remover o lixo, mas graças a Deus, a administração veio limpar”. Outro local vistoriado pelo Sanear-DF foi o Aterro Sanitário, onde as equipes descartaram pneus, garrafas e outros materiais. “Os casos de dengue têm preocupado todo o GDF, por isso é tão importante uma intervenção como essa”, destacou o administrador de Samambaia, Gustavo Aires. “Contamos também com o auxílio da comunidade para vistoriar as suas próprias casas”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além de recolher entulho e material que pode propiciar o aumento dos focos do mosquito transmissor da dengue, o Sanear-DF também tem atuado em ações de combate ao coronavírus, já tendo contemplado mais de 100 áreas públicas com essa operação. * Com informações da Administração de Samambaia

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Processo Seletivo – Mestrado Acadêmico e Doutorado em Educação

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População em situação de rua recebe atendimento médico

A Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) está prestando atendimento à população em situação de rua abrigada nos alojamentos provisórios instalados no Autódromo Internacional Nelson Piquet. Desde o dia 8 de abril, as equipes do Consultório na Rua estão realizando, três vezes por semana, atendimento médico para as pessoas em situação de rua instaladas no autódromo. As equipes de Consultórios na Rua têm por propósito potencializar estratégias utilizadas no território, criando redes e vínculos, tendo como objetivo garantir o cuidado integral desta população através da inserção na rede de saúde e intersetorial. O secretário de Saúde Francisco Araújo considera importante esse trabalho das equipes, em parceria com a Sedes, “porque essa é uma população extremamente vulnerável à proliferação do coronavírus, e se eles ficarem nas ruas, sem acompanhamento e assistência, corremos o risco de ter uma contaminação muito forte e grave nesse público”. Ele ressalta que, no caso da Covid-19, a melhor estratégia é a prevenção, “atuar antes que a doença se instale”. Já a gerente de Atenção à Saúde à População em Situação Vulnerável e Programas Especiais, Denise Leite Ocampo, explica que “serão três dias na semana porque a maioria das pessoas acolhidas têm agravos crônicos e, uma vez sanadas as questões agudas e realizado o manejo das questões crônicas, as equipes vão avaliar as intercorrências que surgirem”. Finalidade  A equipe de saúde tem a finalidade de fazer o atendimento de todas as pessoas, realizar o perfil de saúde deles, o diagnóstico situacional e planejamento das ações em saúde. Além disso, identificar aqueles com febre e sintomas respiratórios para tomar as providências quanto à Covid-19. De acordo com Alan Fonseca, técnico de enfermagem e integrante da equipe do Consultório na Rua, primeiro é feita a triagem com anotação de todas as queixas dos pacientes, depois, os profissionais aferem a pressão e encaminham para o atendimento com o médico. Os casos mais graves são encaminhados para os hospitais. Valmiro Oliveira, 46 anos, foi atendido pela equipe do Consultório na Rua, nesta terça-feira (14), e ficou satisfeito com o trabalho. “Esse é um atendimento necessário para nós, que moramos na rua e quando precisamos de uma consulta médica, muitas vezes somos tratados com preconceito e descaso por causa da nossa situação”, desabafa. A principal queixa dele é a abstinência de drogas e dores abdominais constantes. Ele conta que os pais são idosos e moram em Santo Antônio do Descoberto (GO), mas como ele estava na rua correndo risco de contrair o coronavírus, preferiu ficar no alojamento. Consultório na Rua É uma modalidade de equipe Saúde da Família que funciona na Secretaria de Saúde do DF, bem como em outros estados, e que foi implementado pelo Ministério da Saúde para atendimento específico às pessoas em situação de rua. A equipe de Consultório na Rua pode ser composta por vários profissionais, entre médicos, assistentes sociais, enfermeiros, técnicos em enfermagem e psicólogos. Segundo a gerente de Atenção à Saúde à Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais, Denise Ocampo, as equipes de Consultórios na Rua têm por propósito potencializar estratégias utilizadas no território, criando redes e vínculos, tendo como objetivo garantir o cuidado integral desta população através da inserção na rede de saúde e intersetorial. Instalações O autódromo é uma unidade de acolhimento com capacidade para 200 pessoas, administrado pela Sedes e organizado pelo Instituto Tocar, contratado pela pasta. Os alojamentos começaram a funcionar no dia 7 de abril e está previsto para seguir por 90 dias ou enquanto durar a pandemia. O local está abrigando cerca de 160 pessoas. O diretor do Instituto Tocar, Elkin Páez, informou que o objetivo é manter todos os moradores em situação de rua instalados no local. “Como a maioria tem comorbidades como diabetes, hipertensão e doenças crônicas, queremos que eles cumpram a quarentena aqui, evitando que saíam e contraiam o coronavírus. Tudo para evitar ao máximo que eles tenham que ir aos hospitais”, explica. A ideia da iniciativa, além de proteger as pessoas vulneráveis nesse tempo de pandemia, é evitar que a contaminação da Covid-19 se prolifere entre essa população e, consequentemente pela cidade. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Saúde recebe doação de ventilador pulmonar e bombas infusoras

| Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde A Secretaria de Saúde recebeu, nesta terça-feira (14), a doação de um ventilador mecânico e dez bombas infusoras. A entrega foi feita pelo Grupo Brasal, que já doou à rede pública de saúde 13 bombas infusoras, três monitores multiparâmetros e um ventilador pulmonar. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita “] Até agora, a secretaria já recebeu a doação de 13 bombas, três monitores e sete ventiladores pulmonares. Os equipamentos foram doados, além do Grupo Brasal, pelo Grupo Kyoto Motors e pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese-DF). “Estamos em meio à pandemia desse vírus. O equipamento mais importante neste momento, para atendimento a esse paciente, é o ventilador pulmonar. O vírus afeta o sistema respiratório, que passa a necessitar de auxílio”, destaca o diretor de Engenharia Clínica da Secretaria de Saúde, Willian Gontijo. Em relação aos monitores, ele frisa que são fundamentais, deixando mais segura e completa a monitorização de paciente na UTI. “Gostaria de fazer um agradecimento especial ao presidente da Codese, Paulo Muniz, à superintendente Ruiter Thuin e à secretária executiva Rosane pelo esforço em juntar empresas para efetivar essa doação de cinco ventiladores pulmonares”, agradeceu o subsecretário de Infraestrutura, Isaque Costa de Albuquerque. | Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde A maioria dos aparelhos foi instalada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade referência para tratamento de pacientes com coronavírus. Outros hospitais, ainda a serem escolhidos, também receberão os equipamentos. Segundo Willian Gontijo, ainda neste mês deverá haver a entrega de mais sete ventiladores pulmonares e cinco monitores.   * Com informações da Secretaria de Saúde

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Mães com Covid 19 precisam manter a amamentação

Com a chegada do novo coronavírus, muitas dúvidas e preocupações surgiram. Uma delas paira sobre a cabeça das mamães em fase de amamentação: se for contaminada, ela deve ou não continuar com o aleitamento materno? A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta a manutenção da amamentação por falta de elementos que comprovem que o leite materno possa disseminar o coronavírus. Porém, para evitar que a contaminação seja por outros meios, é preciso cuidar da higiene antes de pegar a criança. [Olho texto=”É importante continuar amamentando, pois o leite fortalece o sistema imunológico do bebê” assinatura=”Mirian Santos, coordenadora dos Bancos de Leite Humano da Secretaria de Saúde” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Reforçamos que as mães precisam higienizar as mãos e usar máscaras. Mas caso ela deseje e sinta mais segurança, pode extrair o leite e pedir que outra pessoa ofereça à criança usando um copinho”, explica a coordenadora dos Bancos de Leite Humano da Secretaria de Saúde, Mirian Santos. Uma nota técnica publicada pela pasta ainda elenca outras precauções, como limpar as bombas de extração do leite após uso e a troca imediata da máscara em casos de tosse ou espirro. “Ressaltamos que, em caso de qualquer dúvida, nos colocamos à disposição das mães, por meio dos nossos canais de atendimento. É importante continuar amamentando, pois o leite fortalece o sistema imunológico do bebê”, complementa a coordenadora. * Com informação da Secretaria de Saúde-DF

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Gigantes da saúde: a luta dos profissionais contra o coronavírus

Ha sete anos no Samu e no Aeromédico, a médica Gabriela Botár vê a oportunidade de crescer pessoal, espiritual e profissionalmente diante da dificuldade: “É preciso apreender, desaprender, ressignificar. Acredito que depois do coronavírus seremos humanos e profissionais melhores” | Fotos: Breno Esaki e Geovana Albuquerque/ Secretaria de Saúde Medo e saudade. Dois sentimentos que se misturam à força e à coragem de quem precisa lidar, diariamente, com pacientes diagnosticados ou com suspeita de infecção de coronavírus. Profissionais que precisaram abrir mão da família, de cuidados pessoais, da quarentena em favor da segurança daqueles que amam e em nome do atendimento rápido e eficaz a quem precisa ser tratado. Força e coragem, aliás, são duas coisas que a médica Milene Dantas Diogo tenta repassar, diariamente, aos 64 médicos que ela coordena como chefe substituta do serviço de clínica médica do Hospital de Base, uma das unidades de referência para atendimento de pacientes com coronavírus. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Montei um grupo no WhatsApp para tentar solucionar problemas que apareçam e atualizar os profissionais sobre mudanças operacionais e de logística. Quando quem está na ponta tem apoio imediato, as coisas ficam mais fáceis de serem carregadas”, observa. À frente do serviço de clínica médica do Base, Milene Dantas desabafa: “Estou mais fragilizada como mãe do que como médica” A médica fala com muita segurança sobre o processo de trabalho. Mas, ao comentar sobre as mudanças que precisou fazer no ciclo familiar, não consegue conter o choro. “Estou mais fragilizada como mãe do que como médica. Porque, no trabalho, a gente monta o cenário, traça as estratégias e vai para cima. Em casa, com filhos adolescentes sempre proativos, não sei como estão processando isso e me preocupo do ponto de vista emocional e psicológico”, desabafa. Mãe de três filhos, com idades de 8, 13 e 16 anos, Milena conta que precisou reorganizar tudo em casa. Ficou com apenas uma das empregadas, a que cuida das crianças, já que o marido também é médico e atua no Hospital de Base. A saudade da mãe também aperta. “Toda sexta-feira ela buscava meus filhos na escola e ia almoçar com a gente. Agora, só podemos nos ver pelas chamadas de vídeo”, conta, com a voz embargada. Em casa, precisou desenvolver novas tarefas, como cuidar do jardim, da piscina e até mesmo cortar os cabelos dos filhos. Longe de quem ama A enfermeira Gabriela Alves Rodrigues tomou uma atitude ainda mais severa: está longe do marido e dos filhos há pouco mais de 20 dias. Ela está em casa, sozinha, enquanto o restante da família foi morar com a sogra. “Não tem sido fácil”, resume. Ela conta que, no trabalho, muita coisa também mudou. Além dos treinamentos constantes, o medo e a angústia passaram a fazer parte da rotina. “Pensamos, o tempo todo, que nossos familiares e colegas de trabalho podem adoecer e até morrer por isso”, destaca, acrescentando que recebe apoio psicológico no Hospital de Base, onde trabalha. Referência Gerente de Assistência Clínica no Hospital Regional da Asa Norte, referência para atendimento da Covid-19, a médica Francielle Pulcinelli Martins conta que oscila os pensamentos entre a normalidade e o medo. “A rotina no Hran sempre foi pesada, com muitos atendimentos. Mas, agora tem o medo como agravante, pois sabemos que o vírus é extremamente contagioso. Temos medo, mesmo tomando todos os cuidados”, observa. Francielli Pulcinelli: “Tento relaxar fazendo brincadeiras com as crianças em casa” Mesmo com esse sentimento, em casa ela tenta tranquilizar os dois filhos, de 4 e 6 anos de idade. “Tento relaxar fazendo brincadeiras com as crianças em casa”, conta a médica. Ela diz que sempre deu muito valor aos momentos em família e às reuniões com pais, irmãos, sobrinhos e amigos. “Hoje, vejo ainda mais o valor imenso que isso tem”, frisa. Também na linha de frente no atendimento, a enfermeira Gabrielle Pessoa mostra as marcas que ficam no rosto ao fim de um plantão. “São horas e horas paramentada. Muitas vezes não vamos ao banheiro, não bebemos água, esquecemos de nós em prol dos outros”, destaca. Para amenizar a carga, Gabrielle busca fazer coisas de que gosta para se desligar de tudo o que vê no hospital. “Amo minha profissão, estou empenhada e disposta para enfrentar tudo isso. Mas, de algum modo, toda essa instabilidade nos comove como ser humano”, destaca. A enfermeira conta que anda mais sensível desde que começaram a surgir os primeiros casos no DF. “Choro com mais frequência, estou ansiosa. Querendo ou não temos sentimento de medo, incerteza, insegurança, por ser algo novo”, diz ela, que acrescenta: “Hoje, valorizo ainda mais o abraço, como demonstração de afeto. Sinto falta do contato com o outro, do aperto de mão, do beijo no rosto, das conversas mais próximas. Detalhes que antes passavam despercebidos.” Apesar de todo esse sentimento misturado, Gabrielle diz se sentir lisonjeada em estar na linha de frente. “Isso irá me acrescentar muito profissionalmente. É um momento histórico, em que todos estão empenhados, desde serviços gerais até a alta complexidade”, destaca. Atendimento remoto A médica reguladora e intervencionista do Samu e do Aeromédico, Gabriela Botár atua no serviço há sete anos. Ela conta já ter vivido situações extremas no trabalho, com vários atendimentos seguidos durante o plantão, em locais de difícil acesso e que exigiam resiliência, mas nada comparado ao que tem vivido hoje. Para ela, uma das grandes dificuldades é precisar se atualizar rapidamente para os atendimentos, pois a doença é nova. “E, por se tratar de um vírus altamente contagioso, precisamos tomar os cuidados especiais em relação ao uso de EPIs [equipamentos de proteção individual], higienização da viatura e de materiais.” Doação e segurança: profissionais de saúde agem como verdadeiros anjos da guarda quando o assunto é preservar e salvar vidas Ela conta que se distanciou de familiares e amigos. “Foi a decisão mais sensata, já que estou na linha de frente. Para amenizar essa situação, faço vídeo chamada para eles quando estou de folga. Não é a mesma coisa de tê-los pessoalmente, mas é o que tem me ajudado no quesito saudade”, conta. Para diminuir a pressão, ela diz que tem buscado alívio na espiritualidade, contato com plantas e animais, lendo sobre assuntos diversos. “Faço terapia online, exercícios físicos em casa e tento refletir sobre o que tudo isso tem a nos ensinar. O momento é delicado e exige serenidade e equilíbrio dos profissionais de saúde. É preciso apreender, desaprender, construir, reconstruir, inventar, reinventar e, principalmente, ressignificar. Acredito que depois do coronavírus seremos humanos e profissionais melhores”, finaliza. Também no Samu, o condutor de viaturas Cleiton Souza conta que a rotina de trabalho mudou com a chegada do novo vírus. “O núcleo de educação sempre abordou uso de equipamento de proteção individual, mas agora aumentou a preocupação no retorno à base, preocupando com a higienização de utensílios e móveis”, conta. O retorno para casa, onde mora com esposa e uma filha, também passou a ter cuidados a mais. “Troco a roupa, ainda na base, ao fim do expediente e levo para casa, separada em uma sacola. E já coloco para lavar imediatamente”, detalha. Ele conta que também tem buscado coisas para aumentar a imunidade, como melhorar alimentação.   * Material originalmente publicado no site da Secretaria de Saúde

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Como usar e higienizar máscaras caseiras

Boca e nariz devem sempre estar totalmente cobertos pela máscara, que só pode ser tocada depois de higiene bem feita nas mãos, ensina especialista | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília Com o objetivo de se proteger do novo coronavírus, causador da doença Covid-19, a população brasileira deu início a uma busca frenética por máscaras, o que levou à escassez do equipamento de proteção no mercado. Em consequência, a confecção caseira tem se tornado uma alternativa também no Distrito Federal. Leia a nota técnica da Anvisa sobre o uso de máscaras Gerente de Risco da Vigilância Sanitária do DF, Fabiana de Mattos Rodrigues ensina que alguns cuidados são essenciais na produção da máscara. A começar pela escolha do tecido, que deve ser hipoalergênico, à base de algodão, além de espesso e resistente. “O primeiro passo é a escolha do tecido. Depois, ter o cuidado para que a máscara cubra totalmente a boca e nariz e que estejam bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais”, orienta Fabiana. A especialista reitera, contudo, que a principal prevenção contra o novo vírus continua sendo não sair de casa, segundo orientação reiterada do Ministério da Saúde. “Mas, se for preciso fazê-lo, usar a máscara corretamente e sempre com a distância social de, no mínimo, um metro. Importante também não sairmos só com uma máscara, levarmos sempre mais uma. Como é de tecido, ao respirarmos e conversarmos ela molha e perde a barreira de proteção. Daí devemos trocar.” [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Mas, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como usar e fazer a higienização da máscara caseira. Por isso, a Agência Brasília explorou o assunto com a gerente da Vigilância Sanitária, de modo a apontar o que está certo e o que está errado no uso do equipamento. Veja o questionário com a especialista: Por quanto tempo podemos usar a máscara caseira? O ideal é de, no máximo, três horas. Qual a duração deste tipo de máscara? Devemos fazer uma inspeção, diariamente, para avaliar a qualidade do tecido, verificando se está danificado. Posso compartilhar minha máscara? Não. O uso da máscara é individual. Não devemos compartilhá-la nem com mães ou filhos, mesmo após lavá-las. Quais cuidados tomar ao colocar e retirar a máscara? O uso da máscara aumenta a tendência de colocar as mãos no rosto. Antes de tocar na máscara, devemos higienizar as mãos. Por isso devemos sempre sair com um frasco de álcool gel. O ideal é usarmos a máscara de lacinho, mas, se tivermos as de elástico atrás da orelha, é preciso higienizar as mãos antes de tirar as máscaras. Quais outros cuidados devo ter? Não deixar a máscara pendurada no pescoço ou braço porque, assim, ela está suscetível a sujeira. Se eu precisar tirar a máscara por um período, o que devo fazer? Devo colocá-la em um saquinho. Como guardar a máscara após lavar? Em um saquinho individual, fechando-o após lavar. Como armazenar a máscara usada? Em um saquinho, também. Devemos levar um saquinho para guardá-la até chegar em casa. Como fazer a lavagem? Quando chegamos com a máscara suja em um saquinho, tiramos e colocamos de molho com um pouco de água sanitária e sabão. Deixar de molho de 20 a 30 minutos, depois esfregamos, enxaguamos e colocamos para secar. O molho pode ser na água quente? Não, porque pode prejudicar a trama do tecido, danificando-o. Precisa secar ao sol? Não. Depois de seca, o que fazemos com a máscara? Devemos passar ferro e guardá-la em um saquinho.

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Órgãos de Segurança e Saúde visitam complexo da Papuda

Dentro do quadro de ações prioritárias no combate ao novo coronavírus no sistema prisional do Distrito Federal, equipes da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF), e da Secretaria de Saúde (SES) visitaram as instalações do Complexo Prisional da Papuda na manhã de hoje (11/4). Nessa visita, os técnicos da SES puderam avaliar quais os melhores locais para a instalação de um hospital de campanha dedicado ao atendimento de presos que porventura evoluam para um quadro mais grave. ”A instalação, com a maior brevidade possível, de um hospital de campanha, dentro da área do Complexo da Papuda, nos permitirá dar apoio ainda mais apropriado àqueles que porventura tenha seu quadro clínico degradado”, assegurou Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do DF. Segundo ele, inúmeras precauções necessárias vêm sendo tomadas, por meio de isolamento dos infectados e dos 166 detentos idosos do grupo de risco, da limpeza diária das instalações e agora com nova desinfecção das celas, a partir desta segunda. ”Segunda-feira receberemos apoio da Vigilância Sanitária para desinfecção das celas e de todo o presídio e, a partir de quarta-feira, seremos apoiados pelas tropas militares do Comando Militar do Planalto, também na tarefa de desinfecção continuada dos ambientes” concluiu Torres. No momento, não há nenhum caso preocupante dentro do sistema prisional, tanto de detentos quanto de agentes. Até a noite de quinta-feira (9), já estavam confirmados 13 casos de contaminação entre os agentes e seis entre os detentos. Diante disso, e visando conter uma eventual onda de propagação do vírus, foi feita ontem (10) uma testagem em massa de 332 internos da ala onde ocorreu a contaminação inicial, além de outros 126 policiais penais. Os resultados desses últimos testes dependem de confirmação da SES, que realiza agora a fase de exames laboratoriais. Após o término da visita de hoje, será elaborado pela equipe da SES um diagrama, com as propostas de instalação do Hospital de Campanha, o qual será enviado para a SSP já nesta segunda-feira próxima para que seja dado andamento acelerado ao processo. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informa que está em fase de planejamento e avaliação técnica a montagem de um hospital de campanha no Complexo Penitenciário da Papuda, em parceria com a Secretaria do Sistema Penitenciário, para atender casos de Covid-19. A estrutura proposta será composta de 10 leitos com suporte de ventilação mecânica e 30 leitos de retaguarda para internação. Essa estrutura visa reforçar o serviço de saúde já existente no complexo e dar suporte para quaisquer necessidades que possam surgir. * Com informações da SSP/DF

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