Hospital de Base chega aos 66 anos entre histórias, inovação e avanços
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Quando cheguei aqui foi outra história. O Hospital de Base foi tudo para mim. Fui acolhida, tratada. Esse hospital salvou a minha vida.” A declaração é de Maria de Lourdes Gomes do Nascimento, de 61 anos, que há cerca de duas décadas chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) com leucemia. Curada após o tratamento, ela escolheu voltar ao lugar que marcou sua história. Há 16 anos atua como voluntária e acolhe pessoas que, como ela, chegam em busca de cuidado. A trajetória de Maria é uma entre milhões que atravessam os corredores do Base, que completa 66 anos neste sábado (12). Inaugurado em 12 de setembro de 1960, apenas cinco meses após a fundação de Brasília, o hospital cresceu junto com a capital e chega ao aniversário como referência em alta complexidade, com ampliação da assistência, novas tecnologias e projetos que apontam para o futuro. A trajetória de Maria é uma entre milhões que atravessam os corredores do Base, que completa 66 anos neste sábado (12) | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Desde 2019, sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foram aproximadamente 4,7 milhões de atendimentos ambulatoriais, mais de 85 mil procedimentos cirúrgicos e aproximadamente 560 transplantes. Atualmente, o HBDF dispõe de 789 leitos, sendo 86 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e reúne mais de 40 especialidades médicas e não médicas. Antes de chegar ao Base, Maria havia passado por diferentes hospitais. Fraqueza intensa, dores e hematomas pelo corpo faziam parte de uma rotina de incertezas até que, após conseguir um exame por conta própria, recebeu o diagnóstico de leucemia. “Eu estava definhando, morrendo sem o diagnóstico”, lembra. Transferida para o HBDF, passou quase seis meses em tratamento, entre internações e retornos. Depois de curada, decidiu transformar a própria experiência em cuidado com outras pessoas e tornou-se voluntária na unidade. Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, histórias como a de Maria ajudam a traduzir o significado do hospital para a população. “Vejo isso, por exemplo, nos pacientes oncológicos que chegam acreditando que ali encontrarão uma possibilidade de recuperar a saúde e seguir suas vidas. É muito gratificante perceber a confiança das pessoas no Base e saber que o hospital faz diferença em momentos tão importantes de suas histórias”, pontua. Assistência cresce e amplia alcance A evolução das consultas especializadas ajuda a dimensionar as transformações dos últimos anos. Em 2019, o hospital registrou 74.027 consultas médicas especializadas. Em 2025, foram 293.737, quase quatro vezes o volume contabilizado seis anos antes. Em 2026, o levantamento registra 197.294 consultas até o início de setembro. “O Hospital de Base é feito, antes de tudo, de pessoas cuidando de pessoas. Temos equipes altamente especializadas e profissionais que conhecem a dimensão e a responsabilidade de trabalhar em uma unidade que recebe pacientes de alta complexidade. Os números são importantes, mas cada atendimento representa uma vida e uma família que confiaram no nosso trabalho”, avalia o superintendente do HBDF, Paulo Saad. Em 2019, o hospital registrou 74.027 consultas médicas especializadas. Em 2025, foram 293.737 A atividade cirúrgica também avançou. O número de procedimentos passou de 13.436 em 2020 para 19.233 em 2025, crescimento de aproximadamente 43%. Em 2026, já são 12.403 cirurgias até início de setembro. Desde 2019, o Base também fortaleceu áreas estratégicas, como oncologia, cardiologia, nefrologia, transplantes, medicina nuclear, ortopedia e traumatologia. Um dos destaques está no atendimento ao trauma. O HBDF abriga o primeiro Centro de Trauma do Centro-Oeste e foi o quinto do Brasil a receber a Certificação Platinum da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma. A unidade soma ainda 42 habilitações ativas, entre elas a de transplante de medula óssea. Para o chefe do Centro de Trauma do HBDF, Renato Lins, o reconhecimento representa um marco para a instituição. “Mais do que um título, essa conquista reconhece um trabalho construído diariamente há anos por uma equipe multiprofissional, com organização, capacitação, estrutura e compromisso com a segurança e a qualidade do atendimento a toda a população do Distrito Federal”, afirma. Na oncologia, entre 2019 e 2026, foram registradas mais de 187 mil consultas de pacientes com câncer, quase 6 mil cirurgias oncológicas e mais de 351 mil sessões de quimioterapia. O HBDF abriga ainda o Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), que reúne diferentes etapas do diagnóstico e do tratamento. Tecnologia muda a forma de cuidar Ao mesmo tempo em que amplia a assistência, o Hospital de Base incorpora recursos que aumentam as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Em dezembro de 2025, o HBDF colocou em funcionamento o primeiro vídeo-EEG da rede pública do Distrito Federal, ampliando a capacidade de diagnóstico de epilepsia e outras alterações neurológicas. No mesmo ano, recebeu uma nova ressonância magnética, a única da rede pública do DF com capacidade para realizar exames com sedação. O diagnóstico por imagem também passa por modernização, com a aquisição de dois novos tomógrafos A Hemodinâmica ganhou um novo angiógrafo destinado a procedimentos minimamente invasivos e equipado com recursos de inteligência artificial. Na Medicina Nuclear, o hospital é referência na rede pública para exames de alta complexidade, como o PET/CT. Na radioterapia, está prevista a incorporação de dois aceleradores lineares para ampliar a estrutura destinada ao tratamento do câncer. O diagnóstico por imagem também passa por modernização, com a aquisição de dois novos tomógrafos, além de um novo arco cirúrgico para suporte intraoperatório e um aparelho de raio X telecomandado para exames dinâmicos e contrastados. Outra frente é a radiointervenção, com equipe médica especializada em procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, como biópsias, drenagens e intervenções vasculares. Na prática, esses recursos ampliam a capacidade diagnóstica, tornam procedimentos mais precisos e permitem tratamentos menos invasivos. Novo Centro Cirúrgico aponta para o futuro Entre os projetos em andamento está o novo Centro Cirúrgico, que terá 16 salas operatórias e uma sala de recuperação pós-anestésica com 16 leitos. O complexo também está sendo preparado para receber cirurgia robótica. A nova estrutura surge em um cenário de crescimento da atividade cirúrgica e abre caminho para ampliar a capacidade do hospital, incorporar tecnologias e oferecer melhores condições para pacientes e equipes. Para Eliane Abreu, os avanços precisam estar diretamente ligados ao cuidado. “Queremos deixar para as próximas gerações um hospital ainda mais acolhedor, inovador e preparado para incorporar novas tecnologias, sem jamais se desconectar da essência assistencial e do cuidado humanizado. Inovação só faz sentido quando chega ao paciente e melhora a vida das pessoas”, ressalta. Eliane Abreu, presidente do IgesDF: “O Hospital de Base é complexo, resolutivo e gigante. É na assistência, no dia a dia das equipes, que gestão e cuidado se transformam em resultado para o paciente” Um hospital feito por pessoas Por trás dos equipamentos, salas, consultas e procedimentos estão os profissionais que mantêm uma das estruturas hospitalares mais complexas do Distrito Federal em funcionamento. O HBDF conta com 5.455 trabalhadores. Desse total, 424 atuam em serviços terceirizados, como cozinha, recepção, segurança e manutenção. A enfermagem representa o maior contingente, com 2.421 profissionais, entre 585 enfermeiros e 1.836 técnicos de enfermagem. O corpo médico reúne 1.181 profissionais, enquanto as equipes multiprofissionais somam 1.022 trabalhadores. Na área administrativa, são 407 colaboradores. É essa dimensão humana que a presidente do IgesDF associa à trajetória do Base. “Quando olho para essa unidade, vejo muito mais do que sua estrutura. Vejo o corpo clínico, a enfermagem, as equipes multiprofissionais, os voluntários e os profissionais terceirizados que ajudaram a construir esse legado. Meu reconhecimento e minha admiração são diários, porque são as pessoas, com seu senso de pertencimento e dedicação, que fazem a diferença no hospital”, afirma. A assistência convive ainda com ensino, pesquisa e formação profissional. O HBDF é cenário para 122 programas de residência médica e multiprofissional, além dos programas multiprofissionais do IgesDF. Atualmente, registra 61 pesquisas não patrocinadas aprovadas e 19 estudos patrocinados em andamento. Centro de Simulação Realística, salas de estudo e biblioteca complementam essa estrutura. Aos 66 anos, passado e futuro se encontram em um hospital que cresceu junto com Brasília e continua se transformando para acompanhar as necessidades da população. “O Hospital de Base chega aos 66 anos olhando para a própria história com orgulho, mas também com a responsabilidade de continuar avançando. Temos um legado construído por muitas gerações e, hoje, seguimos trabalhando para entregar um hospital cada vez mais moderno, eficiente e acolhedor. O futuro do Base continua sendo construído todos os dias, por quem trabalha aqui e por cada paciente que confia em nosso cuidado”, avalia Paulo Saad. Do primeiro atendimento ao procedimento de alta complexidade, da formação de novos profissionais à incorporação de tecnologias, cada avanço tem um destinatário comum: o paciente. “O Hospital de Base é complexo, resolutivo e gigante. É na assistência, no dia a dia das equipes, que gestão e cuidado se transformam em resultado para o paciente”, observa Eliane Abreu. *Com informações do IgesDF
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Grupo Viva Leve encerra turma com resultados positivos no cuidado de pacientes com doenças crônicas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga encerrou, na quinta-feira (10/9), mais uma turma do grupo Viva Leve. A iniciativa é voltada ao cuidado integrativo de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade e dores crônicas. Semanalmente, o grupo promove ações de educação em saúde e acompanhamento multidisciplinar, com foco na mudança de hábitos e na melhoria da qualidade de vida. Ao longo dos três meses de acompanhamento, os participantes apresentaram resultados que vão além da perda de peso. Segundo a nutricionista Raquel Cota, coordenadora do grupo, foram registrados relatos de mudanças na alimentação, na rotina e na forma de lidar com os desafios relacionados à saúde. “A gente quer que eles percam peso, mas a gente quer uma mudança de estilo de vida”, explica a nutricionista. Grupo Viva Leve busca estimular mudanças de hábitos e um estilo de vida mais saudável. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Para Raquel, um dos resultados mais significativos é o efeito multiplicador da iniciativa: os conhecimentos e hábitos trabalhados durante os encontros são levados para o ambiente familiar, contribuindo para mudanças que alcançam outras pessoas além dos pacientes acompanhados diretamente pelo grupo. “Os benefícios sentidos pelos participantes do Grupo Viva Leve vão além da saúde física, com impactos positivos também na saúde emocional e na socialização”, completa a nutricionista. Benefícios sentidos pelos participantes do grupo vão além da saúde física, impactando também a saúde emocional e a socialização dos participantes O Viva Leve conta com a participação de diferentes profissionais da UBS, como nutricionista, fisioterapeuta e enfermeiros. O acesso ocorre por meio de encaminhamento das equipes de Saúde da Família. A próxima turma terá início em 24 de setembro e já conta com mais de 30 pessoas na lista de espera. A proposta é que o grupo funcione como um ponto de partida para a adoção de hábitos mais saudáveis e para a continuidade do cuidado na própria unidade. Para participar dos grupos de cuidado integrado, procure sua UBS de referência. Clique aqui e confira qual é a sua UBS de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Semana começa com 1,3 mil vagas nas agências do trabalhador
As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 1.390 vagas abertas nesta segunda-feira (14). As oportunidades contemplam candidatos com diferentes níveis de escolaridade, incluindo opções para quem já tem experiência e também para aqueles que buscam ingressar pela primeira vez no mercado de trabalho. Entre as vagas disponíveis, as maiores remunerações do dia são para os cargos de supervisor de lavanderia, com duas vagas, e técnico de segurança do trabalho, com uma vaga. Ambos oferecem salário de R$ 3,5 mil, além dos benefícios. Com 175 vagas, o cargo de operador de caixa lidera entre as oportunidades disponíveis. A remuneração chega a R$ 1,7 mil, além de benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Mesmo que nenhuma das ofertas do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejam oferecer vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou por e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.
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Terracap oferece agendamento prévio e atendimento mais ágil ao cidadão
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Quem precisa de atendimento na Terracap agora pode agendar previamente o serviço pela internet, por meio do site da companhia, com autenticação segura pelo gov.br. A iniciativa faz parte da modernização do atendimento e proporciona mais agilidade, organização e comodidade ao cidadão, que pode programar sua ida à Terracap e reduzir o tempo de permanência no local. Companhia tem investido na modernização do sistema, o que agiliza o atendimento geral | Foto: Divulgação/Terracap A nova plataforma substituiu o antigo sistema de senhas em papel por uma solução digital integrada. Além do agendamento, a pessoa que opta pelo atendimento presencial pode acompanhar a movimentação da fila pelo celular, por meio de um QR Code, sem precisar permanecer o tempo todo na sala de espera. O sistema também identifica o tipo de serviço solicitado e direciona automaticamente o cidadão para o guichê especializado, organizando os fluxos de atendimento. As chamadas são exibidas em painel de TV e anunciadas por sistema automatizado de voz. A modernização também trouxe ganhos para a gestão. A Terracap passou a acompanhar, em tempo real, informações sobre filas, atendimentos em andamento, tempo de espera e desempenho dos operadores. Os dados gerados pelo sistema permitem identificar gargalos e aprimorar continuamente os serviços oferecidos. Outra novidade é a avaliação do atendimento por meio do CSAT (sigla de Customer Satisfaction Score, ou Índice de Satisfação do Cliente), em que o cidadão pode atribuir de uma a cinco estrelas e registrar sua percepção sobre o serviço. O recurso permite à companhia conhecer a experiência do usuário e identificar oportunidades de melhoria. *Com informações da Terracap
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Comissão apresenta a servidores boas práticas na gestão de resíduos da Capital Recicláveis
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Comissão Gestora da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do Instituto Brasília Ambiental realizou, nesta sexta-feira (11/9), a 6ª Visita Técnica de 2026. O local escolhido foi a Capital Recicláveis, localizada no Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (Scia), no Distrito Federal. A atividade reuniu servidores de diferentes áreas do Instituto e teve como tema “Boas Práticas em Gestão de Resíduos”. Durante a visita, os participantes conheceram de perto as etapas relacionadas ao recebimento, à triagem, à separação e ao encaminhamento de materiais recicláveis, além de aspectos da rotina operacional da empresa. Conduzida pela equipe técnica da Capital Recicláveis, a atividade possibilitou aos servidores compreender, na prática, os desafios e as oportunidades relacionados à gestão adequada dos resíduos. A iniciativa integra o eixo de capacitação e formação continuada da Comissão A3P, voltado à oferta de experiências práticas relacionadas à sustentabilidade e ao estímulo de atitudes ambientalmente responsáveis no cotidiano profissional e pessoal. Conhecimento na prática Na visita à Capital Recicláveis, servidores puderam compreender, na prática, os desafios e as oportunidades relacionados à gestão adequada dos resíduos | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental "Separar os materiais é fácil; conscientizar as pessoas é um dos trabalhos mais difíceis. Nossa porta está aberta para plantar essa semente, compartilhar conhecimento para que elas entendam e pratiquem isso em casa” Jorge Ribeiro Dias, gerente da Capital Recicláveis A visita técnica permitiu aproximar os conhecimentos abordados nas ações de educação e capacitação ambiental da realidade vivenciada no processo de gestão dos resíduos. Ao percorrer as instalações da Capital Recicláveis, os servidores puderam observar como a separação e a destinação adequada dos materiais contribuem para a redução do volume de resíduos encaminhados ao Aterro Sanitário de Brasília (ASB) e para o aproveitamento de recursos que podem retornar à cadeia produtiva. Do total do resíduo gerado no DF, somente 3% é processado e reciclado pela empresa, segundo o gerente da Capital Recicláveis, Jorge Ribeiro Dias. Dias avaliou a visita como uma oportunidade para apresentar aos servidores do Brasília Ambiental o percurso dos materiais após a coleta e reforçar a importância da conscientização para a reciclagem. “Procuramos mostrar todo o nosso trabalho realizado com os produtos recicláveis. A Capital Recicláveis recebe o material, faz o processamento e o encaminha para a indústria. Mostramos o que acontece com o papel, o plástico, o alumínio, os metais, o vidro, o isopor e outros materiais, para que as pessoas tenham consciência sobre aquilo que estão descartando e sobre o que pode ser reaproveitado. Separar os materiais é fácil; conscientizar as pessoas é um dos trabalhos mais difíceis. Nossa porta está aberta para plantar essa semente, compartilhar conhecimento para que elas entendam e pratiquem isso em casa”, explicou. Além do conhecimento técnico, a atividade proporcionou um momento de integração entre servidores de diferentes setores do Brasília Ambiental, fortalecendo a troca de experiências e a reflexão sobre a responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos. Agenda de capacitação A visita à Capital Recicláveis faz parte de um calendário de ações voltadas à capacitação continuada dos servidores em temas relacionados à sustentabilidade, à gestão ambiental e à qualidade de vida no serviço público. Para o analista em Políticas e Gestão Governamental e coordenador da A3P no Brasília Ambiental, Webert Oliveira Ferreira, a realização da sexta visita representa um marco na consolidação do programa de visitas técnicas do Instituto. “Estou muito feliz pela realização de mais uma visita técnica da A3P. Há três anos promovemos essas atividades e, neste ano, conseguimos consolidar esse trabalho ao planejar a programação e cumprir o cronograma previsto. Percebemos, na prática, os benefícios de manter uma programação planejada e contínua, tanto para o Instituto quanto para os servidores que participam”, destacou. As visitas técnicas da A3P ocorrerão até o final do ano, com atividades destinadas à formação, à integração e à sensibilização dos servidores para a adoção de práticas que contribuam para uma administração pública cada vez mais sustentável. A Comissão A3P já tem a previsão do calendário para 2027. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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Morango no DF atravessa gerações com tradição e novas tecnologias
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Em 1976, João Fukushi trouxe para Brazlândia três mil mudas de morango da variedade Campinas. O plantio ocorreu fora da época habitual, mas a colheita surpreendeu. Havia terra fértil, água e mercado para o fruto. O agricultor, que também tinha experiência com flores, encontrou nos morangos um motivo para permanecer e construir a vida no Distrito Federal. “Aqui, com terra nova, tudo que se plantava colhia. Foi uma felicidade imensa, e não tive dificuldades. Tinha terra boa e vendia tudo que plantava”, conta Fukushi. Aos 75 anos, ele ainda cultiva morango na propriedade. Hoje, são 25 mil pés e variedades como Albion, Camino Real e Sabrina. A irrigação mudou, os canteiros ganharam proteção e os consumidores passaram a entrar na lavoura para colher os próprios morangos. Sua trajetória acompanha a transformação de uma atividade que, em 2025, produziu cerca de 5,3 mil toneladas de morango, considerando os cultivos convencional e orgânico, em uma área de 169 hectares. A atividade movimentou mais de R$ 105,2 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP). Ao longo de cinco décadas, o conhecimento dos pioneiros se somou à pesquisa e à assistência técnica para mudar tanto a produção quanto às formas de comercializar. Conhecimento que veio com a família A história do morango em Brazlândia está ligada às famílias de origem japonesa, como a dos Fukushi, que chegaram à região nos anos 1970, muitas delas vindas de Atibaia (SP). Parte desses agricultores foi assentada no Projeto Integrado de Colonização Alexandre Gusmão. Eles trouxeram experiência com frutas e hortaliças para abastecer uma Brasília que ainda dependia de alimentos de outros estados. A partir do início dos anos 1990, a atuação das equipes da Emater-DF em Brazlândia e no Incra 8 ajudou a ampliar o acesso ao conhecimento sobre a cultura | Foto: Divulgação/Emater-DF Na família Fukushi, o aprendizado tinha uma referência próxima: o pai, técnico agrícola, que já cultivava morangos antes mesmo de chegar ao Brasil fugindo da guerra. Era no trabalho diário que ensinava a produzir e selecionar os frutos. O agricultor lembra também da troca de informações entre imigrantes, entre os quais havia profissionais com formação agronômica. “Meu pai era um homem de muitos valores e herdei dele o compromisso de oferecer alimentos confiáveis, e a disposição para recomeçar diante das dificuldades. Não reclamo de nada. Tudo o que me aparece de dificuldade, eu aprendo e aceito”, conta. A partir do início dos anos 1990, a atuação das equipes da Emater-DF em Brazlândia e no Incra 8 ajudou a ampliar o acesso ao conhecimento sobre a cultura. Estudos, testes de variedades e orientações de manejo contribuíram para a entrada de novos agricultores e a expansão do cultivo para outras regiões do DF. Fukushi conta que plantou a variedade Campinas por mais de 30 anos. Hoje, escolhe diferentes materiais para oferecer ao consumidor opções de sabor e qualidade, além de melhorar a produtividade. Essa mudança está entre os avanços destacados pelo extensionista Roberto Carneiro, integrante do grupo técnico do morango da Emater-DF e que teve história de atuação na região. “Uma coisa que evoluiu bastante nos últimos 30 anos foi a diversificação das variedades de morango”, afirma Carneiro. Segundo ele, os agricultores passaram de uma ou duas opções para uma oferta mais ampla, com diferentes características de resistência às pragas e doenças, produtividade, tamanho, sabor e conservação, que permitem atender a diferentes demandas do mercado. A transformação também aparece na irrigação. Na propriedade de Fukushi, a aspersão deu lugar ao gotejamento, que leva a água diretamente à região das raízes. O sistema permite controlar melhor a aplicação, reduzir custo com energia e economia de água e, quando associado à fertirrigação, fornece nutrientes pela água. A mudança ganhou importância para o agricultor, que relata redução na disponibilidade de água ao longo dos anos. Nos canteiros, ele utiliza a cobertura plástica conhecida como mulching. A técnica ajuda a conservar a umidade, controlar plantas daninhas e evitar o contato dos frutos com o solo. Microtúneis e estufas acrescentaram proteção contra a chuva e, combinados com outras práticas, permitiram a alguns produtores ampliar o período de colheita para além dos meses secos. Carneiro destaca ainda a contribuição da produção orgânica de morango, que ganhou impulso no DF a partir de 2003 com o apoio da Emater. Segundo ele, experiências com composto bokashi, biofertilizantes e produtos biológicos para o solo e as plantas geraram conhecimentos, que também passaram a ser aproveitados no cultivo convencional. O tempo do solo e os desafios que permanecem Mesmo depois de décadas na atividade, Fukushi continua aprendendo com a lavoura. Nesta safra, conta ter perdido mudas ao antecipar o uso de um adubo orgânico que ainda não estava pronto. “Na natureza, o preparo do solo acontece ao longo do tempo: a folha cai, se decompõe e vai disponibilizando os nutrientes. Na agricultura, muitas vezes queremos fazer tudo muito rápido, com pressa de produzir e ganhar dinheiro. Só que a planta é um ser vivo. A gente precisa observar, entender o que ela precisa e respeitar o tempo dela. Não é simplesmente do jeito que a gente quer", fala Fukushi. A experiência do agricultor condiz com os diagnósticos relatados por Carneiro. O extensionista aponta que excessos na adubação, tanto no plantio quanto na cobertura, continuam entre os desafios da assistência técnica. A aplicação desequilibrada eleva os custos, traz doenças e pode comprometer o desenvolvimento das plantas. Assim, o acesso a novos produtos precisa vir acompanhado de análise do solo, orientação e observação da lavoura. Além disso, os erros frequentes por excessos na irrigação promovem perdas de fertilizantes minerais, insumos cada vez mais dispendiosos, além de elevarem os riscos fitossanitários. Outro ponto decisivo para uma boa safra é a qualidade das mudas. Carneiro lembra que, nos anos 1990, transporte inadequado e problemas nas raízes prejudicavam o estabelecimento das plantas. Ações de fiscalização e orientação ajudaram a melhorar o material recebido ao longo do tempo melhorando as questões de sanidade e de transporte, que ainda podem melhorar. “Mas o produtor precisa ficar atento se o viveiro é certificado, se fornece material de qualidade. Também deve ter um bom planejamento para a chegada das mudas e preparo do solo para o plantio”, afirma. Essas questões levaram equipes técnicas a percorrer lavouras em 2025 para identificar os problemas enfrentados pelos produtores. Os resultados dos diagnósticos foram discutidos com os agricultores, gerando o que denominou Pacto pelo Morango, com atenção à qualidade das mudas, à adubação e ao manejo de pragas e doenças. Quando o consumidor entra na lavoura Para Fukushi, adaptar-se também significou repensar a venda. Em um período de dificuldades financeiras e de falta de mão de obra para a colheita, ele e as filhas adotaram o Colha & Pague, com orientação inicial da Emater-DF. A experiência recuperou uma solução que o pai já havia utilizado décadas antes: receber o consumidor para colher a própria fruta. Com o visitante entre os canteiros, o sabor e a qualidade ganharam ainda mais importância nas escolhas do agricultor. Hoje, ele também considera processar parte da produção para agregar valor ao que cultiva. Depois de cinco décadas, mantém a disposição para ajustar o trabalho ao que aprende no campo. “Procuro a qualidade, muito mais do que a quantidade”, afirma. Diversidade nos canteiros e à mesa Para atender a diferentes públicos e necessidades, os produtores do DF atualmente contam com diversas variedades para cultivo. Camarosa, San Andreas, Portola, Festival, Camino Real, Sabrina e Alpina 10 estão entre as principais variedades cultivadas na região. A escolha considera tanto as condições de produção quanto o mercado a que os frutos se destinam. A San Andreas, por exemplo, apresenta boa firmeza e resistência ao transporte, enquanto a Sabrina se destaca pelos frutos doces e suculentos, ambas indicadas para consumo in natura. Já Camarosa e Camino Real atendem também à industrialização, ampliando as possibilidades de aproveitamento da colheita. A pesquisa brasileira também acrescentou uma nova opção: a BRS DC25, conhecida como Fênix. Desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado e lançada em 2023, a cultivar foi aprovada para plantio no Distrito Federal em 2025. Entre seus atributos estão a produção precoce, o equilíbrio entre açúcar e acidez e a boa conservação dos frutos após a colheita. Destinada principalmente ao consumo in natura, também pode ser utilizada pela indústria de frutas congeladas. Seu desenvolvimento integra o esforço para ampliar a oferta de cultivares adaptadas às condições brasileiras e reduzir a dependência de materiais estrangeiros. A trajetória de Fukushi mostra que permanecer no campo exige mudar e se adaptar. Novas variedades surgem, a tecnologia de manejo e produção mudam e aparecem novas formas de comercializar e de agregar valor ao morango. Sua lavoura aproxima duas pontas da história do morango no DF: o conhecimento das famílias pioneiras e as possibilidades que a pesquisa, a assistência técnica, as políticas públicas, a experiência e a vontade dos produtores abrem para as próximas safras. *Com informações da Emater-DF
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Sábado (12) é dia de reforçar a proteção: DF oferece vacinação em 20 regiões administrativas
Quem precisa atualizar a caderneta de vacinação terá, neste sábado (12), 48 pontos de atendimento disponíveis em 20 regiões administrativas. Haverá vacinas contra sarampo, febre amarela, tétano, coqueluche e outras doenças. Os endereços e horários podem ser consultados neste link. A ação contempla pessoas de todas as idades, conforme as recomendações específicas para cada faixa etária e grupo prioritário. Jovens de 10 a 14 anos, por exemplo, podem receber a vacina contra a dengue. Já idosos, crianças de até 5 anos e públicos prioritários, como professores e caminhoneiros, podem receber a vacina contra a gripe (influenza). Outros imunizantes também estarão disponíveis, incluindo vacinas contra febre amarela, sarampo, tétano e difteria. Para o atendimento, é necessário apresentar documento de identidade válido com foto e, preferencialmente, a caderneta de vacinação. As equipes verificam o histórico vacinal e avaliam a necessidade de novas doses. A imunização pode ser feita em qualquer ponto de atendimento, independentemente do local de residência. No domingo (13), não haverá atendimento. As mais de cem salas de vacinação retomam o funcionamento normal na segunda-feira (14). Durante a semana, de segunda a sexta-feira, há 136 salas de vacinação em unidades básicas de saúde (UBSs). Além das salas de vacinação, as equipes atuam em praças, escolas, feiras, shoppings, parques, igrejas, supermercados, órgãos públicos e outros locais de grande circulação. Outro destaque é o Programa Saúde na Escola, que leva as equipes de vacinação para dentro das instituições de ensino, com foco na atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes. Há, ainda, pontos externos em funcionamento contínuo, como o posto de vacinação na Rodoviária do Plano Piloto, com atendimento diário das 8h às 12h e das 13h às 17h. Somente em 2025, as equipes aplicaram 154,9 mil doses em 1.085 ações realizadas fora das unidades de saúde. Os locais de vacinação durante a semana e quais vacinas podem ser encontradas estão disponíveis para consulta neste link. O trabalho é apoiado pela Central Distrital de Rede de Frio, responsável pelo recebimento, armazenamento e distribuição dos imunobiológicos. O espaço possui 23 câmaras frias destinadas à conservação dos estoques em condições adequadas de temperatura. Neste sábado, serão disponibilizados pelo menos 40 locais de imunização em diferentes regiões administrativas do DF | Foto: Divulgação Vacinas aplicadas O Distrito Federal superou, em agosto, a marca de 20 milhões de doses de vacinas aplicadas desde janeiro de 2021, período que marcou o início da imunização contra a covid-19. O número reúne as doses dos imunizantes disponibilizados pela rede pública, incluindo vacinas contra sarampo, febre amarela, hepatite, poliomielite, influenza, covid-19 e outras doenças imunopreveníveis. O resultado é reflexo de uma logística que envolve planejamento, armazenamento, distribuição, monitoramento de estoques, capacitação das equipes e oferta permanente de vacinas. Perdas por validade Entre janeiro de 2021 e julho deste ano, foram descartadas 358,4 mil doses por vencimento da validade, o equivalente a 1,3% do total de doses recebidas no período. A gestão dos estoques envolve monitoramento permanente, remanejamento entre unidades, distribuição conforme a demanda e realização de ações para ampliar o acesso da população à vacinação. Os imunobiológicos enviados ao Distrito Federal seguem as definições do Ministério da Saúde, incluindo quantitativos, grupos prioritários, faixas etárias contempladas e estratégias de vacinação. Dessa forma, a utilização das doses depende tanto da disponibilidade encaminhada pelo Programa Nacional de Imunizações quanto da procura da população elegível. Mesmo quando há ampliação do público apto a receber determinada vacina, pode ocorrer perda por validade, especialmente quando a adesão fica abaixo do esperado. A campanha de vacinação contra a influenza de 2025, por exemplo, foi ampliada até janeiro de 2026 para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade. Ainda assim, foi necessário realizar o descarte de 36.960 doses no início deste ano.
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