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GDF investe mais de R$ 14 milhões para ampliar cirurgias ginecológicas na rede pública

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Aberta consulta pública sobre política de prevenção de acidentes elétricos com animais silvestres

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) abriu consulta pública para receber contribuições sobre a criação da Política Distrital de Prevenção de Acidentes Elétricos com Animais Silvestres. O aviso foi publicado nesta quarta-feira (17), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), e integra o processo de construção de um marco normativo voltado à proteção da fauna silvestre afetada pela infraestrutura de transmissão e distribuição de energia elétrica. Lobo-guará é solto na natureza: meta da Sema-DF é aprimorar prevenção de acidentes com animais que se aproximam de ambientes urbanos | Foto: Arquivo/Agência Brasília  A proposta busca estabelecer diretrizes para prevenir acidentes envolvendo animais silvestres e reduzir os impactos causados por redes, postes e demais equipamentos do sistema elétrico. A iniciativa também pretende fortalecer mecanismos de monitoramento, prevenção e mitigação de ocorrências que resultem em ferimentos ou mortes de espécies presentes no território do Distrito Federal. “Estamos construindo uma política pública que une proteção ambiental, conhecimento técnico e participação social”, aponta o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana. “O objetivo é reduzir os impactos sobre a fauna silvestre e ampliar as medidas de prevenção em áreas onde a infraestrutura elétrica representa risco para os animais.” Desenvolvimento sustentável [LEIA_TAMBEM]A consulta pública permanecerá aberta até 11 de julho, período em que cidadãos, pesquisadores, representantes do setor elétrico e organizações da sociedade civil poderão encaminhar sugestões ao texto em discussão. As contribuições recebidas servirão de subsídio para o aperfeiçoamento da proposta antes das próximas etapas de tramitação. “O desenvolvimento sustentável exige planejamento e responsabilidade”, enfatiza a governadora Celina Leão. “Estamos trabalhando para construir soluções que conciliem o crescimento da infraestrutura com a conservação dos recursos naturais e da fauna do Distrito Federal.” Os documentos submetidos à consulta estão disponíveis no portal da Secretaria do Meio Ambiente. As manifestações poderão ser encaminhadas aos endereços eletrônicos asbio@sema.df.gov.br e gedoc@sema.df.gov.br até as 23h59 de 11 de julho. Após o encerramento da consulta, as contribuições serão analisadas pela equipe técnica da secretaria. A expectativa é que as sugestões auxiliem na consolidação de uma política pública capaz de ampliar a proteção dos animais silvestres e reduzir os riscos associados à operação da rede elétrica no Distrito Federal.    *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente

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No Dia Mundial da Doença Falciforme, Hemocentro entrega carteirinhas de identificação a pacientes

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, celebrado nesta sexta-feira (19), a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) vai realizar a entrega oficial de novas carteirinhas de identificação para pacientes do Distrito Federal. O evento social ocorrerá a partir das 14h30, no Auditório do Hemocentro, reunindo usuários e familiares. O documento foi estruturado para funcionar como uma ferramenta de segurança clínica nas portas de urgência e emergência da rede pública de saúde.  Nesta semana, o Hemocentro promoveu capacitação técnica para aprimorar o acolhimento imediato de pessoas com doença falciforme | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A iniciativa consolida o papel da FHB como o órgão coordenador da política de atenção integral a esse público no âmbito do Distrito Federal. Nesta nova etapa, foram confeccionadas 229 carteirinhas para os usuários que cumpriram os requisitos institucionais estabelecidos. A distribuição ocorre em um encontro presencial que contará também com dinâmicas conduzidas pelas equipes de enfermagem e psicologia da fundação.  "Pessoas com doença falciforme podem apresentar complicações agudas, como crises intensas de dor, infecções e anemia grave, que exigem intervenção precoce. A carteira contribui para que as equipes identifiquem rapidamente a condição clínica e adotem as condutas apropriadas" Marcelo Jorge Carneiro, hematologista do Hemocentro de Brasília O lançamento do documento complementa o esforço de integração da rede iniciado na quarta-feira (17), quando o Hemocentro promoveu uma capacitação técnica no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). Na ocasião, gestores e profissionais de saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e do Hospital da Criança de Brasília (HCB) debateram estratégias para aprimorar e acelerar o acolhimento imediato desses pacientes nas linhas de frente dos hospitais e das UPAs. Tecnologia e segurança no socorro imediato  A nova versão da carteirinha reuniu diretrizes específicas de classificação de risco e possui um QR code que direciona o médico plantonista diretamente a protocolos de urgência e manuais técnicos. A ferramenta visa subsidiar as equipes de saúde na tomada de decisões rápidas e qualificadas durante episódios críticos da patologia. O chefe da Unidade Técnica e hematologista do Hemocentro de Brasília, Marcelo Jorge Carneiro, ressalta que o documento foi desenhado para mitigar os impactos das intercorrências mais comuns da doença. "Pessoas com doença falciforme podem apresentar complicações agudas, como crises intensas de dor, infecções e anemia grave, que exigem intervenção precoce. A carteira contribui para que as equipes identifiquem rapidamente a condição clínica e adotem as condutas apropriadas", explica o especialista.  A fonoaudióloga Luana Carolina Martins valida a experiência: ela é uma das coordenadoras da Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme e recebeu a carteirinha pioneira em um projeto-piloto em 2021  "A carteirinha vai ajudar as pessoas com doença falciforme quando chegarem à UPA ou a outras emergências, auxiliando a equipe médica a verificar os protocolos pelo QR code e a ter um norte para saber cuidar" Luana Carolina Martins, fonoaudióloga e uma das coordenadoras da Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme  No Distrito Federal, a assistência clínica é descentralizada e gerida pela SES-DF, sendo o diagnóstico precoce realizado na triagem neonatal pelo Teste do Pezinho. O HCB é a referência para o tratamento de crianças e adolescentes, enquanto adultos recebem o acompanhamento nos Núcleos de Hematologia e Hemoterapia dos hospitais regionais como Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Hospital Regional de Ceilândia (HRC), Hospital Regional do Gama (HRG), Hospital Regional de Sobradinho (HRS) e Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O papel direto do Hemocentro envolve o suporte transfusional especializado de sangue fenotipado.  O que é a doença falciforme De natureza genética e hereditária, a doença falciforme altera o formato das hemácias, que assumem a forma de foice ou meia-lua, obstruindo os vasos sanguíneos e reduzindo o transporte de oxigênio pelo organismo. Essa condição gera crises de vaso-oclusão, dores agudas e vulnerabilidade a infecções. Atualmente, a Rede SES-DF possui mais de mil pacientes com a patologia cadastrados e sob acompanhamento especializado. A confecção das novas carteirinhas ocorreu em parceria com a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (Abradfal). [LEIA_TAMBEM]A fonoaudióloga Luana Carolina Martins, que convive com a condição e atua como uma das coordenadoras da Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (Abradfal), recebeu sua carteirinha pioneira em um projeto-piloto em 2021 e hoje valida a importância da ampliação do documento para toda a rede pública. "A carteirinha vai ajudar as pessoas com doença falciforme quando chegarem à UPA ou a outras emergências, auxiliando a equipe médica a verificar os protocolos pelo QR code e a ter um norte para saber cuidar. O Hemocentro é um grande parceiro da nossa luta para divulgar mais sobre a doença", afirma. Luana aproveita a relevância da data para reforçar a importância da adesão rigorosa ao tratamento contínuo fornecido pela rede pública. "Com 47 anos, posso olhar para a minha vida e dizer que é possível conviver bem com a doença, desde que receba todos os cuidados. Minha vida mudou para melhor depois do tratamento adequado. Fica o convite para os pacientes não abandonarem os medicamentos, manterem as consultas regulares e fazerem o autocuidado, porque se a gente não se conhece, não sabe como enfrentar a doença", conclui.  *Com informações do Hemocentro   

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Mesmo silencioso, o câncer de rim pode ser identificado precocemente com exames de rotina

O câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa e, na maioria dos casos, só apresenta sintomas quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, exames de rotina podem fazer toda a diferença para identificar o problema precocemente e aumentar as chances de tratamento. O alerta é do urologista Guilherme Coaracy, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Nesta quinta-feira (18), é lembrado o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim. Segundo o especialista, muitos tumores são descobertos durante exames de imagem realizados por outros motivos, antes mesmo de o paciente perceber qualquer alteração. "Quando o corpo começa a apresentar os sintomas, significa que o câncer já está em estado avançado", explica. Tabagismo, sedentarismo, alimentação não balanceada e consumo de álcool estão entre os principais fatores de risco para o câncer de rim | Fotos: Divulgação/IgesDF Foi exatamente assim que Carolina (nome fictício, a pedido da entrevistada), de 62 anos, descobriu a doença. Sem histórico de problemas renais, ela não imaginava que os sintomas estivessem relacionados ao câncer. "Nunca tinha tido problemas no rim antes. Então, nem desconfiei. Comecei a sentir uma dor muito forte no abdômen e ter sangue na urina, então minhas filhas decidiram me trazer para o hospital", relembra. A paciente está internada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde será submetida a um procedimento cirúrgico. Além da detecção precoce, Guilherme Coaracy destaca a importância da prevenção. Tabagismo, sedentarismo, alimentação não balanceada e consumo de álcool estão entre os principais fatores de risco para a doença. A predisposição genética também merece atenção. Em pessoas com histórico familiar, a recomendação é manter acompanhamento médico periódico. Entre 2024 e 2025, o HBDF realizou 122 procedimentos para tratamento de câncer de rim [LEIA_TAMBEM]O principal tratamento para tumores malignos é a cirurgia. Entre 2024 e 2025, o HBDF realizou 122 procedimentos para tratamento de câncer de rim. "Quando se retira o nódulo, você garante que ele não evolua e nem se espalhe. Dependendo do tamanho e da localização, é preciso retirar todo o rim, e o paciente pode ou não precisar de diálise depois", detalha. O Hospital de Base é referência no Distrito Federal para cirurgias urológicas, incluindo o tratamento do câncer de rim. Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação médica. Se houver confirmação da doença, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado na unidade. *Com informações do IgesDF  

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