Em dois anos, Central do Cadastro Único realiza mais de 6 mil atendimentos domiciliares
Vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a Central de Cadastro Único (Cecad) completa, neste mês, dois anos de funcionamento com 6.513 atendimentos domiciliares a famílias com pendências cadastrais na plataforma. A unidade prioriza o atendimento a esse público para regularizar o acesso a programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Dentre as famílias que receberam o atendimento domiciliar, cerca de 2.922 famílias são beneficiárias do Bolsa Família e 2.112 famílias recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), garantia de um salário mínimo pago pelo governo federal a pessoas idosas com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de qualquer idade. Em relação ao gênero atendido, o público feminino é predominante, representando 77,8% do total (cerca de 5.067 pessoas), enquanto o público masculino corresponde a 21,3% (aproximadamente 1.387 pessoas). [LEIA_TAMBEM] O atendimento deve ser realizado em alguma área da residência, podendo ser, também, no quintal, varanda ou área de serviço, desde que sejam espaços da própria casa | Fotos: Divulgação Sedes-DF “Esse serviço é fundamental para assegurar que as famílias que necessitam dos programas sociais tenham a oportunidade de atualizar suas informações, sobretudo mulheres, que constituem a maior parte dos beneficiários”, destacou a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. Ela ressaltou que o atendimento deve ser realizado em alguma área da residência, podendo ser, também, no quintal, varanda ou área de serviço, desde que sejam espaços da própria casa. “É importante que o atendimento não ocorra na rua ou na calçada, pois precisamos respeitar a privacidade das informações da família e garantir a segurança de todos”, enfatizou Giselle Ferreira. Somente nos últimos 12 meses, a Central de Cadastro Único realizou 3.919 atendimentos, mantendo uma média mensal de 302 ações domiciliares. Este desempenho integra o histórico da unidade que, em dois anos de funcionamento, contabilizou um total de 7.672 agendamentos, dos quais 6.513 foram efetivamente realizados. Regularização cadastral Instituída por meio do Decreto nº 45.907, de 13 de junho de 2024, a Cecad tem os seguintes objetivos: ⇾ Realizar atendimento domiciliar a famílias que, devido a pendências cadastrais, tiveram o benefício do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada suspensos, ou que desejam participar desses programas, conforme estabelecido pelo governo federal; ⇾ Facilitar a atualização de dados para famílias com dificuldade de locomoção até os postos fixos de coleta de dados; ⇾ Atender Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE), como indígenas, quilombolas e ciganos, por exemplo. “Também busca prevenir o agravamento de situações de vulnerabilidade pelo bloqueio, suspensão ou cancelamento do benefício ou, caso a família já esteja com impacto no benefício, voltem a receber”, acrescenta a coordenadora de Transferência de Renda e Benefícios da Sedes, Thaís Mandarino. A gestora explica que o objetivo da Central do Cadastro Único não é fiscalizar, vasculhar cômodos da casa ou constranger as famílias durante o atendimento. “Na Sedes, existe uma Gerência de Acompanhamento e Fiscalização voltada exclusivamente para suspeitas e denúncias de recebimento indevido de benefícios, bem como para informações prestadas de forma errada”, afirma. Funcionamento A triagem é feita pela própria equipe da Cecad, com base nas informações do Cadastro Único. O agendamento dos atendimentos em domicílio é feito por telefone, com antecedência mínima de uma semana, sendo organizados por região administrativa e por público prioritário por meio de um planejamento mensal. Durante o contato, os servidores explicam os procedimentos e o motivo do atendimento. Os servidores da Cecad são identificados por uniformes e crachás da Sedes, com nome e matrícula, e utilizam veículos oficiais do GDF. No início da visita, explicam o objetivo da ação e não solicitam ou entregam cartões e benefícios. Apenas documentos e informações necessárias à atualização do CadÚnico são coletados. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Os agendamentos também ocorrem nesse horário, por contato telefônico da própria Sedes. Para outros atendimentos relacionados à inclusão em programas e serviços, como Prato Cheio, benefícios eventuais, atualização regular do Cadastro Único e demais serviços socioassistenciais, é necessário agendar um atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). O agendamento pode ser feito pelo telefone 156 ou pelo site. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF)
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Com DNA brasiliense, a Exímio Cacau aposta em inovação com ajuda da FAPDF
Café, chocolate, afeto e aconchego em um mesmo lugar. Essa é a proposta da Exímio Cacau, marca brasiliense que nasceu ainda no ambiente escolar e hoje busca se consolidar como uma experiência completa em torno do cacau, dos cafés especiais e da hospitalidade. Exímio Cacau une cafeteria, chocolateria e experiência de convivência em proposta voltada ao público jovem e à valorização do cacau de origem | Fotos: Divulgação/FAPDF Conduzida por jovens empreendedores da Geração Z, a empresa une cafeteria, chocolateria, clube de assinatura e linha de presentes, com foco em ingredientes selecionados, produtos de origem e construção de comunidade. Ao longo da trajetória, a Exímio também se aproximou do ecossistema de inovação do Distrito Federal por meio de iniciativas vinculadas à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), como o Start BSB e o Tecnova III. A empresa é liderada por João Pedro Calheiros, diretor-executivo; Victor Gandra, diretor de Operações; e Yuri Brandão, diretor de Marketing Da escola ao mercado A história da Exímio Cacau começou quando João Pedro Calheiros ainda cursava o Ensino Médio. Bolsista em escolas particulares, ele passou a vender brownies e brigadeiros para os colegas como forma de conquistar uma renda extra. Mesmo mudando de escola diversas vezes, continuou produzindo os doces e, aos poucos, formou uma rede de apoio com amigos que revendiam os produtos em diferentes instituições de Brasília. O brownie tradicional foi um dos primeiros produtos da Exímio Cacau e carrega a memória da marca, que nasceu de forma simples nas escolas de Brasília “Um ponto de venda se transformou em dez, depois em vinte, até ultrapassarmos a marca de cem estabelecimentos parceiros espalhados por Brasília” João Pedro Calheiros, diretor-executivo da Exímio Cacau Após concluir o Ensino Médio e retornar de uma viagem pela América do Sul, João Pedro decidiu investir na atividade que já dominava: produzir e vender brownies. Sem o ambiente escolar como principal ponto de venda, passou a oferecer os produtos para pequenos comércios, bares e restaurantes próximos de casa, inicialmente em regime de consignação. O crescimento veio de forma rápida. “Um ponto de venda se transformou em dez, depois em vinte, até ultrapassarmos a marca de cem estabelecimentos parceiros espalhados por Brasília”, afirma João Pedro. Com a expansão, a empresa estruturou uma cozinha própria e, posteriormente, migrou parte da produção para uma operação industrial. A mudança abriu espaço para uma nova etapa: transformar o antigo ambiente de fabricação em uma cafeteria voltada ao universo do cacau e dos cafés especiais. Brownie com sorvete e outros itens do cardápio reforçam a proposta de unir confeitaria, cafés especiais e experiência gastronômica em um ambiente acolhedor “A Exímio começou como uma pequena confeitaria voltada para vendas dentro das escolas, evoluiu para uma distribuidora artesanal de alimentos, passou por uma fase de produção industrial e distribuição em larga escala e, atualmente, se consolidou como uma marca que une cafeteria, presentes, assinaturas e uma experiência completa construída em torno do cacau de verdade e de ingredientes selecionados”, explica o João Pedro. Chocolate de origem e experiência Um dos diferenciais da Exímio Cacau está na valorização da matéria-prima. A marca trabalha com cafés especiais, chocolates com maior percentual de cacau e produtos bean-to-bar, expressão usada para definir chocolates produzidos diretamente do grão à barra. Marca aposta em produtos ligados ao cacau de origem e à valorização de ingredientes selecionados Na prática, a proposta é reduzir a dependência de chocolates ultraprocessados e priorizar uma cadeia produtiva com mais rastreabilidade, controle e qualidade. O cuidado aparece tanto no desenvolvimento do cardápio quanto na experiência oferecida nas lojas. “Tanto no café quanto no cacau, valorizamos processos que envolvem seleção rigorosa da matéria-prima, rastreabilidade, responsabilidade na cadeia produtiva e respeito às boas práticas de produção. O resultado é um produto com qualidade superior, sabores mais complexos e uma experiência muito mais rica para o consumidor, tanto do ponto de vista sensorial quanto da transparência sobre sua origem”, afirma João Pedro. Inovação e apoio da FAPDF A trajetória da Exímio também se conecta ao ecossistema de inovação do Distrito Federal. A empresa participou de dois programas vinculados à FAPDF: o Start BSB, em que recebeu apoio para o desenvolvimento de um projeto, e o Tecnova III, no qual avançou nas etapas iniciais do processo seletivo, embora não tenha sido contemplada com o recurso financeiro. No Start BSB, a proposta era acelerar a Exímio Lab, uma escola de empreendedorismo que utiliza a venda de brownies como ferramenta prática de ensino. A iniciativa nasceu de mentorias realizadas com jovens de Brasília interessados em empreender na confeitaria e, com o apoio do programa, começou a ser estruturada como projeto. Com ambiente acolhedor e foco em pertencimento, a Exímio Cacau investe na experiência presencial como parte central do relacionamento com os clientes Já no Tecnova III, a Exímio submeteu uma proposta voltada ao desenvolvimento de um conservante natural à base de própolis para produtos de panificação úmidos. Embora o projeto não tenha avançado até a fase final do edital, o processo envolveu pesquisa, testes laboratoriais e estudos de referências acadêmicas, contribuindo para o amadurecimento técnico da equipe. “A FAPDF tem um papel muito importante na história da Exímio. Sua contribuição vai muito além do apoio financeiro: envolve acolhimento, conexões, aprendizado e a construção de uma cultura de inovação que impactou diretamente o amadurecimento da empresa”, destaca João Pedro. Próximos passos [LEIA_TAMBEM]Depois de passar por diferentes fases, a Exímio vive agora um momento de consolidação. A empresa reduziu de forma intencional a atuação na indústria e na distribuição para concentrar esforços no fortalecimento do modelo atual. Os próximos passos envolvem o fortalecimento da gestão e da governança, a ampliação do Clube de Assinatura, a construção de uma equipe de alta performance, o desenvolvimento de uma cultura organizacional consistente e a padronização de processos. A meta é criar uma base sólida antes de iniciar um novo ciclo de crescimento. No futuro, a expectativa é buscar investimento externo para acelerar a expansão da Exímio em Brasília e, posteriormente, em outras cidades do Brasil, seja por meio de lojas próprias, franquias ou modelos de sociedade operacional. A trajetória que começou com brownies vendidos na escola hoje aponta para uma ambição maior: mostrar que é possível criar, a partir de Brasília, uma marca com identidade própria, potencial de escala e uma experiência capaz de unir sabor, afeto, inovação e pertencimento. *Com informações da FAPDF
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Mais de 950 alunos são certificados no primeiro ciclo do RenovaDF de 2026
O primeiro ciclo de 2026 do RenovaDF certificou, nesta terça-feira (16), 955 alunos formados em curso de qualificação profissional voltado à construção civil e à manutenção urbana. A cerimônia de formatura ocorreu no espaço do Feirão do Trabalhador, em frente ao Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios. A cerimônia contou com a participação da governadora Celina Leão. “Esse é um programa que deu certo. Nós damos uma oportunidade de aprender uma profissão. Hoje temos uma taxa de empregabilidade de quase 30% para as pessoas que saem desse programa”, afirmou a chefe do Executivo. “É uma iniciativa democrática, que dá a mesma oportunidade de recomeçar e, para muitos, de transformar a vida financeira”, completou. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o RenovaDF é executado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF). O curso tem carga mínima de 240 horas, com aulas teóricas e práticas. Durante a formação, os alunos recebem bolsa equivalente a um salário mínimo a cada etapa concluída, além de auxílio-transporte, seguro contra acidentes pessoais e certificado. A governadora Celina Leão: "Nós damos uma oportunidade de aprender uma profissão. Hoje temos uma taxa de empregabilidade de quase 30% para as pessoas que saem desse programa" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, destacou que a formatura ocorreu dentro da estrutura do Feirão do Trabalhador, o que permitiu aos alunos saírem do curso já com acesso a empresas, cadastro profissional e entrevistas de emprego. “Eles recebem o diploma, atualizam o cadastro e participam de processos de entrevista com mais de 100 empresas que estão aqui. O nosso objetivo é que saiam daqui contratados”, afirmou. Segundo o chefe da pasta, o programa combina capacitação e cuidado com espaços públicos. “O objetivo é qualificação profissional agregada à recuperação de equipamentos públicos. É uma mão de obra qualificada e importante para a cidade”, disse. Neste ciclo, os alunos atuaram na recuperação de 200 equipamentos públicos em 12 regiões administrativas: Samambaia, Riacho Fundo II, Paranoá, Plano Piloto, Planaltina, Sobradinho, Itapoã, Ceilândia, Riacho Fundo, São Sebastião, Taguatinga e Brazlândia. As atividades incluíram pintura de quadras esportivas, manutenção de alambrados, serviços de serralheria, recuperação de paradas de ônibus, manutenção de campos sintéticos e intervenções em parques infantis. A proposta foi unir capacitação profissional e conservação de espaços usados diariamente pela população. Entre as formandas estava Maria Nilva Pereira, 45 anos, moradora do Ipiranga. Antes de entrar no RenovaDF, ela estava sem trabalhar por questões de saúde e já havia tentado participar outras vezes. “Era o meu sonho. Eu me inscrevi umas quatro vezes. Quando consegui e vi meu nome na lista, corri para a administração no mesmo dia para deixar tudo certo”, contou. No curso, Maria Nilva participou de atividades de pintura e recuperação de espaços públicos. “Foi muito bom fazer aquela pintura para que as crianças tenham tudo bonitinho. Eu participei de tudo e gostei muito”, disse. Silvaneide Souza, 41 anos, moradora da Estrutural, contou que o curso já teve efeito dentro da própria residência: “Aprendi a pintar e já comecei a fazer serviços em casa" Também formada pelo programa, Silvaneide Souza, 41 anos, moradora da Estrutural, contou que o curso já teve efeito dentro da própria casa. “Aprendi a pintar e já comecei a fazer serviços em casa. Pintei minha casa, está uma princesa. Já não vou precisar pagar para ninguém”, comemorou. Silvaneide afirmou que adiou uma viagem para participar da formatura. “Minha passagem estava comprada desde fevereiro, mas deixei para viajar depois, porque queria concluir o Renova. Nunca é demais aprender um pouco”, disse. Com a formação, ela pretende usar o conhecimento para gerar renda. “Falei para o meu esposo que vou pegar um apartamento para pintar.” Desde a criação, o RenovaDF certificou 31.345 alunos e recuperou 3.150 equipamentos públicos no Distrito Federal. A formatura desta terça-feira integrou a programação do Feirão do Trabalhador, promovido pelo GDF até sexta-feira (19), das 8h às 19h, em frente ao Museu Nacional da República. O evento reúne empresas, programas de qualificação, oficinas, palestras e serviços voltados à geração de renda e ao acesso ao mercado de trabalho.
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