Escolas públicas do Distrito Federal formam guardiões do meio ambiente
No Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado em 3 de junho, escolas da rede pública do Distrito Federal mostram como a educação ambiental faz parte do cotidiano pedagógico da rede. De hortas agroecológicas a projetos que conectam nascentes do Cerrado ao Oceano Atlântico, estudantes de diferentes regiões aprendem, na prática, sobre preservação, sustentabilidade e cuidado com os recursos naturais. Projeto Horta e Alimentação Saudável, desenvolvido na EC Beija-Flor, leva as crianças a conhecerem processos de plantio e manejo de mudas | Foto: Tereza Silva/SEEDF “A educação ambiental não é um tema isolado no currículo, mas um eixo fundamental para formar cidadãos responsáveis e preparados para os desafios do século 21”, afirma a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga. “Continuamos o legado de transformação, garantindo que cada estudante do DF desenvolva não apenas conhecimento, mas valores de preservação e cuidado com o planeta, especialmente nas regiões de maior vulnerabilidade.” Aprendizado nasce da terra Na Escola Classe (EC) Beija-Flor, na Asa Norte, a educação ambiental faz parte da rotina escolar. Por meio do projeto Horta e Alimentação Saudável, estudantes acompanham o cultivo de hortaliças, plantas medicinais e espécies nativas do Cerrado em espaços utilizados como ambientes de aprendizagem. “Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada” Tereza da Silva, diretora da Escola Classe Beija-Flor Além de conhecer processos como germinação, plantio e manejo de mudas, os alunos desenvolvem práticas relacionadas ao cuidado com o meio ambiente e à valorização da biodiversidade local. A diretora da unidade, Tereza Marques Cardoso da Silva, lembra que a proposta contribui diretamente para a formação dos estudantes: “Nós somos natureza, e aí precisamos nos conectar a essa natureza, pois essa conectividade é a nossa formação integral. Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada”. A escola também participa de ações de plantio de árvores na Serrinha do Paranoá, ampliando as experiências de educação ambiental para além do ambiente escolar. Do Cerrado ao oceano [LEIA_TAMBEM]A dimensão socioambiental também atravessa fronteiras linguísticas. Na Escola Bilíngue do Plano Piloto (EBPP), referência no atendimento a estudantes surdos, o projeto Missão Guardiões do Mar demonstra que a preservação dos oceanos começa nas nascentes do Cerrado. Com o tema “Vereda (a)mar: conexões visuais entre céu, Cerrado e mar”, os estudantes utilizam ferramentas como o Google Earth para mapear o trajeto das bacias hidrográficas e compreender como o cuidado com os mananciais locais reflete diretamente na saúde do Oceano Atlântico. Toda a mediação é feita em Libras, garantindo que o aprendizado sobre responsabilidade socioambiental seja plenamente inclusivo. A data, instituída pela Lei Federal nº 12.633/2012, integra o calendário oficial da educação brasileira e reforça a importância de iniciativas voltadas à conscientização ambiental. Nas escolas da rede pública do Distrito Federal, esse trabalho é desenvolvido ao longo de todo o ano por meio de projetos que aproximam os estudantes do Cerrado, da sustentabilidade e da preservação dos recursos naturais. *Com informações da Secretaria de Educação
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Obras do Caps do Gama entram em fase de acabamento
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) prepara a entrega do primeiro Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III do Gama, beneficiando a população de aproximadamente 140 mil habitantes da região. A inauguração concretizará o investimento de R$ 3,6 milhões descentralizados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), reforçando a proposta de ampliação do cuidado próximo à comunidade. Localizada no setor norte da cidade, a unidade integra o Sistema Único de Saúde (SUS) como o 19º Caps do Distrito Federal e o segundo na modalidade Caps III. Um local de acolhimento e apoio às pessoas que enfrentam sofrimento psíquico intenso. O modelo III especifica uma unidade de funcionamento 24 horas, com atendimento voltado a maiores de 18 anos, com transtornos mentais graves e persistentes. Estrutura da obra Desde a concepção da planta, o projeto foi pensado para atender às demandas específicas da unidade, assim como garantir acessibilidade às pessoas com deficiência. Em um terreno amplo de 3,5 mil m², a construção ocupa aproximadamente 740 m² e valoriza espaços de convivência, com integração entre a área externa e interna. Em um terreno amplo de 3,5 mil m², a construção ocupa aproximadamente 740 m² e valoriza espaços de convivência, com integração entre a área externa e interna | Foto: Divulgação/Novacap A estrutura conta com farmácia, enfermaria, banheiros e vestiários, espaço de convivência interno, jardins externos, salas de atividades coletivas e atendimento individualizado, refeitório, cozinha e quarto de plantão com banheiro, para repouso dos profissionais, além das demais instalações obrigatórias. Entre os serviços oferecidos estão acolhimento inicial, atendimentos individuais e em grupo, intervenções em crises, ações farmacológicas e não farmacológicas, oficinas terapêuticas, visitas domiciliares, apoio às famílias e atividades comunitárias. "Esta entrega representa um momento histórico para o SUS do Distrito Federal e demonstra o nosso compromisso com o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e com a política de saúde mental. Essa unidade do Caps Gama foi muito esperada pela população, e é uma alegria enorme poder, com ela, ofertar mais acesso às pessoas com sofrimento psíquico no DF" afirma Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental. Com a inauguração do Caps, a população do Gama, estimada em cerca de 140 mil habitantes, passará a contar com atendimento mais próximo, sem a necessidade de deslocamento até o Recanto das Emas. A Administração Regional do Gama celebra o investimento na saúde mental, na prevenção e no cuidado com os moradores. “O Caps representa um avanço histórico para o Gama. Saúde mental é uma necessidade real da nossa população, e esse equipamento vai trazer acolhimento, tratamento e dignidade para muitas famílias que hoje enfrentam dificuldades sem o suporte adequado”, afirma a administradora Thábata Almeida. Joana Ferreira, 30 anos, moradora da região, conta que havia desistido de procurar ajuda devido à longa distância que precisava percorrer até o centro mais próximo. “Essa nova unidade me encorajou, pois agora o tratamento vai ser viável”, compartilha. “Essa entrega representa o resultado de uma atuação conjunta entre a Novacap e a Secretaria de Saúde, unindo infraestrutura e política pública para ampliar o acesso da população a um atendimento humanizado e de qualidade. Nosso compromisso é garantir que obras como essa cheguem às regiões que mais precisam, fortalecendo a rede pública de saúde do Distrito Federal”, destacou o presidente da Novacap, Fernando Leite. *Com informações da Novacap
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Com apoio da FAPDF, UnB desenvolve tecnologia para aproximar idosos dos serviços digitais de saúde
Em um cotidiano cada vez mais digital, marcar consultas, acessar exames, buscar informações confiáveis e utilizar serviços de saúde pela internet já faz parte da rotina de muitas pessoas. Para parte da população idosa, no entanto, essas ferramentas ainda podem representar uma barreira. Foi para enfrentar esse desafio que surgiu o Digihealth Techkit, projeto desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Tech Learning (2023). A iniciativa reúne aplicativo, e-book, conteúdos interativos, jogos educativos e códigos QR para ajudar adultos a partir de 45 anos e pessoas idosas do Distrito Federal a desenvolverem habilidades digitais voltadas para o cuidado com a própria saúde. A professora Camila Alves Areda: “A FAPDF teve um papel estratégico ao incentivar projetos que promovem inclusão digital, saúde e envelhecimento ativo” | Foto: Divulgação/FAPDF O projeto é coordenado pela professora Camila Alves Areda, do curso de Farmácia da UnB, do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profnit) e do Programa de Pós-Graduação em Assistência Farmacêutica (PPGasfar). Para Camila, esse investimento foi estratégico para aproximar a pesquisa das demandas reais da população. “O apoio da FAPDF foi fundamental para transformar a proposta em uma solução concreta, validada e adaptada à realidade da população do Distrito Federal. O fomento permitiu aprimorar a tecnologia, desenvolver materiais educativos, realizar testes com usuários reais e fortalecer a integração entre pesquisa, inovação e impacto social”, destaca Camila. Para a professora, o investimento em projetos como o Digihealth Techkit demonstra a importância de políticas públicas de fomento à ciência, tecnologia e inovação voltadas a desafios sociais concretos. “A FAPDF teve um papel estratégico ao incentivar projetos que promovem inclusão digital, saúde e envelhecimento ativo”, afirma. Educação O Digihealth é um conjunto de recursos educativos pensado para tornar o uso da tecnologia mais simples, seguro e acessível O nome do projeto combina dois conceitos: Digihealth, ligado à saúde digital, e Techkit, que significa kit de ferramentas. Na prática, trata-se de um conjunto de recursos educativos pensado para tornar o uso da tecnologia mais simples, seguro e acessível. A iniciativa é desenvolvida pela Universidade de Brasília, por meio da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde e da Universidade do Envelhecer (UniSER/UnB). “O projeto surgiu porque percebemos que muitas pessoas idosas ainda enfrentam dificuldades para utilizar tecnologias que hoje fazem parte do acesso à saúde, como aplicativos, exames digitais e teleatendimento. Isso pode gerar exclusão, dependência e dificuldade no cuidado com a própria saúde”, explica a professora. Segundo Camila, a proposta busca aproximar esse público das soluções digitais de forma gradual. “Nosso objetivo foi criar uma solução simples, acessível e adaptada à realidade desse público, promovendo inclusão digital, autonomia e mais qualidade de vida”, afirma. Como funciona O projeto propõe ferramentas educativas digitais voltadas para o desenvolvimento da chamada literacia digital em saúde. O termo pode parecer técnico, mas significa, de forma simples, a capacidade de usar tecnologias digitais para buscar informações confiáveis, acessar serviços e tomar decisões mais seguras sobre o próprio cuidado. “O Digihealth Techkit é um conjunto de ferramentas educativas digitais criado para ensinar, de forma simples e acessível, como utilizar tecnologias relacionadas à saúde. Na prática, a pessoa idosa aprende a acessar aplicativos, utilizar serviços digitais de saúde, consultar informações e desenvolver mais autonomia no cuidado com a própria saúde”, explica a coordenadora. O aplicativo foi criado pensando em dar mais autonomia a idosos que têm dificuldade em acessar tecnologia para realizar atividades cotidianas O aplicativo está em nível de maturidade tecnológica 7, também conhecido como TRL 7, indicando que uma solução já se encontra em estágio avançado de desenvolvimento, com protótipo em funcionamento e testes em ambiente real. Atualmente, a ferramenta passa por aprimoramentos constantes e avaliações com usuários, etapa fundamental antes de sua futura disponibilização para download. Além do aplicativo, o projeto prevê a adaptação do e-book Digihealth BSB, estruturado a partir do conceito japonês Ikigai, associado à busca por propósito, sentido e realização na vida. No projeto, essa ideia é aplicada à promoção de um envelhecimento mais ativo, saudável e conectado, relacionando saúde digital, autocuidado, aprendizagem ao longo da vida e participação social. Tecnologia pensada com e para pessoas idosas Um dos diferenciais do projeto é o desenvolvimento de uma tecnologia centrada no usuário. Isso significa que o aplicativo e os materiais são pensados a partir das necessidades reais das pessoas que irão utilizá-los, especialmente aquelas que não tiveram contato frequente com tecnologias digitais ao longo da vida. Para isso, a equipe trabalha com linguagem simples, navegação intuitiva, recursos visuais acessíveis e organização didática das informações. A proposta também considera aspectos como tamanho de letras, facilidade de compreensão, usabilidade e adaptação cultural ao contexto brasileiro. A construção do projeto também conta com a participação dos próprios usuários. A validação do protótipo envolve pessoas idosas da comunidade do Distrito Federal, incluindo participantes e egressos do Curso de Educador Político Social em Gerontologia, vinculado à UniSER/UnB. Esse processo permite que a equipe identifique dificuldades reais de uso, ajuste a linguagem e aprimore a experiência de navegação. O Digihealth Techkit utiliza recursos de gamificação, ou seja, elementos de jogos, como desafios, etapas e atividades interativas, aplicados ao processo de aprendizagem Para tornar o aprendizado mais dinâmico, o Digihealth Techkit utiliza recursos de gamificação, ou seja, elementos de jogos, como desafios, etapas e atividades interativas, aplicados ao processo de aprendizagem. Também são utilizados códigos QR, que podem ser lidos pela câmera do celular e direcionam o usuário para conteúdos digitais. “Essas ferramentas tornam o aprendizado mais leve, prático e estimulante. Os jogos educativos aumentam o engajamento e ajudam na fixação do conteúdo, enquanto os QR codes e conteúdos interativos facilitam o acesso às informações e incentivam a participação ativa da pessoa idosa no processo de aprendizagem”, afirma a professora. Envelhecimento inteligente e conexão internacional O aplicativo também dialoga com o conceito de envelhecimento inteligente, tradução de smart ageing. A ideia está relacionada ao uso de tecnologias, soluções de design e estratégias educacionais para promover mais independência, inclusão, segurança e qualidade de vida à medida que a população envelhece. O Digihealth Techkit integra a versão brasileira da plataforma SmartAgeCare, projeto internacional com origem na Universidade do Porto e na 4Humanz Consultancy and Research, desenvolvido no âmbito do programa Erasmus+ e com participação de instituições de diversos países europeus. A parceria com a UnB, por meio da UniSER, permite adaptar, traduzir e reinventar para o cenário brasileiro soluções voltadas à população idosa. No Distrito Federal, a proposta coloca Brasília em posição estratégica no desenvolvimento de tecnologias voltadas para o envelhecimento, especialmente na interface entre saúde, educação, inovação e inclusão digital. Mais segurança para cuidar da própria saúde Entre os principais impactos esperados está o fortalecimento da autonomia da população idosa. Ao aprender a utilizar ferramentas digitais, a pessoa pode acessar exames, marcar consultas, buscar informações confiáveis, acompanhar orientações e participar de forma mais ativa do próprio cuidado. "Quando o 60+ aprende a utilizar tecnologias digitais, ele consegue acessar serviços de saúde com mais facilidade, acompanhar informações importantes e se tornar menos dependente de terceiros" Camila Alves, professora do curso de Farmácia da UnB “Esperamos mais autonomia, segurança e participação ativa no cuidado com a própria saúde. Quando o 60+ aprende a utilizar tecnologias digitais, ele consegue acessar serviços de saúde com mais facilidade, acompanhar informações importantes e se tornar menos dependente de terceiros”, ressalta Camila. A inclusão digital também tem impacto emocional e social. Ao dominar recursos tecnológicos, a pessoa idosa pode se sentir mais segura, confiante e integrada à sociedade. Para a coordenadora, esse processo contribui para fortalecer a autoestima e reduzir o sentimento de exclusão. *Com informações da FAPDF
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Inscrições abertas para técnicos e assistentes que representarão o DF nos Jogos da Juventude 2026
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) abriu as inscrições para o processo de seleção de técnicos e assistentes técnicos que representarão o DF nos Jogos da Juventude 2026. Os interessados podem se candidatar até o dia 15 de junho. Os profissionais selecionados integrarão as comissões técnicas responsáveis por orientar, preparar e acompanhar os estudantes-atletas que defenderão o Distrito Federal na maior competição escolar do país. A atuação desses profissionais é decisiva para o desenvolvimento esportivo dos participantes e para o fortalecimento das equipes durante a competição. Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) abriu as inscrições para o processo de seleção de técnicos e assistentes técnicos que representarão o DF nos Jogos da Juventude 2026 | Foto: Victor Bandeira, Ascom/SEEDF Podem participar da seleção professores e técnicos das redes pública e privada de ensino do Distrito Federal interessados em atuar nas modalidades coletivas, conforme os critérios estabelecidos no Regulamento Geral dos Jogos Escolares do Distrito Federal (JEDF) 2026. As inscrições são realizadas por meio de formulário eletrônico, com envio do plano de trabalho e da documentação comprobatória exigida em arquivo único no formato PDF. Cronograma: • 2 a 15 de junho de 2026 – Inscrições e envio da documentação; • 16 a 30 de junho de 2026 – Análise Documental; • 3 de julho de 2026 – Divulgação do resultado. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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